quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Líbano

de 30/7/2006 a 5/8/2006

"Israel e EUA são uma coisa só. Tanto que os EUA não se preocupam com as ogivas nucleares de Israel. Os 'Protocolos dos Sábios do Sião' continuam sendo implementados nas mãos de Bush. Os EUA representam uma extensão aumentada (sic) dos princípios de dominação dos judeus. Há quem pense que americanos são uma outra raça, que não uma linhagem judia, que se originou lá pelos idos do século XVII A.C. Ledo engano, e santa ingenuidade!"

Iracema Palombello - 31/7/2006

"O ataque do Hezbollah, sociedade terrorista e xiita, é pano de fundo para que a atenção sobre o Irã fosse desviada. O Mundo sabe que o Irã está sob a mira de potências ocidentais. Decidiu-se na Rússia, na reunião do G7, que o Hamas e o Hezbollah são os grandes culpados do que acontece no Líbano. O pior é que não são Estados, mas terroristas. Bem de ver que o Líbano, pressionado pela Síria e pelo Irã a eles deu guarida. E os terroristas se protegem entre a população civil, para dizer que está havendo massacre de civis. Os terroristas matam a mãe por seus ideais. Enquanto o Hezbollah não for dominado, não haverá paz e o massacre continuará. Aliás, o Chávez apóia a ação do Hezbollah, como Lula também. São os comunistas pondo as manguinhas de fora. Coitados!"

Osmar Pedroso dos Santos - 31/7/2006

"O problema é que a verdade tem vários ângulos. O Irã estava sob pressão mundial e precisava desviar a atenção. Saída: mandar seu abraço armado, o Hezbollah sediado no Líbano, atacar Israel, e quando atacado esconder-se entre a população civil, para mostrar ao mundo árabe que Israel massacra crianças. Bem, os radicais, como os esquerdistas, como os islâmicos, são burros. Pensam eles que o mundo inteligente não sabe disso. A Paz só será possível com a total erradicação dos Estados do Irã e da Síria. Na esteira, os terroristas sem Pátria, o Hezbollah, o Hamas e a Al Qaeda. Aliás a mídia só fala das vítimas do Líbano, mas não fala das vítimas de Israel, mortas pelos Katiushas do Hezbollah. Infelizmente, o que prevalece é a aplicação de 2 pesos e 2 medidas. Para os comunistas, esquerdistas e islâmicos, a verdade só deverá ser dita, se não contrariar seus interesses."

Antônio Orlando de Almeida Prado - 31/7/2006

"Qana. 37 crianças assassinadas. Para os EUA houve 'tragédia', não crime. Parte do mundo 'continua mudo e cúmplice'. Cada vez mais a escalada do estado terrorista sionista se parece com os passos de conquista dos nazistas. E a mídia quando vai noticiar o crime como crime?"

Armando R. Silva do Prado - 31/7/2006

"'1. O Conselho de Segurança ficou profundamente comovido e devastado por conta do ataque das Forças de Defesa israelenses a um posto de observadores das Nações Unidas no sul do Líbano em 25 de julho, que causou a morte de quatro observadores militares da ONU. 2. O Conselho de Segurança oferece as mais profundas condolências às famílias destas vítimas e expressa simpatia aos governos da Áustria, Canadá, China e Finlândia. 3. O Conselho de Segurança pede ao governo de Israel que faça uma investigação exaustiva sobre esse incidente, levando em conta qualquer material relevante das autoridades das Nações Unidas, e divulgue os resultados da mesma o quanto antes. 4.   O Conselho de Segurança está muito preocupado com a segurança dos funcionários da ONU, por isso assinala que Israel e as partes envolvidas devem cumprir suas obrigações com a lei humanitária internacional relacionada à proteção da ONU e de seus funcionários associados, e destaca a importância de garantir que os funcionários das Nações Unidas não sejam alvo dos ataques. 5.      O Conselho de Segurança expressa sua profunda preocupação com a morte e o sofrimento de civis libaneses e israelenses, a destruição da infra-estrutura civil e o crescente número de deslocados. 6.  O Conselho de Segurança permanecerá examinando essa questão'. A arte da diplomacia parece consistir em falar não dizendo nada. Cuidadosamente não dizendo nada. O texto acima é a resolução do Conselho de Segurança da ONU, que oferece condolências, pede investigações, manifesta preocupações, mas nada faz em matéria de segurança. Israel promove a destruição sistemática do Líbano. Ataca tudo que se mexe, até mesmo prédios da ONU. Os membros do Conselho de Segurança se movem e procuram a tomada de providências, mas os Estados Unidos, com um absurdo poder de veto, veta tudo o que pode atingir os israelenses. Textos são modificados, trechos são suprimidos, até que a manifestação do Conselho se reduz, literalmente, a nada. Isso, é claro, serve de aval ao Estado de Israel que, então, abre o dia seguinte atacando maciçamente o país vizinho. Para o que serve o Conselho de Segurança da ONU que, na verdade, é absolutamente impotente?"

