sexta-feira, 23 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Política...

de 2/7/2006 a 8/7/2006

"A quem possa explicar, se é que humanismo tem explicação. O Presidente Luiz Inácio, parece, tomou a transposição do Rio São Francisco como ponto de honra de seu governo (governo?). Com essa faraônica obra levaria água para o desolado nordeste, a região mais árida deste país. Árida porque a ganância humana conseguiu destruir a região. Portanto, reverter a aridez é a sua meta. Não obstante, do outro lado do país, a Amazônia continua sendo destruída e vem pedindo socorro. Desmatamento, lá, é a ordem do dia. Tendo a ganância humana por motivo, também. Pois é, o exemplo do que aconteceu com o Nordeste, parece, não serviu de mote para uma ação governamental mais contundente com relação aos destruidores da floresta amazônica. Será que não seria mais conveniente para a atual geração gastar com a revitalização da bacia do Rio São Francisco, ampliando essa revitalização em direção ao Nordeste e ao mesmo tempo gastar para preservar a floresta, intensificando a vigilância contra os seus depredadores? Custoso e trabalhoso, pode ser, mas, será edificante para nossa descendência."

Pedro Luís de Campos Vergueiro – Procurador do Estado de São Paulo aposentado e advogado - 3/7/2006

"Inelegível quadrilha de políticos corruptos. Corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e peculato, entre outros processos crimes são e serão arquivados imediatamente pelo STF. Por quê? Banespa, Banestado, FINAM, Bingo, mensalão, sanguessuga etc. etc. etc. Como cidadão brasileiro, gostaria de saber: - Por que aumentam a corrupção no Brasil? Escândalos de políticos envolvidos em diversas modalidades em desvios do dinheiro público. - Será a falta de fazer justiça? - Falta de punições com cadeia? - Falta de confiscos em até o último centavos? Por que não cassar todos os envolvidos, definitivamente? Por que não? Investigar rapidamente e acabar com essa moleza. A maioria dos processos, CPIs são arquivadas, e dizem falta de provas? – Por que o Poder Judiciário fica em cima do muro? Por quê? Enriquecimento ilícito, dinheiro em paraísos fiscais, não comprovam nada? Bilhões são desviados em paraísos fiscais. - Que tal a OAB e advogados sugerirem mudanças anticorrupções etc. mudar às leis se necessário? – Por que a OAB não faz cobranças do Poder Judiciário exigindo Justiça contra os políticos corruptores? Será que é pouco os problemas... onde bilhões, são desviados dos cofres públicos? Sem nenhuma punição vamos mudar essas Leis, vamos exigir transparência, e ética na política, além da moral. Impureza na política diabólica enfim, os Poderes estão se prostituindo em corrupções, com raras exceções, Deus está longe de suas almas, o Poder fala alto, onde a moral e a ética não existirá para esses humanos, que somente visam a riqueza fácil, nessa engrenagem, construídas por eles mesmos. Tentação diabólica do dinheiro, poderá afetar suas próprias famílias, infelizmente. Nossos políticos representantes que usou e usa a máquina pública, para corromper a vontade, terá um julgamento justo no futuro bem próximo."

Antonio S. Dagrella - 6/7/2006

"a) – Por que o governo deixa os banqueiros praticar agiotagem livremente com o indefeso povo humilde e trabalhador? Se agiotagem é crime, como explicar essa atitude que atinge destrutivamente a faixa produtora e indefesa que sofre com a omissão dos governantes responsáveis? Por que o governo não obriga os bancos pagar o rendimento da poupança pelo mesmo índice que cobram nos seus empréstimos? b) - Não consigo compreender as justificativas que os juízes alegam pelo não funcionamento justo do Código Penal... Alguém deve estar ganhando com essa ineficiência das Leis ultrapassadas. Entendo que as ferramentas de todos os juízes são as Leis do Código Penal; e se suas ferramentas não estão boas, não haverá bons resultados; e, por que eles não cobram veemente sua atualização?"

