domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Copa do Mundo

de 9/7/2006 a 15/7/2006

"Muito simples. A atitude vergonhosa de nossa Seleção nada mais é do que o reflexo de nosso governo. Se ganhássemos, o barbudo de Garanhuns iria tirar proveito eleiçoeiro. Como perdemos, só demonstramos ao Mundo que somos um 'paisinho' que tem como presidente um bolchevique corrupto. E o que interessa à essa camarilha é o dinheiro. Que se lasquem os sonhos de uma Nação inteira."

Osmar Pedroso dos Santos - 10/7/2006

"Lula e a Copa - Parafraseando a genial reflexão de Lula sobre a morte, se a fabulosa Seleção brasileira é eliminada de uma Copa, por seus próprios erros, você é eliminado com prazer, porque sabe que nosso time é o melhor – é o mesmo que morrer do coração nas mãos do doutor Adib Jatene."

Conrado de Paulo - 10/7/2006

"O fim da Copa de futebol, finalmente, poupa-nos dos mercenários do Teixeira e Parreira, do megalômano Galvão Bueno, do ufanismo da maioria dos jornalistas patrioteiros, repondo na ordem do dia que a 'insegurança é pública' em São Paulo, que continua o massacre unilateral de civis palestinos, que a direita mexicana seguiu as lições de Bush e venceu a sua eleição à custa de fraudes, que a 'polícia do mundo' continua causando carnificina no Iraque, etc. Tudo normal."

Armando R. Silva do Prado - 10/7/2006

"Acompanho, e cumprimento, o migalheiro Abílio Neto por suas lúcidas observações sobre a Copa do Mundo (Migalhas dos leitores – "Copa do Mundo" – clique aqui). O que aconteceu na Alemanha, um repeteco de derrota vergonhosa, não tem explicação alguma. Mais uma vez zi-danou-se a equipe presente em campo, mais preocupada em manter a postura exibicionista, tanto a individual como para os produtos veiculados em seus paramentos, estes, aliás, provavelmente doados pelo anunciante. Se a equipe (equipe?!) e seu mandante são entreguistas, ou então que preferem parecer que fazem esse papel, deveriam eles perceber que nós, torcedores, não somos conformistas. De minha parte já cumpri minha determinação: joguei meu tênis 'nike' no lixo. Freguês por freguês, é preferível os tênis vendidos pelos camelôs. Afinal, é a regra aplicável ao calçado menos custoso: envelheceu, ou ficou feio, joga-se fora. Por que não ser assim com os jogadores que já estão ultrapassados? A bem da verdade, pensando melhor, daqui para frente, somente usarei sandálias havaianas, brasileiras e autênticas."

Pedro Luís de Campos Vergueiro – Procurador do Estado de São Paulo aposentado e advogado - 10/7/2006

"Prezado Editor: Somente alguém de origem árabe pode avaliar o que significou a cabeçada que gênio Zidane deu no canalha Materazzi. Primeiro: Foi pênalti em Zidane antes da cabeçada, o italiano estava o segurando dentro da área. Segundo: após a discussão Zidane se afastava quando o jogador italiano voltou a ofendê-lo. Terceiro: a tradução pela TV das palavras do italiano mostram seu péssimo caráter e que ele merecia muito mais do que uma cabeçada. A gente aqui no Brasil perdeu a capacidade de se indignar, isto até na política, mas, quem sabe o respeito que um árabe tem pela sua família, particularmente pela sua mãe e irmãs,  vai entender. Parabéns Zidane... tu és um exemplo para o mundo."