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 31/7/2006

"Prezados Redatores de Migalhas. Vendo a Secretária Norte-Americana Condolezza Rice tocando piano, lembrei-me de Nero que, depois de mandar tocar fogo em Roma, pegou a lira e começou a tocá-la vendo o fogo acabar com a 'cidade eterna'. Hoje, Afeganistão e Líbano, são a representação de Roma. Atenciosamente"

Jose Maria Filardo Bassalo - Belém do Pará - 31/7/2006

"Nada como a precisão. No Iraque, os norte-americanos anunciavam ataques com precisão cirúrgica. O que quer que isso significasse, não queria dizer que acertassem os alvos, já que milhares de civis Iraquianos eram atingidos todos os dias. Agora vem Israel, o quarto exército do mundo, com seus 'mísseis guiados'. Guiados por quem? Ao que parece pelos mesmos cirurgiões que dispararam os mísseis norte-americanos contra o Iraque. E foi assim que um míssil israelense guiado atingiu, com precisão cirúrgica, um prédio da ONU, matando os observadores da organização da qual o Estado de Israel faz parte. O mundo todo reclamou dos ataques ao Líbano, os membros do Conselho de Segurança da ONU decidiram condenar Israel que, como sempre, contou com o poder de veto norte-americano, o que permite sua permanente impunidade. Com esse aval, por assim dizer, Israel intensificou os ataques, notificando ter atingido 130 alvos estratégicos. Sempre com aquela precisão cirúrgica. Qual o saldo da carnificina? Bem, Israel disse ter bombardeado 130 pontos, dos quais 57 seriam bases do Hizbollah, o que significa que, dos 130 pontos bombardeados, 73 não eram, reconhecidamente, bases do Hizbollah. A verdade é que um dos pontos bombardeados era um comboio no qual viajavam pessoas que tentavam fugir da guerra. Dos 440 mortos do Líbano até agora, 380 eram civis, 20 eram soldados libaneses e apenas 35 eram membros do Hizbollah. Se isso é precisão cirúrgica, é totalmente desaconselhável que alguém se submeta a operações cirúrgicas em Israel ou nos EUA. Quanto a ONU, que não é boba, retirou dos territórios sob ataque todos os seus observadores, já que corriam sério risco de serem atacados por engano por Israel. Agora, sem observadores da ONU, fica mais fácil destruir o Líbano."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 31/7/2006

"Uma questão para os juristas de plantão. Apesar de para mim ser absurda essa idéia, existem crimes de guerra (como se guerra fosse uma situação normal e dentro dela há desvios: o crime). Se algum(ns) soldado(s) israelense(s) cometer(em) um crime de guerra, o Estado de Israel será declarado culpado e sofrerá diversas punições. Agora, se um soldado do Hizbollah cometer um crime de guerra, quem será responsabilizado e quais serão as penas aplicáveis?"

