Corrupção

10/7/2017
José Renato Almeida

"O Brasil é saqueado há décadas pelas organizações criminosas instaladas no Executivo e no Legislativo, acobertadas por bandidos escondidos atrás das togas de juízes do Judiciário, conforme denunciou a ex-ministra Eliana Calmon. Desde o mensalão, e agora com a operação Lava Jato, ficaram visíveis os juízes que defendem bandidos. Nas últimas semanas, esses juízes deixaram de lado qualquer escrúpulo e disfarces na defesa dos maiorais do crime de corrupção sistêmica, utilizando os argumentos mais inverossímeis nessas defesas. Qualquer coisa serve para justificar seus votos a favor dos criminosos. O ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, que desarquivou o processo e defendeu a cassação da chapa Dilma-Temer - quando a presidente era Dilma - não considerou quaisquer das provas que o próprio TSE apurou e confirmou! Seu objetivo parece ser acabar com a Lava Jato, anular suas sentenças, ameaçar e punir os membros da força-tarefa! O advogado do presidente Michel Temer, Antônio Mariz, apresenta como principal argumento de defesa, que as gravações feitas por Joesley Batista são ilegais, mesmo que a Justiça considere prova legal as gravações realizadas por pessoa participante da gravação. E Joesley esteve presente durante toda a gravação feita a sós com Temer. O governo Temer usa de todos os recursos da máquina administrativa da Nação para sobreviver e manter as propinas que o sustentam na presidência. Seja comprando parlamentares com cargos, liberação de emendas e outras promessas, seja com benefícios ilícitos feitos por grupos econômicos com redução de alíquotas de impostos, licitações fraudulentas, perdão de dívidas. Há três semanas, o Conselho Administrativo de Recursos Financeiros (CARF) perdoou uma dívida de R$ 24 bilhões de um só banco! É possível imaginar o quanto estão gratos os gestores daquele banco. E ainda existe pendentes no CARF cerca de R$ 580 bilhões em dívidas de grandes empresas! As esperanças de um Novo Brasil estão nas mãos dos juízes do Supremo, dos Tribunais Superiores e demais instâncias, dos deputados e senadores, que já perceberam a necessidade de remover da governança o chefe da organização criminosa e seus cúmplices instalados nos três poderes da República, da imprensa não comprometida e de todos os cidadãos de bem. Estamos juntos!"

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