Artigo - Carta aberta de um jovem advogado aos seus pares

29/1/2016
Cleanto Farina Weidlich

"Muito dez (Migalhas 3.787 - 25/1/16 - "De um jovem advogado aos seus pares" - clique aqui), mestre Alexandre Gomide. Li, reli e tresli a sua carta de jovem para jovens advogados, e discordo seja ela dirigida somente aos jovens. Penso que serve para todos, inclusive esse já calejado e ainda aprendiz escriba. Eu só acrescentaria, e peço a V. Exª., a máxima vênia, para acrescentar, lembrando as lições auridas do mestre dos mestres Goffredo sobre a arte e ciência da convivência humana, que o exercício da nossa - alardeada por Voltaire, 'como a mais linda profissão do mundo', os adjetivos da persistênia e sensibilidade, esse último aprendido com o desembargador Araken de Assis, quando respondendo a uma pergunta vinda da plateia, acerca dos requisitos para ser um bom advogado de família, respondeu: 'são necessários apenas três: o primeiro, é sensibilidade; o segundo, mais sensibilidade; e o último, muito mais sensibilidade, e com a pausa dos bons oradores, arrematou: e, se tiver um pouco de conhecimento jurídico não atrapalha'. Se vale para os operadores de Família, penso que pode servir - quando dos confrontos com os valores deontológicos nas encruzilhadas - para todos os operadores, pois, todos os ramos da ciência prudência jurídica, tem raiz e reflexos no Direito de Família, por ser a célula mater da socidade. De onde provém a matéria-prima de todos os litígios humanos. Agradecendo a erudita e ousada lição, envio os votos de, como se diz aqui no Sul, feliz tropeada, ao nobre colega, acompanhando as minhas."

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