terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Política Internacional

de 2/7/2006 a 8/7/2006

"Israel bonzinho! Será que um único militar israelense vale o mesmo que 8 ministros e 23 parlamentares palestinos? Numa fabulosa operação contra o governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP) para pressionar o Hamas a devolver o militar israelense seqüestrado domingo e levado para a Faixa de Gaza, tropas israelenses prenderam, no dia 29/6, oito ministros e pelo menos 23 parlamentares ligados ao grupo radical numa incursão nos territórios. A ação militar de Israel levou a uma aproximação entre o Hamas e o Fatah - cujos militantes vinham se enfrentando numa disputa interna de Poder. Ou seja: o tiro pode ter saído pela culatra, para Israel. Não parece pretensão um tanto quanto exagerada dos israelenses a se autovalorizarem tanto, à maneira do estilo Bush?"

Conrado de Paulo - 3/7/2006

"Prezado Conrado, Creio que o raciocínio dos terroristas seja esse: 'Hoje seqüestraremos um militar israelense e proporemos sua troca por cento e cinqüenta amigos nossos. Acaso Israel atenda a essa estapafúrdia exigência, amanhã nós seqüestraremos o primeiro-ministro e exigiremos a extinção do Estado de Israel (objetivo último do Hamas, que sempre o declarou a quem quisesse ouvir)'. Ao contrário do que pensa, não creio que a atitude de Israel seja exagerada. Os judeus simplesmente não se rendem às chantagens feitas por um bando de terroristas fanáticos, demonstrando que têm um Estado forte que não se deixará conduzir por ameaças. Talvez sirva de exemplo ao Brasil."

Tiago Bana Franco - 5/7/2006

"Os israelenses bombardeiam acampamentos e cidades inteiras palestinas, e os palestinos é que são os terroristas..."

Conrado de Paulo - 6/7/2006

"Caríssimo Conrado, alguns palestinos são, sim, terroristas. Infelizmente, pelo tipo de guerra que fazem, o Estado de Israel é obrigado a bombardear acampamentos e cidades, pois os terroristas são tão covardes que não têm coragem de vestir uma farda e enfrentar o Exército israelense, cujo Estado – não se pode esquecer – buscam exterminar. Em vez disso, preferem esconder-se entre os civis, para que pessoas desinformadas alardeiem por aí que Israel ataca o povo palestino – que, diga-se de passagem, nunca se negou a abrigar o terrorismo. Esse tipo de estratégia denomina-se 'Guerra Assimétrica', justamente porque impõe todo o dever moral a um Exército organizado, ao mesmo tempo em que dá aos terroristas ampla liberdade de ação."

Tiago Bana Franco - 6/7/2006

"Nos manuais do Pentágono, terror é definido como a 'utilização calculada, para fins políticos ou religiosos, da violência, da intimidação, da coerção ou do medo'. Quando o império pratica isso é chamado de 'guerra de baixa intensidade'. Quando os palestinos se defendem é chamado pela 'imprensa livre' (sic) como terror. Enquanto Israel for coberto pelo império delinqüente (termo usado pela própria Suprema Corte americana recentemente), continuará a imitar o seu mentor, desrespeitando todas as resoluções da ONU, que há algum tempo aprovou resolução contra o terror, tendo dois votos contrários: EUA e Israel."

Armando R. Silva do Prado - 6/7/2006

"A ONU, mencionada pelo ilustrado migalheiro Armando R. Silva do Prado, é aquela organização que abastecia os cofres de Saddam Hussein por intermédio de um milionário esquema fraudulento, denominado petróleo-por-comida, em que esteve envolvido o filho do próprio Sr. Kofi Annan? Acaso seja, não me impressiona que os membros desse organismo internacional sejam contrários aos atos de defesa levados a bom termo pelo governo de Israel."

Tiago Bana Franco - 6/7/2006

"No território palestino os israelenses arrasam aldeias e até cidades inteiras. Quando os palestinos reagem, só os palestinos é que são os terroristas. Afinal, quem é que começou com isso tudo, lá no Oriente Médio, na faixa de Gaza? Faz até lembrar o que aconteceu no Vietnã e no Kuwait. Quem queria os americanos lá? O poder da truculência, e a sede de dominação do planeta foram a força motriz dos EUA. Um dia após Israel ser acusado de violar direito humanos, ministros e militares israelenses se reuniram para discutir uma invasão imediata em Gaza e a possibilidade da criação de uma 'zona segregadora'. É, parece mesmo que o exemplo sempre vem de cima..."

Conrado de Paulo - 6/7/2006

"A ONU, Dr. Tiago Bana, é aquela que foi criada sobre os escombros do terrorismo nazista para salvaguardar a paz mundial. Não foi criada para 'nos levar ao paraíso', mas para 'nos salvar do inferno'. Essa ONU hoje enfrenta outros estados terroristas que ameaçam a paz e populações indefesas na Palestina, no Afeganistão, no Iraque e quem sabe no Irã. Um desses estados terroristas foi condenado não só pela ONU, mas pela Anistia Internacional, e por outros organismos internacionais, inclusive personalidades judias, como Noam Chomsky, por violar normas internacionais, cometer crimes de guerra e, principalmente, violar a 4ª Convenção de Genebra ao destruir central elétrica, pontes e estradas em Gaza, afetando mais de 1,5 milhão de pessoas. Ontem e hoje os bárbaros aterrorizam crianças e inocentes."

Armando R. Silva do Prado - 7/7/2006

"Curioso é ver um simpatizante do 'Partidão', agremiação de fanáticos que cometeu mil e uma atrocidades em território nacional para aqui fundar uma república socialista à moda soviética, apoiar a ONU. E mais: apoiar porque essa organização internacional desavergonhadamente combate os denominados 'estados terroristas', EUA e Israel. Isso é a prova de que a ONU não serve para outra coisa, senão para acabar com os estados nacionais por meio dum governo mundial, tal qual concebido pelos modernos teóricos socialistas. E não pense que a ONU poupa esforços para alcançar seu objetivo. De fato, não economiza forças, pois até ajuda financeiro a governos como o de Saddam Hussein forneceu por debaixo do pano. E, prezado Armando R. Silva do Prado, quanto à sua autoridade sobre o tema 'terrorismo', não a discuto. Eu, de fato, não tenho dúvida de que os simpatizantes do 'Partidão' sabem muito bem lidar com o terrorismo, tanto que assassinaram, 'justiçaram' e mutilaram muitas e muitas pessoas com atos de terror, como, por exemplo, cito o caso do Sargento Mário Kozel Filho."

Tiago Bana Franco - 7/7/2006

"Dr. Tiago, Schopenhauer já orientava: na falta de argumentos, desqualifique o opositor e vencerá. Sua confusão argumentativa é uma coisa impressionante. Nos anos da ditadura militar, sua contribuição seria bem recebida pelos órgão de repressão e tortura. Ou será que foi? 'Epour si muove'."

Armando R. Silva do Prado - 7/7/2006

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