Daniel Silva - 31/7/2006

"Vendo as notícias deste mundo e do outro que 'continua mudo e cúmplice', fiquei com uma dúvida: O que o Hizbollah fez/faz? Pisou na grama?... Até agora não consegui entender o que acontece... Se o Hizbollah começou os ataques, porque não há registro dos ataques? Eles atacaram o quê? Montanhas? ... Se foi Israel quem começou os ataques, o Hizbollah revidou? Se revidou, onde estão os registros dos revides?... Só quero entender a questão... Pelas notícias, só Israel se mexe, só Israel é sujeito. 'Israel ataca', 'Israel revida', 'Pedem para Israel cessar fogo', 'Israel faz', 'Israel desfaz', 'Israel tá certo', 'Israel tá errado'. E os outros? Onde estão? É guerra de um só?"

Daniel Silva - 31/7/2006

"Acredito ser eu uma pessoa esclarecida, ante a certo desacordo sempre vejo soluções. Como posso conviver com notícias da guerra, como convivemos apáticos a toda carnificina americana? Não suporto mais as intervenções armadas com interesses econômicos sobrepujando vidas e estados soberanos. Chega de bombas, celebremos a paz. Registro a minha indignação."

Arnaldo Monteiro Rebello Junior - 1/8/2006

"'Há quem pense que americanos são uma outra raça, que não uma linhagem judia, que se originou lá pelos idos do século XVII A.C. Ledo engano, e santa ingenuidade!' Ilustre migalheira Iracema Palombello, eu sou um ingênuo enganado e preciso urgentemente de sua aula de História. Poderia citar a sua fonte, por gentileza?"

Abílio Neto - 1/8/2006

"Caríssimo Daniel Silva, certamente uma voz que clama do deserto, peço que desista do seu intento. Não conseguirá convencer os esquerdofrênicos de que Israel foi atacada por terroristas que querem única e exclusivamente exterminá-la, por um motivo em especial: eles aceitam muito bem o terrorismo, como, neste próprio site, já demonstrou o amigo e companheiro de partido do senhor Marighella. Além disso, faz parte da guerra assimétrica – levada a cabo pelos próprios esquerdofrênicos – colocar toda a responsabilidade do conflito nos ombros de Israel, ao mesmo tempo em que os membros do Hezbollah são isentados de qualquer culpa. Afinal, esses terroristas islâmicos são só famintos que lutam por seu pedaço de terra, como é o caso do paupérrimo Osama Bin Laden. Além do mais, caríssimo Daniel, há os sociólogos franceses. Esses professores franceses, que hoje falariam alemão se não fosse a ajuda dos vilões americanos, são realmente autoridades em que se pode embasar qualquer raciocínio sério. Verdadeiros cientistas. E não pense que acabou. Os esquerdofrênicos ainda têm 'Os Protocolos dos Sábios de Sião', nos quais fundamentam a alegação de que os EUA são... nazistas! Não adianta, Sr. Daniel, o absurdo não tem fim."

Tiago Bana Franco - 1/8/2006

"Parabéns migalheiro Daniel Silva! É, parece que a guerra é do Estado de Israel contra ninguém. Uai, porque será que Israel invadiu o sul do Líbano. Só ele é culpado, só ele massacra, só ele descumpre as resoluções da ONU, sendo certo que a resolução da ONU, que determina o controle do Líbano pelo governo libanês, foi descumprida pelo Líbano, por pressão do Irã e da Síria. E o que pasma é o fato de que as resoluções da ONU só se prestariam a um Estado e não a um bando de terroristas. Daniel, minha filha mora em Karmi'el, no norte de Israel e junto com ela estão três crianças pequenas. E os katiushas do Hezbollah caem sem cessar. Morreram várias crianças e a mídia nada fala. E a ONU, também. São dois pesos e duas medidas. Saudações. A paz virá com o fim do Hezbollah."

Antônio Orlando de Almeida Prado - 1/8/2006

"O Líbano pode se transformar na Stalingrado de Israel. De 1982 a 1984, USA, Israel e a milícia cristã libanesa, sofreram histórica derrota. Parece que agora a 'santa aliança' americano-sionista quer ignorar a história numa cegueira sangrenta. Qualquer força internacional no Líbano terá o mesmo efeito que está tendo no Iraque e Afeganistão: serão considerados cruzados na guerra contra o Islão e como tal tratados. Quem viver verá!"

