sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Planos econômicos

de 17/12/2017 a 23/12/2017

"A farsa do acordo dos planos econômicos. Não consigo entender esse entusiasmo exacerbado pelo acordo para pagamento dos poupadores que foram lesados pelos planos econômicos. Sob a ótica dos bancos, esse entusiasmo é justificável. Mas como explicar o entusiasmo do IDEC - Instituto de Defesa do Consumidor - e da FEBRAPO - Frente Brasileira dos Poupadores? Li o acordo e li a sua homologação feita pelo ministro Dias Toffoli. Em síntese, os poupadores lesados, que têm ações em trâmite, terão dois anos para aderir ao acordo, e os valores serão pagos da seguinte maneira: até R$ 5.000,00, pagamento à vista; de R$ 5.000,00 até R$ 10.000,00, uma parcela à vista e duas semestrais - significa que o pagamento total será feito em um ano e meio; acima de R$ 10.000,00, uma parcela à vista e quatro (quatro) semestrais - significa que o pagamento total será feito em dois anos e meio. Para valores acima de R$ 5.000,00 incidirão descontos progressivos de 8% a 19%. Ou seja, os bancos terão um prazo bastante considerável para efetuar os pagamentos. Mas o poupador lesado que optar por não aderir ao maquiavélico acordo, terá que aguardar mais dois anos para que as suas ações voltem a ter o trâmite normal. Normal? Sim, todos os processos que tratam desse assunto, que estão suspensos desde o ano de 2010, por decisão do ministro Dias Toffoli, continuarão suspensos por mais dois anos, que é o prazo para adesão ao acordo. Ou seja, quem não aderir vai ter que aguardar até o ano de 2020, para que o processo volte a tramitar. E sabe-se lá quando será julgado. Assim, o poupador lesado, continuará lesado, aderindo ou não ao acordo."

Luiz Gustavo Rehder do Amaral - 21/12/2017

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