quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

PCC

de 9/7/2006 a 15/7/2006

"Se é assim, muita gente ainda vai morrer sob a chancela da seriedade que açoita o País (Migalhas 1.450 – 10/7/06 – "Migas – 18" – clique aqui)."

Rodney Souza - 11/7/2006

"Mais uma manhã de caos em São Paulo: em ano de eleição, tudo é possível!"

Paula Borges - 13/7/2006

"Se por amor a advogada Adriana Tellini Pedro (Migalhas 1.452 – 12/7/06) admitiu que entregou os próprios clientes para serem assaltados por integrantes do PCC, sou obrigada a perguntar: - o que essa causídica faria por ódio ? Com a palavra os nossos diletos leitores psicólogos e psiquiatras. Não tenho capacidade técnica para dar meu parecer."

Eliza Besen - advogada - 13/7/2006

"Sr. Diretor. Se, como é sabido, o crime não passa da pessoa do criminoso, não é de bom tom que Migalhas associe o nome da advogada Adriana Tellini ao do seu irmão, Remo Tellini, cavaleiro olímpico, com o propósito de dizer que ela é proveniente de família conhecida, como se somente os oriundos da classe popular ignorada pudessem cometer desatinos (Migalhas 1.452 - 12/7/06 - "Por amor ?"). A notícia poderia ter sido veiculada sem a exposição do irmão da advogada que nada tem a ver com o fato, e sem a ênfase dada para a circunstância dela pertencer a família conhecida."

Maurílio Dias de Araújo - 13/7/2006

"PCC : Conte Lopes neles! São Paulo precisa de alguém mais enérgico no comando do combate ao PCC. Conte Lopes é o homem certo! Foram 30 anos de irretocáveis serviços prestados à PM. Ele sabe tudo de combate ao crime, por ter "posto a mão na massa" nesse tempo todo, com sucesso total. Com certeza, ele daria conta do recado. Como pode o governo do Estado não ter pensado nisso ainda ? E é claro que o exército deve sair às ruas. Afinal, guerra não é conosco, as fronteiras estão devidamente vigiadas, e sobra gente demais na caserna. Em momento como este, os verde-oliva têm mais que 'botar pra quebrar'."

Conrado de Paulo - 13/7/2006

"Como já externei minha opinião, anteriormente, a respeito do poder de divulgação, persuasão  e formação de opinião de Migalhas, como importante órgão de informação e mudança de comportamento, a ela novamente recorro, e desta vez, como cidadão, eleitor, contribuinte e, sobretudo, brasileiro. É verdadeiramente inacreditável o estado de descontrole  na segurança pública que atualmente impera em São Paulo, deixando o paulistano acuado, o comércio temeroso, as empresas de ônibus encolhidas, a economia violentamente prejudicada e isso, exatamente no Estado que mais recolhe impostos, que mais movimenta e economia nacional! Não se pode esconder que a crise na segurança em São Paulo é Nacional, e assim sendo, de todos nós, como não se pode negar que é ocasião certa  para   'receber ajuda' de qualquer outra unidade da Federação, ou até dela própria, como vem sendo oferecida pelo Governo Federal. Recusar  'ajuda' em nome de uma proteção de autonomia e temor de se entender como 'suposta intervenção branca' é ignorar, por completo, a segurança do cidadão, prioridade constitucional do Estado. Anote-se que o Rio de Janeiro, por duas vezes, aceitou a presença do Exército em suas ruas e ninguém falou em 'intervenção', pois havia necessidade, comprovadamente, do Estado 'mostrar' sua força. O que não se pode mais tolerar é o 'comando' do poder nas mãos da criminalidade, e cada paulistano esperando a sua vez de também engrossar a lista dos atingidos, materialmente ou até com a própria vida. Estamos em verdadeiro estado de guerra, e como tal assim deverão as autoridades, Municipais, Estaduais e Federais, a qualquer custo, impedir a progressão deste estado belicoso. São Paulo, com todo o respeito que merece dos demais Estados, não é tão autônomo como querem entender alguns, pois faz parte da Federação e em assim sendo, dela tem o direito de receber toda a ajuda, apoio e participação que necessitar. Se a gloriosa Polícia Militar do Estado e sua eficiente Polícia Civil, trabalhando no limite de suas competências e no sacrifício de seus próprios membros, não está dando conta da difícil tarefa de se sobrepor ao crime, que então aceitem a Força de Segurança Nacional, e até as próprias Forças Armadas, se necessário. Em qualquer país do mundo, o que atualmente acontece em São Paulo (e agora parece que será de dois em dois meses), é Puro Terrorismo, a merecer dos poderes constituídos tratamento igualitário à ofensa, em qualquer Instância, pois não é somente São Paulo que está sendo atingido, é a Nação como um todo."

Ednaldo Gamboa – RJ - 13/7/2006

"Dos R$ 140 milhões destinados à segurança pública foram liberados só 2% do total, sendo que São Paulo não recebeu um único centavo. E há quem diga que isso não tem nada a ver com a campanha para a reeleição de Lula..."

