domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Circus - Adauto Suannes

de 6/8/2006 a 12/8/2006

"De há muito o Sr. Suannes em querendo impor a sua posição 'laica' acerca da religião e dos atos religiosos neste espaço (Migalhas 1.469 – 4/8/06 – "Circus" – clique aqui). De um professor ouvi há muito tempo: 'Estado laico é igual a Estado antirreligioso'. Bingo! E a que interessa esta 'antirreligiosidade'? Aos de sempre, os 'iluminados' tão celebrados pelo Sr. Suannes. E contra quem ela se manifesta? Também como sempre, contra a Igreja Católica. A estes uns 'livres pensadores' interessa circunscrever a bi-milenar Igreja de Deus, 'mater e magistra' num cercadinho aonde morra de inanição. A crença, pregam eles, é algo de foro íntimo a ser celebrado privadamente. Certo? Errado! A crença religiosa faz parte do todo que forma um país e a sua população. No Brasil, até pouco tempo, havia muito orgulho de nossa formação cristã, que impregnava toda a nossa Sociedade. O Juiz, ao presidir um julgamento, tinha sobre a sua cabeça o Crucifixo, símbolo do sacrifício redentor do Homem-Deus, por todos nós (até por ateus ou 'arreligiosos', como o Sr. Suannes) e do predomínio de Sua doutrina revolucionária. E hoje em dia? Que tempos estamos nós vivendo? O jurista Goffredo da Silva Telles, do alto dos seus 90 anos nos diz: 'Temos vivido uma fase tristonha de nossa história. Há uma ignorância tão patente e uma falta de princípios e valores que nos assustam'. (O Estado de S. Paulo, 4/8/06, pg. A9). O quanto dessa situação não se deve justamente ao abandono da nossa tradição cristã? Já dizia Chesterton no final do século XIX: 'Me espanto do senso de eternidade do homem'. Ou seja, o 'caboclo' acha que não vai morrer nunca e não vai dar conta dos seus atos para ninguém. E esse é um grande problema. A nossa Sociedade quer da cultura cristã os seus benefícios, mas nada de dar o seu sacrifício. A religião é absolutamente fundamental ao indivíduo e, por conseguinte, à Sociedade. Quem propugna o aproveitamento de todo o arcabouço proporcionado pela cultura judaico-cristã e o desprezo pela Religião é um cínico e um hipócrita."

Richard Smith - 7/8/2006

"Quero parabenizar o migalheiro Adauto Suannes pelo incisivo, claro e sábio artigo 'Entre santos e demônios' (Migalhas 1.469 – 4/8/06 – "Circus" – clique aqui). Realmente, a convicção religiosa é tão respeitável como a falta da mesma. Ateus, crentes, católicos, budistas, islâmicos, agnósticos, etc., valem pela cidadania consubstanciada na 'dignidade da pessoa humana', e não por ser da religião ou igreja 'A' ou 'B', ou então por não pertencer a nenhuma delas e, simplesmente, ser ateu. Os fundamentalistas precisam ler ou reler rapidamente 'O poder do mito' do grande Campbell."

Armando R. Silva do Prado - 9/8/2006

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