sexta-feira, 23 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Eleições 2006

de 9/7/2006 a 15/7/2006

"Aloizio Mercadante insiste no discurso de atacar seu oponente José Serra com a assertiva de que este faltou com a palavra dada: antes de se eleger firmou declaração de que não deixaria a Prefeitura e que cumpriria o mandato por inteiro. Se a norma é cumprir as promessas de campanha, temos, então, que Aloizio Mercadante, segundo a ótica de sua fala, não está fazendo coisa diversa, senão deixar de cumprir o que se comprometeu fazer. Por primeiro devemos deixar patente que a confiança depositada pelos eleitores no candidato em que votam não depende de qualquer declaração escrita deste: os eleitores sempre, sempre esperam que o seu candidato cumpra o mandato para o qual for eleito, honrando, assim, o voto que lhe deu. Ambos, Serra e Mercadante, foram eleitos por um muito bom número de votos. Ambos, agora, estão disputando o cargo de Governador do Estado. Na ótica do senador Mercadante, então, ambos, e não apenas Serra, estão descumprindo seus propósitos de campanha e os projetos neles depositados pelos eleitores respectivos. Em sendo assim, nesse aspecto, um não pode censurar o outro, é claro. Porém, entre os dois há uma grande diferença de postura em face do chamado (desejado, é claro) para a disputa do cargo de Governador do Estado. Serra para poder concorrer à governança do Estado renunciou ao exercício do cargo de Prefeito, em razão do que, o mandato será exercido pelo Vice-Prefeito, o dito desconhecido Gilberto Kassab, que o acompanhou na disputa marcando presença. Serra decidiu, pois, arriscar o mandato de Prefeito pelo de Governador de Estado. A situação de Aloizio Mercadante é bem diversa. Recebeu ele os votos de seus eleitores para ficar no Senado durante 8 (oito) anos. Considerado para o que foi eleito, também não lhe cai bem, pois, afastar-se do Senado para disputar e, se for o caso, exercer a governança deste Estado. Ademais, se eleito, em seu lugar assumirá o seu suplente, este sim realmente um ilustre desconhecido. Alguém sabe quem é o suplente do Senador Mercadante? O nome deste sequer aparece no 'site' do Senador. Por outro lado, entre ambos há uma grande diferença. Se perder, Serra volta para a vida privada. Se perder, Mercadante tem o privilégio de voltar a desfrutar das benesses do exercício de seu cargo de Senador até 2011. Hélas."

Pedro Luís de Campos Vergueiro – Procurador do Estado de São Paulo aposentado e advogado - 10/7/2006

"Nem se nota mais. O descaramento dos políticos é tão grande que nem nos indignamos mais. Será que já estamos nos acostumando com isso? O que justifica os congressistas deixarem de realizar as poucas sessões para fazerem suas campanhas à reeleição? Quanto estão aproveitando do dinheiro público: secretaria, assessores, passagens aéreas, salários integrais, correios, telefones e etc.? Certamente, eles já estão em grande vantagem em relação aos candidatos a deputado e senador ainda não eleitos. O que fazem os presidentes da Câmara e o do Senado quanto a esses aproveitadores? E o novo presidente do TSE, Marco Aurélio Mello, o que acha desse grave despropósito? Onde fica a isonomia de condições que deveria pautar as regras eleitorais? E a mídia, nem nota! Fazem de conta que, com a proibição de distribuição de brindes, tipo camisas e bonés, a campanha terá lisura nunca vista antes."

José Renato M. de Almeida – Salvador/BA - 12/7/2006

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