Artigo - O que mudou na lei de nacionalidade e a influência para os lusodecendentes brasileiros

30/6/2017
Luiza Maria Menezes Carmona

"Fui ao consulado português para requerer a nacionalidade portuguesa por naturalidade e após ser orientada por uma funcionária do consulado que me entregou uma listagem de procedimentos e taxas a pagar iniciei procedimentos (Migalhas de peso - 13/6/17 - clique aqui). Ontem, ao retornar ao consulado, fui informada para rasgar aquela listagem de doc. e procedimentos pois havia mudado tudo. E me mandou retornar aos Correios para solicitar a devolução da compra postal de euros pois as regras no Consulado haviam mudado. Lógico que as taxas do correio para envio de euros via postal e o seu cancelamento eu que terei que arcar. E mais, ao informar que as certidões de meus avós teriam que ser substituídos por uma declaração do cartório de São Miguel do Guamá pois havia uma impossibilidade de emití-los pois o documentos foram destruídos em um incêndio, esta me disse, que com certeza, o meu pleito seria indeferido pois eles são muito criteriosos e iriam desconfiar pois a fama dos brasileiros é muito ruim. Ou seja, um documento de cartório brasileiro não vale nada para o consulado português. Mais, mudam as regras do jogo sem o menor respeito por nós e por seus próprios funcionários que deram as instruções. Assim podemos constatar que a falta de respeito a sociedade brasileira por parte de autoridades, juízes e políticos é, de fato, uma herança genética. Me senti decepcionada uma vez que temos um histórico de afetividade com Portugal e por temos o ex-presidente de Portugal na época de Salazar, o marechal Carmona, como ilustre membro da família. Não pude deixar de comparar a forma que o consulado português no Pará dispensou a mim com o dos políticos, juízes e funcionários públicos do Brasil comprovando ser esse comportamento herança genética de nossos colonizadores. O consulado português pouco se importou com meu prejuízo financeiro e com o fato que não pode mudar as regras do jogo sem respeitar um acordo feito anteriormente. Quando a funcionária me entregou os procedimentos aquilo era um acordo, eu conseguiria a Nacionalidade se cumprisse os requisitos. O consulado quebrou o acordo e me faz pagar o prejuízo. E eu que me dane."

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