terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Líbano

de 23/7/2006 a 29/7/2006

"Prezado Editor: 'Israel alertou civis libaneses a deixarem as vilas'. Este 'alerta' de Israel é uma mera repetição do que aconteceu na tomada da Palestina: Após os massacres de Deir Yassim e outros, as forças terroristas de Israel mandaram os moradores de outras vilas fugirem para não sofrer o mesmo que foi feito nesta vila. Apavorados os habitantes fugiam para voltar mais tarde, até hoje são 3.500.000  refugiados esperando por uma solução para seu drama. E o mundo civilizado assiste tudo da mesmo forma que assistiu Hitler. Somente agora os artistas estão em papéis invertidos."

João Carlos Macluf - 24/7/2006

"Prezado Dr. João Carlos Macluf, não me recordo de alguma organização judia que tenha pregado, antes da Segunda Grande Guerra, o fim da Alemanha, o extermínio do Estado teutão. Existiu algo semelhante? Se não houve, por que a comparação entre Israel, que se defende de um grupo terrorista que toma conta do sul do Líbano, e o Estado nazista? Ao que consta, Israel unilateralmente, e há mais de cinco anos, decidiu deixar os territórios invadidos em 1967, depois da guerra iniciada graças às ameaças de três países árabes (Egito, Jordânia e Síria). Por que, diante de uma atitude advinda de Israel que, no meu entender, demonstra certo interesse em encerrar os conflitos, os terroristas teimam em armar-se e a continuar lutando contra o Estado judeu? Sinto pelos libaneses que nada tem a ver com os terroristas. Entretanto, não se pode esquecer que parcela da população libanesa votou nos terroristas do Hizbollah, dando-lhes cargos no parlamento, porque concorda com o programa do 'partido' em exterminar Israel."

Tiago Bana Franco - 25/7/2006

"Não só não pregou, como, paradoxalmente, financiou Hitler. A bronca do povo autóctone do Oriente Médio originou-se do açambarcamento de territórios. Só."

Conrado de Paulo - 26/7/2006

"Para o pessoal que pensa que guerra é brincadeira; que digita textos impregnados de ódio, mas cheio de razão, porém de sua sala com ar condicionado, água gelada, suco e cafezinho; ou nunca esteve em uma, (eu estive), deixo dois hiperlinks para 'sentirem' um pouco mais de perto o que é uma atrocidade contra o ser humano. Não vou tomar partido de nenhum lado, pois, do mesmo modo de que Steven Spielberg, acho que há exageros e radicalismos de ambas as partes. Só dois links: clique aqui e clique aqui. Fica a pergunta no ar: Se cada golpe desferido pelo inimigo for retribuído em intensidade maior, como este círculo vicioso poderá chegar ao fim? Cordialmente," 

Paulo Rodrigues Duarte Lima - advogado, OAB/RN 6.175, Natal/RN - 26/7/2006

"Prezado Editor: Sionismo hoje: General Israelense Dan Halutz: 'Para cada ataque com foguete do Hizbollah contra Haifa serão destruídas dez casas em Beirute'. Nazismo: Heydrich: Organiza a repressão nos territórios ocupados. A ferro e fogo. Por cada alemão caído, cem reféns fuzilados. O próprio Heydrich é baleado e morto por dois resistentes tchecos. Alguma dúvida?"

João Carlos Macluf - 26/7/2006

"A História se repete como tragédia: ontem Hitler zombava da Liga das Nações, anexando territórios e assassinando inocentes; hoje o estado sionista não só desrespeita a ONU, como assassina seus observadores, além de criminosamente eliminar civis. Até quando o mundo tolerará? E a mídia covarde quando protestará?"

Armando R. Silva do Prado - 27/7/2006

"Numa pedagogia do ódio, crianças de Israel escrevem mensagens nas munições de artilharia pesada em Shmona, fronteira com o Líbano. Essas armas com mensagens vão matar crianças do outro lado da fronteira. Nem a Juventude Hitlerista chegou a tanto sadismo."

Armando R. Silva do Prado - 27/7/2006

"Nehuma dúvida. Bushismo é o atual nazismo. Israel só segue o paradigma."

Conrado de Paulo - 27/7/2006

"Eu fiquei com uma dúvida. Destruir casas de um local que abriga terroristas que lançam foguetes e nada faz para tentar coibí-los é a mesma coisa que matar pessoas que foram capturadas e feitas reféns?"

Daniel Silva - 27/7/2006

"O sociólogo francês Alain Tourraine sustenta uma tese intrigante que nos permite entender, de certa forma, a violência, na verdade, a guerra terrorista que está ocorrendo entre palestinos e israelenses no Líbano. Alega ele que  depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 os EUA decidiram resolver os problemas não mais por via diplomática e pelo diálogo mas pela intervenção e pela guerra levada, se preciso for, a qualquer parte do mundo, e às últimas conseqüência. Com isso, separou-se totalmente economia de sociedade, passando a ver os estados-nações como entraves, procura reduzir o estado, difamar a classe política e passar por cima de organismos de representação mundial como a ONU.  Isso é conseqüência da globalização econômico-financeira que encarna o capitalismo mais extremado com a cultura que o acompanha. Esta implica a segmentação da realidade, com a perda da visão do todo, a exacerbação da competitividade em detrimento da cooperação necessária, o império das grandes comportações privadas com pouquíssimo senso de responsabilidade sócio-ambiental e a exaltação do indivíduo, alheio ao bem comum.  A atual sociedade não se explica mais, como queria a sociologia clássica, por fatores sociais, mas por forças impessoais e não sociais como: o medo coletivo, o fundamentalismo, o terrorismo, a balcanização de vastas regiões da Terra e as guerras cada vez mais terroristas por vitimarem populações civis. Este cenário mundial dramático explica por que nenhuma instância política mundial tem capacidade reconhecida e força moral suficiente para pôr fim ao conflito palestinense-israelense que está transformando o Líbano numa ruína. Assistimos, impotentes, a tribulação da desolação do sem número de vítimas inocentes, de milhares de refugiados e da irracional destruição de toda a infra-estrutura de um país que acaba de se reconstruir da guerra anterior. Isso é terrorismo."

Iracema Palombello - 28/7/2006

"Prezada Dra. Iracema Palombello, se a França sustentasse suas ações nas análises de seus professores de sociologia e filosofia, hoje falaria alemão ou russo. O Sr. Jacques Chirac é bem consciente disso, e chegou a ameaçar com o uso de armas atômicas acaso o maluquinho do Irã resolvesse engrossar. Ainda bem que os EUA e Israel não se deixam influenciar por esses sabichões, nem pelos pilantras da ONU; e, cientes do que realmente ocorre, continuam firmes na luta contra os terroristas de Alá – que, por óbvio, recebem todo o apoio dos camaradas vermelhos, como se vê com um só clique no site do MST."

Tiago Bana Franco - 28/7/2006

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