quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

TAM

de 6/8/2006 a 12/8/2006

"Fokker 100 da TAM. Imagine o prezado Migalheiro(a), numa viagem de São Paulo a Campinas, na Rodovia dos Bandeirantes, velocidade média de 100 km/h e a porta do seu veículo se desprende e solta. Das duas, uma: ou o seu veículo é uma 'ximbica', caindo aos pedaços ou no seu possante agregaram, estrategicamente, um artefato imantado para detonar o carro, deu 'chabú'. Explodiu, menos da metade, desprendendo só a porta. Nos salvamos! Qual outro exemplo? Vejamos o que ocorreu com o vôo da TAM. Fomos aos arquivos dos jornais e constatamos, o F100 da TAM, por ser considerado ultrapassado, em tese teria sido retirado de uso, pelo menos nos trechos de maior freqüência, tipo bate e volta, como a Ponte Aérea. Parece que voltou. A grana falou mais alto? Se uma porta se desprende, em pleno vôo, e a TAM se manifesta oficialmente, por nota (Folha de S. Paulo – C12), no sentido de ‘não há indícios (nem indícios) de qualquer problema mecânico...’ (sic). Então somos todos imbecis ou o porta-voz é um total desinformado! O que fez explodir a porta pondo em risco de morte 79 passageiros, mais a tripulação! Imperícia dos comissários, que não travaram ‘as portas em automático’? Ocorre que na cabine o alarme dispara, no check list na frente do Comandante, tal como ocorre em nossos veículos, no painel, se alguma porta está meio aberta ou os cintos não estão afivelados. Pode a TAM informar o que significa a expressão (muito usada pelo Sr. Silvio Santos, referindo-se aos pagamentos das prestações do carnê do Baú...) ‘...a programação de manutenção está rigorosamente em dia!...’. Em dia? A última inspeção regular ocorrera em 28 de junho? E quando ocorreu a inspeção irregular? Quer isto dizer que os aparelhos sobem e descem, por mais de quarenta dias, sem qualquer revisão? Mais de quarenta dias, significa o quê, em termos aeronáuticos, quantos km ou milhagens voadas? Pensam somente em colocar gasolina e 'pau na máquina', voando sem descanso, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano, como fazem os táxis de frota. Bem isto é problema das seguradoras. Segurança é problema nosso, como consumidores. A TAM tem que definir o que é inspeção irregular, já que a regular, 'garante' uma suposta autonomia de quarenta dias, sem revisão/inspeção. Pensei que 'rigorosamente em dia' fosse algo realizado no dia do vôo e não há quarenta dias atrás. Em nome de nossa segurança, com a palavra o órgão responsável pelos interesses difusos da população: suspendam liminarmente os F100, até pronunciamento dos peritos no quesito segurança."

Gisele Montenegro - 9/8/2006

"É... Fokker é Fokker... De avião silencioso para sucata voadora... Como a carreira pode dar tantas voltas. O Fokker fez a TAM ser um ícone da era moderna na aviação, substituiu os velhos e barulhentos 777 (Migalhas 1.472 – 9/8/06 – "Voando alto" e "Dando asas à porta"). Lembro-me bem do meu pai elogiando os aviões da TAM, porém os acidentes deixaram marcas profundas, e a TAM ainda teima em manter estas 'bombas' voando. Ainda bem que a GOL preferiu os AirBus, só espero que estes não comecem a cair como aquele..."

Fabiano Rabaneda - 9/8/2006

"Desculpem-me se sou impertinente, mas não se diz 'acidentizinho' mas sim acidentezinho e também a aeronave não voltou a São Paulo, já que levantou vôo de Congonhas e retornou do Ipiranga (Migalhas 1.472 – 9/8/06 – "Dando asas à porta"). Um abraço."

José Fernandes da Silva - OAB/SP 62.327 - 10/8/2006

"Impressionante ainda não ter vindo ninguém culpar o grande responsável pelo acidente com o avião da TAM, que em pleno vôo viu sua porta voar. O culpado, como sempre, é o celular. Quando o comissário estava travando a porta seu celular tocou. Entretido com o macabro aparelhinho, distraiu-se e não fechou adequadamente a portinhola. Coincidentemente, o sinal do celular (eta! coisa ruim) se imiscuiu naquela barafunda de aparelhos, e neutralizou o pisca-pisca que alertaria o comandante de que algo estava errado. Por essas e outras, esse bichinho não me pega."

Ramalho Ortigão - 10/8/2006

"Ah como eu sofri!

A última vez que voei

Foi do Recife pro Crato

Num aviãozinho ingrato

Que eu logo amaldiçoei

Falei fino feito um gay

Ante aquela tremedeira

Quase me deu caganeira

Preso naquele cortiço

Só quando vi Padim Ciço

Acabou minha canseira!

Estou me referindo àquela estátua maravilhosa, lá no alto do Morro, abençoando a todos que chegam ao aeroporto de Juazeiro/CE."

Zé Preá de Cabrobó - 11/8/2006

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