Dr. Semana - Cabral na solitária

25/7/2018
José Aranda Gabilan

"Não posso me dirigir ao Dr. Semana, posto que o não conheço (Migalhas 4.405 - 25/7/18 - "Dr. Semana" - clique aqui). Mas não faço questão de conhecê-lo, bastando-me ler suas crônicas, de inigualável sabor literário, afora o acerto das suas justas colocações, graças à disposição adotada pelo nosso Migalhas. Mais: farei o que não tenho feito há muito. Farei a coleção de suas crônicas, imaginando que manterão esse ritmo literariamente deleitável e, o mais importante, sem o ranço e o bafio da crônica em cujas entrelinhas, ou até mesmo abertamente, denunciam o sentido implícito de uma tendência político-partidária, fato que, no mínimo, é algo asqueroso. Afinal, e aqui me perfilo ante a postura do nosso prezado Dr. Semana, que tem como norma a sensatez e a isenção, seja ela qual for. Li, alhures, dias atrás, a reclamação de alguém que, após ter lido a primeira das crônicas, mencionou o fato da necessidade de ser dito quem seria o autor da mesma. Discrepo. Melhor que assim seja, dês que sua linha, no geral, seja mantida e que o seja no nosso Migalhas. Ademais de se tratar de crônicas muito mais ao saber dos advogados, têm elas, como dito acima, sob censura, evidentemente, um sabor literário pouco observado hoje. Não queremos - falo por mim, com a devida licença, ou, como dizem os eminentes causídicos, 'data venia' - que o nosso dia a dia está carente de grandes cronistas; mas que sejam isentos, embora, intimoratamente, sem temor, digam a verdade que lhes vai na alma, ainda que possamos, eventualmente, contrariá-las. Isso é democrático. Mas que sejam honestas. Dr. Semana, estarei no seu aguardo. Em tempo: escusas pela prolixidade, assim como pelos erros acima contidos. Não sou cronista. Sou ledor delas."

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