Armando R. Silva do Prado - 1/8/2006

"Sempre é bom lembrar os cínicos e desavisados sobre os assassinatos dos terroristas islâmicos xiitas. Milhares de vítimas inocentes morreram no WTC, por obra de terroristas da Al Qaeda, islâmicos xiitas; Dezenas de crianças assassinadas em escola da Chechênia, por terroristas islâmicos xiitas; Centenas de israelenses inocentes mortos pelos homens bomba do Hamas e do Hezbollah, islâmicos xiitas; Milhões de judeus mortos por Adolph Hitler, extrema direita, nazista. Hoje a extrema esquerda defende os terroristas islâmicos xiitas. Bem de ver que os opostos se atraem."

Antônio Orlando de Almeida Prado - 1/8/2006

"As ações militares de Israel recebem fortes críticas dos próprios israelenses. Boa parte da juventude estudantil não aceita a dependência ideológica em relação aos americanos (mais ortodoxos que os fundamentalistas judeus), e parte dos historiadores israelenses não aceitam mais a lenda de 'um povo sem terra, uma terra sem povo', entendendo que cerca de 78% do território da Palestina foi tomado em guerras, além de que os outros 22% restantes são constantemente invadidos. A maioria do povo israelense está cansada da guerra e quer viver em paz com os palestinos. O problema de Israel, o verdadeiro inimigo, é o sionismo e uma América imperial que usa o estado judeu para sua agenda militar no Oriente Médio, relacionado ao controle do petróleo e aos oleodutos estratégicos."

Armando R. Silva do Prado - 1/8/2006

"Ao caro migalheiro Dr. Abílio, concordo que dizer que os estadunidenses são judeus por descendência foi um pouco forçado; porém não passou de uma licença poética-semântica. Mas que esses povos se parecem, ah! nisso são idênticos. Quando criou-se o Estado de Israel, só 22% do território que era palestino continuaram sendo dos palestinos. Que nome dar a essa rapina?! Não estavam os EUA nem um pouquinho por detrás disso?!"

Iracema Palombello - 1/8/2006

"Bem, a maioria dos motivos para a guerra se cingem à geopolítica ou à ideologia política, hoje mesclada pelos motivos religiosos. Interesses econômicos, ideológicos e religiosos feridos de Nações poderosas ou daquelas que pretendem ser poderosas. E os menores é que se destroem, em defesa do interesse dos maiores. Aos maiores o gáudio, aos menores a dor. E assim sempre caminhou a humanidade. EUA e Rússia. Os maiores. Irã, Síria, Israel e Líbano. Os menores. Hezbollah e Hamas, os que executam as ordens de um maior, como Síria e Irã. E, infelizmente, a geopolítica determina e os idiotas são partidários deste ou daquele. É como jogo de futebol. Um torce para A o outro torce para B. Na verdade, a paz advém da guerra. E atrás da Paz preservados estarão os interesses dos maiores. Será que Adolph Hitler tinha como guru, Maomé. O ódio pelos judeus hoje é dos islâmicos, no passado pertenciam a Hitler. Islâmicos xiitas. Estranho ou coincidência. Parece que estamos vivendo um pré-holocausto."

Antônio Orlando de Almeida Prado - 2/8/2006

"Ilustre migalheira Iracema Palombello, sou agradecido por me responder. Sobre essa questão permita-me que lhe faça a sugestão de ler o artigo do jornalista Mauro Santayana, publicado no Jornal do Brasil do domingo próximo passado. Vale a pena! Saudações,"

Abílio Neto - 2/8/2006

"'Israel deve ser como um cão raivoso, demasiado perigoso para ser incomodado', (General Moshe Dayan, ex- ministro de Defesa israelense). 'O chefe do exército Dan Halutz deu ordem à força aérea para destruir dez edifícios de vários pisos no distrito Dahaya (de Beirute) em resposta a cada míssil lançado sobre Haifa', (Rádio do exército israelense, 24/7/06). 'A Terceira Guerra Mundial... já começou. O que agora estamos a ver no Oriente Médio é um capítulo dela', (Daniel Gillerman, embaixador israelense nas Nações Unidas, Julho/06) Entretanto, desta vez Israel não vai ganhar uma 'guerra de 6 dias', como em 1967."