João Carlos Macluf - 11/7/2006

"Copa do Mundo - Evidências ou coincidências. Circula pela Internet a seguinte matéria: 1 - As Casas Bahia e o Magazine Luiza tinham informações privilegiadas de que o Brasil estava vendido e por isso fizeram uma promoção absurda de dar uma outra TV de Plasma caso o Brasil fosse campeão para quem comprasse o referido produto. 2 - O Pelé diz dias antes do jogo que acha que o Brasil vai perder. Estava preparando psicologicamente os brasileiros. 3 - Na hora do hino Juninho já estava chorando. 4 - Substituições ocorreram apenas aos 30 minutos do segundo tempo. Isto garantiu que os jogadores brasileiros comprados em campo cumprissem com o seu dever sem serem atrapalhados. 5 - Somente dois jogadores foram substituídos. Os jogadores que não estavam apresentando um bom futebol ainda permaneceram. 6 - Após as substituições, os jogadores substituídos não recebiam passes, pois havia um complô contra eles. 7 - Os chutes a gol do Brasil foram fracos ou para fora, totalmente sem direção. 8 - A falta de movimentação significa cansaço, mas apenas no final do jogo. O Brasil parou de correr depois dos 10 minutos do primeiro tempo. Ronaldinho Gaúcho não se esforçava para tomar a bola. 9 - No lance do gol o atacante da França chegou sem marcação na cara do gol, chutando de qualquer jeito, e o Dida encenou uma defesa. 10 - Ninguém da comissão técnica mostrou emoção, raiva, otimismo ou gritou durante toda a partida. O Brasil perdendo o jogo e o Parreira nem irritado ficou. Apenas os jogadores não comprados que estavam no banco de reservas demonstravam nervosismo e ansiedade de entrar no jogo. 11 - Ao término do jogo, as estrelas sorriram e trocaram camisetas. Os jogadores não comprados choraram de tristeza. 12 - Ninguém da seleção brasileira foi entrevistado após a partida. 13 - O Brasil perdeu para a França, pois Portugal não participa por enquanto do mega-esquema de maquiagem e seria o próximo adversário caso o Brasil vencesse. Assim qualquer vitória fácil dos portugueses seria facilmente descoberta. 14 - Roberto Carlos parou, colocou as mãos no joelho e não foi marcar o Francês Thierry Henry, que ficou de cara com o Gol. 15 - Os jogadores principais não mostravam nenhuma garra. Bem diferente do futebol que jogam na Europa. Tomavam dribles simples e não brigavam pela posse de bola. 16 - Os jogadores eram considerados melhores que os titulares, não levando em conta o nome na Europa, mas o futebol jogado na Copa. Mesmo assim Parreira não mexeu no time. 17 - O Galvão Bueno percebeu no final, mas não pode dizer nada. Dava para ver na expressão dele. Casa Grande também, estava até engolindo o choro. 18 - Parreira não falou absolutamente nada com os jogadores neste jogo, diferente dos jogos anteriores. Ou seja, aquela hora não era a de perder. 19 - A Copa é feita por patrocínio. O Brasil já tem 5 mundiais e pode ganhar (bem) mais. Se isto acontecesse, a Copa perderia a graça, o que afastaria o público, diminuiria os expectadores e, conseqüentemente, desapareceriam os patrocinadores, minguando a receita de atualmente bilhões. Foi assim com a Fórmula 1, em que somente poucos ganhavam, eles não queriam que acontecesse o mesmo. Algo deveria ser feito e, para alguns, uma compra de uma Seleção não seria algo tão ruim ou anti-ético. Pela causa não é? 20 - A Seleção, que foi praticamente o mesmo time sempre, jogou o mesmo futebol de todos os jogos anteriores, independente do nível do adversário. Seja Japão, Croácia, Austrália, Gana ou França. Isto porque não seria coerente jogar um ótimo futebol nos primeiros jogos e perder para a França mostrando aquelas habilidades. Por isto o time quase não mudou, para que os jogadores comprados mostrassem a coerência de futebol medíocre que foi mostrada contra a França. 21 - Ronaldinho Gaúcho ficou mal posicionado a Copa toda. Assim, não seria prejudicada sua imagem quando Brasil perdesse. É só alegar que estava mal posicionado, por isto não jogou bem. 22 - A FIFA premiou jogadores com um Peugeot, bem simples. Roberto Carlos ganhou um de luxo. E o Parreira, um chalé em Chamonix. Para dar um cala boca no Adriano, ele levou um Porsche no valor de 350 mil. 23 - Mal começou a transmissão do jogo que eliminaria o Brasil, o Galvão tentou 'amaciar' a sua fiel audiência, com frases do tipo: 'Não vamos esquecer que esse é só mais um jogo de Copa do Mundo', 'Perder faz parte do futebol, não é o fim do mundo', etc. ... Até ele sabia que o jogo estava vendido! Reparem: quatro países Europeus nas semifinais! Só não viu quem é cego! De todas as Copas do Mundo realizadas na Europa, somente uma (1958 - Suécia) não foi ganhada por um time europeu. E isso porque: 1) A Suécia não tem tradição futebolística, e 2) Uma ajudinha do Havelange favoreceu, e muito, o Brasil, naquele jogo da final. Não quero tirar o mérito do time de Pelé, mas se os magnatas do futebol não quisessem, o Brasil não ganharia aquela Copa. Outra coisa muito interessante: o Brasil só ganhou Copas em países sem tradição no futebol. Suécia... Chile... México... EUA... Coréia/Japão. E, ao que tudo indica, muito provavelmente ganhará na África do Sul, em 2010. Não se esqueçam da rivalidade entre europeus e sul-americanos no futebol... Basta observar que os sul-americanos foram caindo, um a um, desde o início das oitavas-de-final. México. Equador. Argentina. E, por último, Brasil. 24 - O juiz que apitou o jogo Brasil X França foi o mesmo que apitou Austrália X Itália na qual ele deu aquele pênalti inexistente no fim do jogo. 25 - Alemanha, Argentina, Itália, Ucrânia, Portugal, Inglaterra, França e Brasil. Desses só a Alemanha, Itália, Ucrânia, Portugal, Inglaterra e França são países europeus. E desses somente a Alemanha, Itália, Portugal e França tem a moeda Euro como oficial. O Euro é uma moeda nova (circula desde 2002). Ter quatro times representantes dessa moeda, seria importante para repercutir a idéia do Euro pelo mundo. 26 - Nas oitavas de final, os países sul-americanos Brasil e Argentina pegaram países não-europeus e ganharam. Já Equador pegou e perdeu. - O único jogo que Parreira teve liberdade para mexer na seleção foi contra o Japão. Mas o Brasil já estava classificado, ganhando ou perdendo..."