Benone Augusto de Paiva - 6/7/2006

"Preliminarmente: duas notícias. A primeira, de todos bem conhecida, é o fato de hoje (4/7)ser o dia nacional dos Estados Unidos, dia que representa a apologia da liberdade, da autonomia e da soberania.  A segunda, mais estranha, é o lançamento do livro, certamente ocorrido numa bela cerimônia pública, cujo título é 'Leituras da Crise' lançamento da Editora Fundação Perseu Abramo e que contém quatro entrevistas cujo tema em discussão é 'crise'. Ou seja, o tema analisado no livro é a crise que periódica e diuturnamente é vivenciada pelos brasileiros. Como lançamento e debate tais não são a minha praia, cingi-me à leitura da notícia/reportagem ‘Marilena Chauí acha que PT é que deve dar tom ao 2º mandato’ (O Estado, 21/6/06). Confio no bom senso dos jornalistas. Daí as observações seguintes. Diz a notícia que Dona Marilena ressaltou em sua manifestação oral durante o evento que o segundo mandado do Presidente Luiz Inácio (ela dá como certa a sua reeleição em outubro próximo) tem de seguir as diretrizes do partido, do PT. Se não o fizer, diz ela, 'é tchau e bênção!' Leninista, trotskista, stalinista, ou outra coisa, é essa afirmação. O PT manda que se faça dessa forma e não de outra. Em síntese, Dona Marilena exige que o próximo governo não seja um governo de alianças, mas, apenas e simplesmente um governo de petistas, de petistas de primeira linha. Não obstante, deixa uma janela aberta pois admite que isso poderá ser concretizado parcialmente. Parece que Dona Marilena tem memória fraca. Esqueceu-se ela que o primeiro Ministério, o Ministério originário foi montado com nomes de militantes petistas. A maioria dos Ministros iniciais eram petistas, petistas de carteirinha. Isto considerado, em face da nova afirmação de Dona Marilena, tem-se que ela concluiu que a composição inicial do Ministério do Presidente Luiz Inácio não era formada por petistas de primeira linha. E, consequentemente, também a evolução com a troca de Ministros. A mesma conclusão se infere das suas ponderações sobre a existência de um programa de governo. O programa de governo desses quatro anos de primeiro mandato, segundo ela, não foi um 'programa de primeira linha', pois um programa tal é exigido para o segundo mandato. Ou seja, tudo quanto vem sendo feito está errado, é incompleto, é ineficiente, é impopular, é inadequado etc. e tal. Enfim, diante dessas ponderações da filósofa Dona Marilena Chauí, não se extrai outra coisa senão a de que o governo em curso é uma porcaria: porcaria de plano de governo, inclusive porque inexistente, e porcaria de Ministros porque não foram escolhidos para os Ministérios pessoas de primeira linha. Disso, que poderia restar senão sucessivas crises. E a causa disso segundo Dona Marilena foi a afoiteza do Luiz Inácio em ocupar a cadeira presidencial. Entre parênteses, infere-se da afirmação que o Presidente não estava preparado para ocupar o cargo. Vale a pena transcrever o que disse a filósofa de uma governabilidade petista: que o Luiz Inácio ‘se elegeu muito cedo, quando a luta de classes não havia definido a hegemonia da classe trabalhadora’. Na verdade essa é uma afirmação anacrônica e infeliz. Afinal, com petista militante, ela de alguma forma contribuiu para que o Luiz Inácio viesse a ocupar a cadeira presidencial. Luta de classes é coisa do passado já quase remoto. A classe trabalhadora desde o século 18 vem conseguindo se impor e fazendo valer seus direitos. Nesse aspecto foi um ditador, Mussolini, que deu à Itália a Carta del lavoro, onde fixou e assegurou os direitos dos trabalhadores, documento esse que serviu de base para a consolidação das leis trabalhistas brasileira. Ler a Carta del Lavoro e, mais ou menos, ler a CLT em sua redação originária. No entanto, parece que a filósofa não vê conquistas nas lutas das classes trabalhadoras. É cega e surda, além de ler pouco, pois. Portanto no entender de Dona Marilena 'habemus crisis'. E a prova maior desse status quo vigente é o provável conteúdo do livro recém lançado: 'Leituras da Crise', crise ou crises atestadas por ela própria, Leonardo Boff, João Pedro Stedile e Wanderley Guilherme dos Santos, visto que os quatro entrevistados comentam as peripécias da governabilidade petista. Será que nessas entrevistas são comentadas as travessuras dos petistas de primeira linha, de segunda linha, de terceira linha e outras linhas? Resta anotar que a tônica das observações de Dona Marilena está centrada na idéia, real e inequívoca, de que o Presidente Luiz Inácio anda muito mal acompanhado."

Pedro Luís de Campos Vergueiro – Procurador do Estado de São Paulo aposentado e advogado - 6/7/2006

"Dr. Pedro, em que pese meu respeito pelo senhor, não posso deixar de fazer um comentário sobre o seu texto: haja sofismas para tentar desqualificar a Dra. (esta sim é doutora) Marilena. Digo tentar, porque sofismas fazem tudo menos contraditar algo de maneira séria."

Armando R. Silva do Prado - 6/7/2006

"Boa tarde Migalheiros. A respeito do balanço apresentado nas migalhas de hoje (Migalhas 1.448 – 6/7/06 – "Balanço"), gostaria de saber se nosso Amantíssimo Diretor não gostaria de representar a nação migalheira na punição aos nossos congressistas que somente trabalharão 6 ou 9 dias em três meses. Chibatadas nos faltosos! Não poderia o amantíssimo Diretor descontar as faltas dos seus pequenos salários?"

Zuleika Loureiro Giotto - 7/7/2006

"Na verdade, o mínimo que esperávamos do Exmo. Sr. Presidente da República, quando infelizmente o elegemos como o principal mandatário do país, atitudes firmes como exemplo inspirador para as demais autoridades (Migalhas 1.449 – 7/7/06 – "Migas – 1" – clique aqui). No entanto, nos deparamos com um autoritarismo impróprio de quem 'lutou' contra a ditadura. Realmente, o Brasil acabou! Infelizmente, a gente nem tinha se dado conta disso até agora..."

Renata Giroto - 7/7/2006

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