Armando R. Silva do Prado - 2/8/2006

"Sem querer fazer piada a respeito do conflito no Oriente Médio, até porque dada a gravidade do assunto e do sofrimento imposto aos civis em uma guerra absolutamente sem sentido qualquer gracinha seria de absoluto mal gosto, é forçoso concluir, em razão do que se lê nos jornais, que as armas de guerra fazem o povo todo sofrer e fugir, mas deixam muito a desejar com relação a quesitos como eficiência e competência. Desde o início do conflito, dizem os jornais, Israel despejou milhares de toneladas sobre o Líbano, produzindo algo como 600 mortos, a maioria civis, que nada tem a ver com a guerra. Hoje, os jornais noticiam que Israel deteve o ataque do Hezbollah, não obstante 150 mísseis daquele grupo tenham atingido o território israelense, com o saldo de um morto e doze feridos. Nesse ponto, não é possível deixar de estranhar o resultado: são lançados 150 mísseis sobre um território densamente habitado e os tais mísseis conseguem matar uma única pessoa? E, de outro lado, milhares de toneladas de material bélico caríssimo logra abater pouco mais de 600 inimigos, contando aí, como inimigos civis e crianças? Impossível resistir à conclusão de que o nosso caboclo PCC é mais eficiente e competente... Mas, a verdade é que mesmo com a mais absoluta incompetência está o exército israelita destruindo sistematicamente todo o território libanês, nessa guerra estúpida e irracional, destruindo, com enorme eficiência uma quantidade enorme de construções civis e governamentais, inclusive de indiscutível valor histórico. Um dos capítulos da velha série Jornada nas Estrelas poderia servir de caminho para solucionar, de maneira não menos idiota, mas certamente mais econômica esse tipo de conflito. No tal capítulo, a nave do Capitão Kirk se aproxima de um planeta e pede ordem para pousar. A ordem é negada pelos governantes locais sob a explicação de que estavam em guerra com um planeta vizinho. No entanto, os sofisticadíssimos equipamentos da Enterprise não acusavam nenhum movimento que indicasse a ocorrência de um conflito local. Assim o Capitão Kirk insistiu e teve sua solicitação novamente negada. Decidiu, então, com a autoridade de que dispunha como representante do governo estelar unificar (pois que a Nações Unidas deles funcionava) descer assim mesmo, teletransportando-se à terra juntamente com alguns de seus oficiais (aqueles de sempre) e estando lá, deu com o inusitado: havia, sim, uma guerra, mas ela era virtual. A coisa funcionava assim: cada um dos dois planetas em conflito dispunha de um enorme e sofisticado computador, específico para a 'guerra', o qual disparava contra o inimigo um míssil virtual para atingir o território do outro, cabendo ao que sofria o ataque defender-se também virtualmente, lançando defesas virtuais que conseguissem abater o míssil virtual que lhe fora endereçado. Em tendo sucesso, tudo bem, e seria a sua vez de jogar, lançando contra o inimigo o seu próprio míssil virtual. Mas, se a defesa não fosse bem sucedida, calcula-se teoricamente qual a área que teria sido atingida caso o míssil fosse de verdade, obrigando, em ‘tão não mais virtualmente’, que os habitantes da área teoricamente atingida se apresentassem para serem devidamente eliminados em outra sofisticada máquina de destruição de corpos, de maneira limpa, barata e com a preservação dos imóveis, bens notoriamente mais valiosos que os seres humanos. O que fez o Capitão Kirk? Sacou de sua arma e destruiu o computador, deixando sem defesa os governantes locais que, assim, não teriam alternativa senão retaliar o inimigo com ataques verdadeiros, transformando a guerra em realidade, conseguindo com isso que fizessem a paz. Não sei se isso serve de exemplo para o absurdo da guerra entre dois países vizinhos que jamais deixarão de ser vizinhos. Mas, é sempre bom lembrar que os governantes de países em guerra dificilmente morrem nas guerras que ordenam, cabendo somente ao povo essa desagradável parte. E, quem quiser que conte outra..."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 4/8/2006

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