Conrado de Paulo - 11/7/2006

"Perdoe-me o migalheiro João Carlos Macluf (Migalhas  1.451 – 11/7/06 – "Migalhas dos leitores – Talião"), eu também sou de origem árabe, com todas as tradições que são peculiares à raça, mas nada justifica a atitude de Zidane."

Carolina Saad Corrêa - 12/7/2006

"Zidane – Talião. Parece-nos que o leitor João Carlos Macluf (Migalhas 1.451 – 11/7/06 – "Migalhas dos leitores – Talião") vive no país errado. Afirmar que a ofensa ao francês de origem árabe, Zidane, pelo italiano Materazzi deu-lhe direito 'àquela cabeçada', tornando-o exemplo para o mundo, sem que se saiba, ainda, com certeza o ocorrido no diálogo, pode-se, também, afirmar que tal conduta é exemplo para o mundo árabe, não para o mundo brasileiro, mesmo com os políticos que andam por aí."

Elcio Vicente - 12/7/2006

"Cabeçada ou chifrada?

No fim da Copa do Mundo

a cena foi engraçada:

que nem um touro argelino

Zidane deu cabeçada

eu que pensava ver gol

acabei vendo chifrada!

É coisa normal do jogo

ser chamado fio da puta

levar beliscão na bunda

faz parte dessa disputa

se Zidane estranhou isso

é um touro véio biruta!

A verdade é que a FIFA

já mandou averiguar

o quê foi que aconteceu

para o francês se zangar

coisa que não leva a nada

e também nada alterar!

A França era mais time

depois disso se enterrou

acabou indo pro pênalti

mas o Trezeguet errou

a Itália de Materazzo

foi aplicada e ganhou!

Plagiando o nosso Za(gagá)lo, 'Trezeguet errô' tem 13 letras. Até a África do Sul."

Zé Preá - 12/7/2006

"Perdoe-me, mas infeliz o comentário de João Carlos Macluf, (Migalhas 1.451 – 11/7/06) com respeito a Materazzi, porém imagino que o Sr. João, ou nunca jogou bola na vida, ou nunca foi a um estádio, pois, palavrões e ofensas entre jogadores são comuns, justamente para desestabilizar o adversário, procurando tirá-lo de campo. Sinto pena de seu comentário. Posso até imaginar, se algum trocar o Macluf, por Maluf, deve ficar uma fera."

Hamleto Manzieri Filho - 12/7/2006

"Olé. Zinedine Zidane já deveria estar habituado às ofensas em campo, coisa muito comum, a famosa ‘catimba’, praticada por esportistas para desestabilizar o adversário. No encerramento de sua carreira e da Copa do Mundo, tendo os olhos do mundo sobre ele, mostrou destempero, desequilíbrio e conduta anti-esportiva ao fazer o que fez, não importa qual tenha sido a ofensa. João Carlos Macluf (Migalhas  1.451 – 11/7/06 – "Migalhas dos leitores – Talião") justifica seu comportamento e termina o comentário dizendo: 'Tu és um exemplo para o mundo!' É um exemplo, sim, de mau esportista e do que não se deve fazer em campo, com um adversário, quando da disputa de uma partida esportiva."

