sexta-feira, 23 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Profissão Advogado

de 9/7/2006 a 15/7/2006

"Era dizer dos antigos, quando viam algo ruim acontecer no meio social, a seguinte frase: 'aonde é que nós vamos parar'. Mas, como nada mudou, muito pelo contrário, tudo se encaminha pela deterioração, o ditado também deve ser mudado para: 'onde é que já chegamos!' (Migalhas 1.451 – 11/7/06 – "Migas – 14" – clique aqui). O profeta Isaías vaticinou acerca de 800 anos antes de Cristo: 'Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam'. (Isaías 64:6). Certo é que nossa justiça em comparação com o padrão divino é como trapo de imundícia, mas, permitir que esse discernimento nos leve ao total descalabro, é também renunciar ao fato de sermos 'imagem e semelhança' do Ser justo. ('Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é'. (Deuteronômio 32:4). Ele mesmo, o Senhor, manifesta seu desgosto com as atitudes humanas, previamente admoestando: 'Não farás injustiça no juízo; não respeitarás o pobre, nem honrarás o poderoso; com justiça julgarás o teu próximo'. (Levítico 19:15). 'Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na medida'. (Levítico 19:35). 'Porque abominação é ao Senhor teu Deus todo aquele que faz isto, todo aquele que fizer injustiça'. (Deuteronômio 25:16). 'Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça, e os seus aposentos sem direito, que se serve do serviço do seu próximo sem remunerá-lo, e não lhe dá o salário do seu trabalho'. (Jeremias 22:13). 'Não dando o seu dinheiro à usura, e não recebendo demais, desviando a sua mão da injustiça, e fazendo verdadeiro juízo entre homem e homem;' (Ezequiel 18:8). 'Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade'. (Eclesiastes 3:16). 'Destilai, ó céus, dessas alturas, e as nuvens chovam justiça; abra-se a terra, e produza a salvação, e ao mesmo tempo frutifique a justiça; eu, o Senhor, as criei'. (Isaías 45:8). 'Ninguém há que clame pela justiça, nem ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão à luz a iniqüidade. Não conhecem o caminho da paz, nem há justiça nos seus passos; fizeram para si veredas tortuosas; todo aquele que anda por elas não tem conhecimento da paz. Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão. Por isso o direito se tornou atrás, e a justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a eqüidade não pode entrar. Sim, a verdade desfalece, e quem se desvia do mal arrisca-se a ser despojado; e o Senhor viu, e pareceu mal aos seus olhos que não houvesse justiça. E vendo que ninguém havia, maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; por isso o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve. Pois vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs o capacete da salvação na sua cabeça, e por vestidura pôs sobre si vestes de vingança, e cobriu-se de zelo, como de um manto'. (Isaías 59:4>17) 'Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida'. (Habacuque 1:4) Perdoem-me por cansá-los com citações bíblicas. Mas, é só para concluir que, se atualmente o Direito sequer é respeitado, o que dizer da Bíblia, um código moral e espiritual, fonte de todo o Direito, mesmo que alguns autores neguem tal manancial em seus escritos, excetuando-se alguns poucos, a exemplo do nobre Professor Goffredo Telles. Muitos devem se perguntar: se tudo isso é presumido por Deus; por que não age? Lembremos que somos responsáveis por nossos atos, e desde os primórdios isso ficou bem claro para a humanidade. Válidas também são as palavras de Franz Kafka sobre o tema (responsabilidade). Senhores, sem ser hipócrita e não desejando ser um que enrijece o indicador, mas condoído com nossa situação, inda mais por ser desrespeitado diariamente como advogado; o fato é que a humanidade se afastou de Deus e de seus ensinos, cujo propósito sempre foi para o bem do homem, porém, que depende de nossa concordância diária para viver conforme o quanto prescrito nas letras vivas, circunstância que poucos, raros mesmos, estão dispostos a obedecer. E como afirmou Salomão: 'Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal'. (Eclesiastes 8:11) Temos aí a razão da opressão e da iniqüidade avançar galopantemente. Não haverá sossego para a alma enquanto a injustiça e a imoralidade campear o ensino e a cultura de nosso povo. A quem desejar, indico também a leitura do texto que o apóstolo Paulo escreve a Timóteo, acerca dos tempos atuais, cujo vaticínio também é certo como a flecha que acerta a mosca – 2ª. Carta a Timóteo, cap. 3. Ainda é tempo de nos voltarmos para Deus e seu imensurável amor pelo homem. Saúde a todos!"

João Damasceno Borges de Miranda – escritório Damasceno & Marques Advocacia - 12/7/2006

"É lastimável verificar o ponto ao qual chegamos (Migalhas 1.451 – 11/7/06 – "Migas – 14" – clique aqui)! É certo que existem alguns (graças a Deus, poucos) colegas que envergonham nossa classe... Mas daí a começarem a nos enxergar como bandidos já é uma enorme ofensa! E o que nós advogados poderíamos dizer daqueles policiais que, não raro, são flagrados aceitando dinheiro de bandidos? E quanto àqueles que simplesmente migram para o lado da malandragem e bandidagem? Será então que poderemos dispensar os mesmos tratamentos àqueles que na verdade deveriam zelar pela nossa segurança (e mal o fazem)?"

Carlos Alberto Barbosa de Mattos - 13/7/2006

"Caros colegas. Gostaria que o meu desabafo pudesse chegar às fontes de informações de todos os advogados companheiros de luta. Após 20 anos de militância árdua e séria na advocacia - clínica geral - eu me deparei com um câncer de ovário. Após quase um ano de tratamentos (dentre eles a impiedosa quimioterapia) e cirurgias, mandei à CAASP meu pedido de benefício que até a presente data sequer teve análise. Da lista infinita de documentos exigidos, alguns chegaram a ser extraviados e agora, acabam de me pedir a comprovação do exercício da advocacia nos últimos quatro anos. É deprimente, é vexatória é humilhante a situação do profissional da advocacia, em especial aqui no interior do Estado. Talvez seja descaso? As eleições estão chegando e eu faço questão absoluta de exteriorizar a minha situação para que sirva de lição e de reflexão aos companheiros, pois todos nós estamos sujeitos a tais experiências de vida. Obrigada pela atenção"

Carmen Lúcia Alcântara - 14/7/2006

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