sexta-feira, 23 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Jovem presa com homens

de 25/11/2018 a 1/12/2018

"Qualquer decisão que exime de responsabilidade, grave, essa magistrada, só poderá ser entendida como vergonhosa e humilhante tapa na cara do povo brasileiro (Migalhas 4.490 – 28/11/18 – "Jovem presa com homens – Juíza condenada pelo CNJ" – clique aqui). Nesse sentido, também é vergonhosa a abordagem feita pela matéria ao tratar a falta da magistrada, apenas, como 'de uma decisão que permitiu que uma adolescente fosse presa em cela com 30 homens'. Ao trilhar por essa linha editorial a matéria favorece o esquecimento da brutal violência, pois não aborda questão fundamental ao caso, de que a menor sofreu sucessivos estupros coletivos enquanto esteve naquela cela. As condutas da magistrada, assim como de todos os servidores envolvidos, não merecem outra resposta que não seja prisão e perda do cargo público. Qualquer coisa diferente disso não passa de piada de muito mau gosto e reflete o jogo de compadres que é o Judiciário desse país quando 'julga' um dos seus."

Manoel Guimarães Filho - 28/11/2018

"Os romanos costumavam dizer: 'cada cabeça uma sentença' (Migalhas 4.490 – 28/11/18 – "Jovem presa com homens – Juíza condenada pelo CNJ" – clique aqui). Hoje, no Judiciário brasileiro, exceto para os 'bacanas', pululam as sentenças monocráticas. Há muitos juízes com vocação de Luís XXIV ('O Estado sou eu'). Na verdade, estes juízes monocráticos são é autocráticos. A isso, em muitos e recorrentes casos, se chama, indevidamente, Justiça brasileira."

José Domério - 28/11/2018

"Sempre bom lembrar a posição do então presidente nacional da OAB, Cezar Britto, que naquela ocasião, classificou de 'hedionda e intolerável' a prisão de uma menina de 15 anos em uma cela na cadeia de Abaetetuba, no interior do Pará, juntamente com 20 homens, e por mais de um mês (Migalhas 4.490 – 28/11/18 – "Jovem presa com homens – Juíza condenada pelo CNJ" – clique aqui). Segundo o Conselho Tutelar do município e membros da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Pará, a menor, detida por furto, foi estuprada durante o tempo em que permaneceu na cadeia. Durma-se com um barulho desse. Então, meus amigos do 'Migalhas', essas coisas devem sempre ser ditas, sempre! Ou isso, ou se favorece o esquecimento. E esquecimento, nesse tipo de caso, gera impunidade, como está acontecendo."

Manoel Guimarães Filho - 28/11/2018

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