Eliane A. Alves M. Gonçalves - São Paulo/Capital - 12/7/2006

"'Não sei com que armas os homens lutarão na Terceira Guerra, mas na Quarta, será a pau e pedra' - Einstein. No meu entender, um Homem deve ser admirado por, dentre outras coisas, defender as causas em que crê e lutar por seus sonhos. E se, para isso, usar de seu sagrado Direito à Liberdade de Expressão, sem usar o anonimato, aí ele deve ser visto com possuidor de uma admirável virtude: A Coragem! Assim, de imediato, já sou, nesse aspecto, admirador do Sr. João Carlos Macluf, pois é um dos maiores defensores da causa palestina no nosso país (Migalhas 1.451 – 11/7/06 – "Migalhas dos leitores – Talião"). Inconformado com o que ocorre naquela região do mundo em que há baixas, mortes, feridos, perdas e dores de ambos os lados, o Sr. João Carlos é um grande divulgador das barbaridades em que lá ocorrem. Tanto isso é verdade que já o vi na seção de cartas dos leitores de: Jornal 'O Globo'; 'Estado de S. Paulo'; 'JB Online'; 'Hora do Povo'; 'Mídia Sem Máscara'... Não pararia por aqui se tivesse que enumerar todas as suas contribuições. Apesar de não ser especialista em Oriente Médio, por isso mesmo não cambar e nem me afiliar a nenhum dos lados, leio atenta e respeitosamente as palavras do nobre leitor e vejo os contrapontos feitos por seus opositores no campo das idéias, naqueles periódicos. Pois muito bem, em Migalhas a quem recebo com cordial abraço por ser migalheiro também, veio ontem, o nobre colega, defender a atitude do jogador Zidane em campo quando ele, de forma, destemperada, deu uma cabeçada no jogador Materazzi (a quem o Sr. Macluf denominou de canalha por sua suposta atitude racista e preconceituosa). Para concluir, posicionando-me sobre o tema, digo: Em que pese que, hoje, esteja lendo em alguns blogs e jornais, como a 'Der Spiegel', que traz uma reportagem com o seguinte título: 'Por que a Fifa pode cancelar o título da Itália', tendo em vista o, suposto, comportamento, racista (inaceitável), se comprovado, do jogador Materazzi, não posso coadunar com a atitude do grande craque Zidane em campo. Fazer justiça com as próprias mãos? Cabeçada em resposta às provocações verbais? Ser vítima e se auto-atribuir o papel de 'delegado', 'promotor' e 'juiz', ao mesmo tempo, não me parece correto, nem justo. Jogador e profissional experiente, capitão da equipe francesa, poderia ter avisado ao árbitro e a quem mais de direito e feito golaços na Itália, pois a França, até então, jogara muito melhor, mas não voltar a antiga lei de talião. Não, como defensor dos Direitos Humanos não posso me filiar essa visão, mesmo respeitando pontos de vistas discordantes. Parabéns Zidane... O Sr. é um exemplo para o mundo... Exemplo de um grande jogador de futebol, estilo elegante e inteligente de jogar, mas, também, um exemplo que somos todos nós humanos passíveis de cometer equívocos, de errar, de perdermos a têmpera momentaneamente, e tomarmos decisões erradas, mas, também, de nos redimirmos de atitudes violentas seja no calor da 'batalha campal' de um fim de Copa do Mundo, seja no nosso cotidiano. Exemplo de que todos merecem, também, o nosso perdão, mas isso é para quem saber perdoar e tem o Amor no coração... E essa atitude é com cada um das senhoras e senhores - Foro Íntimo e Livre-Arbítrio, mas jamais se esqueçam de que a cada ação nossa corresponde a uma reação do nosso organismo, da sociedade ou da humanidade, da natureza e do Criador! Saudações Migalheiras,"

Paulo Rodrigues Duarte Lima - advogado OAB/RN 6.175 - 12/7/2006

"Parabéns ao colega João Carlos Macluf (Migalhas 1.451 – 11/7/06 – "Migalhas dos leitores – Talião"). Realmente, estamos, ou somos, ou nos submetemos à falta de indignação. Valeu."

Jayme Vita Roso – escritório Jayme Vita Roso Advogados e Consultores Jurídicos - 12/7/2006

"Prezados Migalheiros: Gostaria de demonstrar minha indignação perante ao Projeto de Lei Federal nº 7.283/2006, apresentado em 4/7/06, pelo Deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR). Basicamente, a proposta visa proibir a convocação de jogadores brasileiros que atuem no exterior para a Seleção Brasileira de Futebol. Entendo que a mesma seja burra por dois motivos. Primeiramente pela qualidade da Seleção, afinal de contas, por mais que alguns jogadores 'estrangeiros' tenham deixado a desejar na última Copa, é nítido que os melhores boleiros são aqueles que atuam fora do país. Também, motivo pelo qual deveria nos deixar perplexos, é o fato de que diante de tantos problemas, tais como mensalão, PCC e reajustes, deve a Câmara dos Deputados perder seu precioso tempo (que já vai ter suas discussões reduzidas tendo em vista as eleições que vem aí - quase 90% do corpo legislativo é candidato) com discussões futebolísticas?"

