sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Sentença-poema

de 18/11/2018 a 24/11/2018

"Olha, pelo que entendi do contexto, o consumidor tentou devolver a peça 'falsa' de picanha (Migalhas 4.484 – 20/11/18 – "Lirismo" – clique aqui), mas não obteve sucesso, senão vejamos: 'Ele tentou devolver a carne, mas não teve sucesso'. Quer dizer, o supermercado vende gato por lebre, e o consumidor, prejudicado, não obtém nenhuma indenização. Em primeiro lugar, o cliente não é expert em carnes para detectar que o corte é, na verdade, coxão duro, músculo, etc. e não picanha. Em segundo lugar, no mínimo deveriam ter devolvido o valor da peça de carne, ou, quando menos, abatido parte do valor, considerando que a falsa picanha representava corte menos nobre. O contexto, diga-se, comprar gato por lebre, coxão duro por picanha, tentar devolver o corte e obter negativa pelo supermercado responsável pode sim, a meu ver, gerar danos morais. Do contrário, estamos abrindo uma janela enorme ao fornecedor, hiperssuficiente, em não controlar/fiscalizar o seu próprio estoque. Isso sem levar em conta atualmente o valor altíssimo da picanha. No mínimo, danos materiais, leia-se, devolução do valor ou abatimento do preço. No mínimo..."

Leonardo Diniz Figueiredo - 20/11/2018

"Ruim de rima essa Juíza."

Geraldo Meireles - 21/11/2018

"Pois é (Migalhas 4.484 – 20/11/18 – "Lirismo" – clique aqui). O sujeito acredita no mercado e compra por picanha carne dura que serve aos amigos. Passa vergonha, certamente é alvo de gozação. Em vez de julgar com seriedade a juíza faz gracinha e por via indireta dá um prêmio ao vigarista do dono do mercado. Ninguém tem o direito de causar (mero?) aborrecimento a consumidor de boa-fé, vítima de crime contra o consumidor. Deve ser aluna de Gilmar Mendes. Uma lástima a decisão de sua excelência. Queria ver se fosse com ela. Prova inconteste que vale a pena usar de fraude."

Eladio Prados Junior - 21/11/2018

"Já com Moro afastado

Lula planejou da cela:

Vou fazer um fuzuê

Com essa tal de Gabriela

Mas a juíza o tratou

Foi na base da chinela!"

Zé Preá - 21/11/2018

"E nós, os trouxas de sempre, pagamos uma fortuna de salário (fora os auxílios e demais penduricalhos) para uma Juíza ficar brincando de dar sentença, igual uma criança de 5 anos. E claro, sempre o dissabor não é mesmo? A pessoa faz uma festa, passa uma vergonha enorme na frente de todos, tem o evento totalmente prejudicado, volta no estabelecimento e sequer é atendido, mas na cabeça desses Juízes (que se acham superiores a tudo e a todos) o certo é negar a indenização e ainda 'tirar uma onda' do cidadão. É a escola Moro fazendo novos alunos. País da piada pronta."

Leven Mitre Vampré - 21/11/2018

"Com essa sentença poética,

o supermercado vibrou.

Vendeu gato por lebre

e ao consumidor enganou.

Vai continuar enganando

e assim enriquecendo,

pois sabe que a justiça

vai entender como mero aborrecimento.

É o Judiciário brasileiro

cada vez mais desacreditado,

pois para ele,

que se dane o jurisdicionado."

Sérgio Luis Durço Maciel - 22/11/2018

"Deixem a juíza versejar,

Ela possui seus direitos,

Seus auxílios e proveitos,

Todos podem litigar

E recurso impetrar,

E não venham de paleta,

Cada leitão na sua teta

É a forma de mamar."

Mano Meira - 23/11/2018

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