Conrado de Paulo - 14/7/2006

"Deu no democrático Migalhas (1.453 – 13/7/06 – "Migalhas dos leitores - Fraternal crítica"): 'A notícia poderia ter sido veiculada sem a exposição do irmão da advogada que nada tem a ver com o fato, e sem a ênfase dada para a circunstância dela pertencer a família conhecida'. Acompanho o relator. Já escrevi muitas vezes sobre esse tipo de publicidade (cf. Capítulo 7 do livro 'Os Fundamentos Éticos do Devido Processo Penal'), mesmo porque meus modestos conhecimentos de psicologia me ensinaram que essa indignação que nos invade diante de certos fatos quase nunca é sincera. 'Eles', os criminosos, e 'nós', os que damos algumas mancadinhas de vez em quando. Quanto cinismo! Apresento uma reflexão sobre aquilo que me parece a normalidade do ser humano, por mais que isso nos doa. Eu poderia ter citado o Evangelho de João, capítulo 8, versículo 7, mas deixo a consulta por conta dos meus prezados migalheiros (clique aqui). Um abraço do"

Adauto Suannes - 14/7/2006

"Há mais de trinta (30) anos sou Advogado Criminal de Policiais Militares. Já faz tempo que os Direitos Humanos, irmanados com a Cúria Metropolitana e o Ministério Público Estadual, deliciam-se em acusar e buscar pesadas condenações de Policiais Militares, seja na Justiça Militar Estadual, seja na Justiça Comum e, principalmente, nos Tribunais do Júri. Sou testemunha presencial disto. A perseguição foi tão grande que os PM’s passaram a evitar ocorrências que pudessem envolvê-los em tiroteios, para fugir das cadeiras dos réus e das condenações. Até a alteração da competência da Justiça Militar Estadual foi feita. Resultado: não se conseguiu outra coisa: o  crescimento da violência e o fortalecimento da bandidagem que hoje domina, de longe, a sociedade paulista. Nunca se parou para ouvir Conte Lopes, Ubiratan, Iezo, Niomar, Nakaharada, apenas para citar alguns poucos. Eram todos, no dizer irresponsável dos Direitos Humanos & Cia., parte violenta da Polícia Militar e deveriam ser execrados e expurgados da milícia bandeirante. De uma certa forma, foram. Hoje, vemos a ousadia dos criminosos e o despreparo dos PM’s, temerosos e imolados por projéteis disparados pela marginalidade. No mausoléu da Polícia Militar não cabe mais ninguém. Só não se lembram que, ao proteger os criminosos, perseguindo e dificultando a ação dos PM’s, estavam afagando as cabeças de víboras peçonhentas que hoje voltam suas presas contra a indefesa sociedade, matando, roubando, destruindo e seqüestrando. Vejo o Senhor Procurador-Geral da Justiça declarar que há necessidade de ação enérgica contra os bandidos. Curioso: foi sempre o Ministério Público o primeiro a buscar reprimendas violentas aos PM’s que atiravam e matavam bandidos, numa verdadeira profilaxia social. O resultado aí está. E não vejo solução a curto prazo. A não ser que soltem a Polícia e a deixem trabalhar, como deve ser feito."

Antonio Cândido Dinamarco – advogado, OAB/SP 32.673 - 14/7/2006

"Animais são seres sagrados que nos ensinam a viver, que dão aulas de lealdade, são amigos, possuem ética, mesmo quando nos locais em que vivem são obrigados a saciar a fome! O que ouvimos e vemos em São Paulo e, de resto, em todo o país, é o desgoverno, a ganância, a mentira, a soberba, enfim, é aquilo que nos resta de pior: a humanidade, que perdeu seu caminho, tal como a carcaça gelada do leopardo encontrada no Himalaia, conforme nos ensinou Hemingway."

Miriam Rocha Mello - 14/7/2006

"Somente a "doença" que grassa no Brasil de atribuir como causa do crime apenas a condição social, fruto de um posicionamento tolo que já vai felizmente perdendo a força, pode talvez fazer com que um noticiário de advogados e essencialmente dirigido a advogados cometa a falha imperdoável de citar nominalmente o irmão de advogada suspeita de praticar atos ilícitos (Migalhas  1.452 - "Por amor ?"). É o caso de se perguntar: a quem aproveita tal comportamento? Favor deixar de lado as "brincadeiras serelepes de chibatadas do amado diretor" e redigir um mea-culpa consentâneo com os tempos graves que correm. Atenciosamente,"

Ednardo Souza Melo

Nota da Redação - Querido migalheiro. Agradecida por sua carta, embebida com o perfume da temperança - embora pareça que é de nardo - a Redação deste rotativo explica que a publicação ontem da crítica  do missivista, assim como as cartas acima, são a prova de nossa submissão à autoridade dos leitores. Aprende-se errando. E essa nós aprendemos.  

Ednardo Souza Melo - 14/7/2006

"Senhores, Será que o Governo Federal (Lula), está com medo do crescimento nas pesquisas do Tucano? Isto me leva a pensar. Porque só São Paulo está sendo alvo de tanto ataque do PCC se quiçá a maioria dos presos não são de São Paulo e estão provocando esta Balburdia toda com graves conseqüências para as famílias constituídas. Esta história não está bem contada. As autoridades têm que ir mais a fundo nisto tudo."

Nelson Trevilatto - 14/7/2006

"Indiferentes aos ataques criminosos do PCC no Estado de São Paulo, a luta entre PSDB/PFL x PT continua. Isso dificulta o entendimento entre Planalto e Bandeirantes, facilitando o avanço da criminalidade. Num extremo o senador Bornhausen insinuando envolvimento do PT com o PCC; do outro a recusa do Governo paulista em aceitar ajuda da Força Nacional (federal). A questão é: por que o governo federal não manda logo ajuda, em vez de buscar aceitação paulista ? A ajuda vinda do Planalto liberaria policiais para as ruas, com o reforço da vigilância nos presídios, na pior das hipóteses. Inconcebível essa postura de relegar a segundo plano a segurança da população, em nome da sanha eleitoreira. Bem verdade que Lula não realizou o que prometera em 2002 em relação à melhora do próprio programa nacional de segurança, plano esse que visava melhorar o entrosamento entre Governo federal, Estados e municípios. Já chega de manobras eleitoreiras para desqualificar o adversário! Em primeiro lugar deve ser respeitado o povo!"

Iracema Palombello - 14/7/2006

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