Rafael Fernando Feldmann – escritório Rayes, Fagundes & Oliveira Ramos Advogados Associados - 13/7/2006

"Não posso deixar de me manifestar relativamente à opinião do Sr. João Carlos Macluf (Migalhas 1.451 - 11/7/06 - "Migalhas dos leitores - Talião"): Exatamente pelo fato de ser de origem árabe o nobre migalheiro não poderia externar sua aquiescência e até um certo orgulho pela atitude de agressividade do jogador Zidane. Estaria certo também o jogador Edmundo, mais conhecido por seu gênio intempestivo do que pela sua competência profissional? Se o entendimento do Sr. João Carlos Macluf fosse unânime poder-se-ia concluir que devemos louvar toda a violência que envolve o mundo e agora, nesse momento, em especial, a todo o vandalismo e terrorismo que estamos vivenciando em São Paulo. Indo pela esteira do Sr. Macluf o PCC também teria razão para 'se vingar' do que eles consideram ofensas, como a transferência de presos para estabelecimentos prisionais mais seguros ou até pelo não atendimento de suas 'legítimas' reivindicações, como a entrega de televisões para assistir à Copa do Mundo. Não devemos admitir atos como os do jogador Zidane, pois aceitar esse tipo de atitude, principalmente vinda de um atleta, que representa um país e que deveria ser exemplo para as crianças e adolescentes, é trair todos os ensinamentos que nossos filhos e netos recebem diariamente de nós mesmos. Os árabes têm provérbios maravilhosos a respeito da vida, da amizade, do companheirismo e do amor. Não vamos enaltecer a violência em hipótese alguma."

Eliza Besen – advogada, Santo André/SP - 13/7/2006

"Estou com o migalheiro João Carlos Macluf, e não abro! O que Materazzi fez foi conseguir desestabilizar emocionalmente o Zidane, com muita canalhice, num momento xenófobo por que a França passa. Merece parabéns o italiano por ter evitado a cobrança de pênalti do Zidane. Aí sim, a história teria tudo para ser bem outra..."

Conrado de Paulo - 13/7/2006

"TOURO MOCHO (Os deuses do esporte conspiraram contra a França após a bárbara cabeçada)

Depois da trapalhada

Em campo alheio

Já terminado o rodeio

Da bárbara cabeçada

Diz que - por nada Se arrependeu Zidane -

Que a injúria foi infame

E que ele deu e tá dado

Disso não tem mais cuidado

E o gringo que se dane.

Macluf caro leitor

Ouso discordar do amigo

Pois não é que não consigo

Concordar com o Francês

Que 'mode' a touro-javanês

Lambeu o sal no cocho

Deixou o outro roxo

Mas o Italiano não furou

Pro mundo que olhou

Esse touro é mocho!"

Mano Meira - 13/7/2006

"Chegamos ao fim da semana e as polêmicas sobre a Copa do Mundo vão se dissipando e perdendo sua relevância. Exceto a necessidade patente de mudanças administrativas e estruturais na CBF se quisermos ser campeões em 2010. Entretanto, referente ao caso Zinedine Zidane-cabeçada não há mais dúvidas do que, realmente, aconteceu, pois o grande jogador afirmou em entrevista para a emissora de TV francesa Canal Plus, com coragem e sinceridade, que não foram insultos de cunho racista que recebeu do jogador Marco Materazzi, mas sim ofensas muito pessoais que afetavam sua mãe e irmã. Por suas palavras: 'Quando você escuta uma vez, vai embora. E foi o que fiz. Mas quando ele continuou dizendo, duas, três vezes... As palavras me atingiram no que há de mais profundo. Antes de tudo sou um homem e preferia ter recebido um soco na cara...'. Porém, considero que o mais importante dito pelo jogador foi: '... Me desculpo pelas crianças que viram a cena. Meu gesto não é perdoável e, claro, não é algo a se imitar. Quero dizer isso em alto e bom som para os milhões de telespectadores que me assistiram'. Precisa-se falar mais alguma coisa sobre esse assunto? Saudações Migalheiras,"

Paulo Rodrigues Duarte Lima - advogado OAB/RN 6.175 - 14/7/2006

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