quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Artigo - Juizite Crônica

de 27/8/2006 a 2/9/2006

"Foi com muito interesse que abri o 'link' que direcionava ao artigo que tratava da 'juizite' de nossos magistrados (Migalhas de peso - 28/8/2006 - 'Juizite Crônica - Luiz Ricardo Gomes Aranha - clique aqui). Tema este tão corriqueiro desde os tempos da faculdade. Contudo, com grande surpresa, sou brindada com comentários pouco elegantes que atingem, não só a mim (jovem advogada que sou), bem como minhas demais colegas de profissão. O douto colega, insinua que as jovens advogadas são 'acovardadas de nascença'!!! É surpreendente que tais comentários sexistas ainda são feitos em pleno século XXI. Em São Paulo, as mulheres já ultrapassam os homens em quantidade nos cursos de Direito e representam a maioria dos aprovados nos Exames de Ordem. Portanto, taxá-las de 'acovardadas de nascença', demonstra uma visão preconceituosa elimitada acerca das mulheres e sua capacidade intelectual, que há muito tempo vem sendo combatida por nossa sociedade. Fico realmente indignada que tão respeitável meio da comunidade jurídica publique comentários desse nível."

Sheyla Lavor - OAB/SP 236.209 - 28/8/2006

"Caro Dr. Luiz Aranha (Migalhas de peso - 28/8/2006 - 'Juizite Crônica - Luiz Ricardo Gomes Aranha - clique aqui), penso que o próximo Congresso tem como uma das suas tarefas a discussão dos direitos e deveres dos magistrados e promotores. Poderiam iniciar amplo debate sobre direitos como vitaliciedade, por exemplo. Entendo, como excrecência monárquica. Se os juízes, como todos os cidadãos, tivessem que justificar o cargo diariamente, veríamos as juizites diminuirem sensivelmente."

Armando Silva do Prado - 28/8/2006

"O que é a visão torta de um feminismo sem reflexão.... Não conheço o autor para falar em seu nome, mas ver no texto algo contra advogadas é, no mínimo, desrespeitoso. O autor em momento algum fala 'acovardadas', mas sim 'acovardados', ou seja, todos, homens e mulheres, mais especificamente advogados (e advogadas - para evitar frescuras) novos. Talvez a ressalva 'especialmente as mulheres' se refira exatamente ao dado que foi levantado: 'o número de mulheres em cursos de Direito ultrapassa o de homens', então elas deveriam ficar mais atentas, pois estão em maior número. A revolta torna-se mais infundada ao constatarmos na oração seguinte que o autor classifica como 'vituperinas e injustas' as línguas que carregam um tom machista e, reparem, antes mesmo de o autor verificar se o que dizem é verdadeiro ou falso. Pelo que entendi, 'acovardados de nascença' não se refere a nascimento biológico, mas metafórico: o nascimento do advogado. Acovardados porque advogados novos, como todo ser em terras novas e desconhecidas, ficam demasiadamente apreensivos e com medo das possíveis conseqüências advindas de seus atos. Ou seja, ao invés de imporem o que é (ou deveria ser) certo, titubeiam na hora de reclamar com medo de prejudicar o cliente ou o seu futuro. Enxergar nessa frase, que é apenas uma frase dentro de um texto inteiro e que não é sequer o tema principal do texto, algo de sexista contra mulheres é prezar pela baixa capacidade intelectual que, virtualmente, se busca combater."

Daniel Silva - 28/8/2006

"Opa! Eu vi! Que é isso?! Aplicar regras de capitalismo para juízes?! Acabar com o 'monopólio' (no caso a vitaliciedade) garantido pelo Estado?! O juiz deve permanecer no cargo enquanto desempenhar de forma competente o seu trabalho. Entretanto, a partir do momento em que ele começar a prestar de forma ineficiente o seu serviço ele deve ser afastado?! É isso mesmo o que entendi?... Será que o rebaixamento de Plutão alterou o mapa astral e as regras de mercado agora estão sendo usadas como fundamento para o funcionamento do Estado?! Vou aguardar as cenas do próximo capítulo...(Migalhas de peso - 28/8/2006 - 'Juizite Crônica - Luiz Ricardo Gomes Aranha - clique aqui)"

Daniel Silva - 28/8/2006

"A propósito da 'juizite crônica' (Migalhas de peso - 28/8/2006 - 'Juizite Crônica - Luiz Ricardo Gomes Aranha - clique aqui): À Sociedade Brasileira e Operadores do Direito: 'Chega de tanta covardia, humilhação e subserviência velada. Alguém deve ter a coragem de dizê-lo, ou, ao menos, a coragem de apoiar quem o diga... A ineficiência do judiciário deságua na insegurança jurídica e na impunidade que por sua vez incentiva os atos ilícitos abalando as bases morais do país e não podemos mais continuar nos omitindo diante de tantas evidências. A dignidade da advocacia constitui a certeza da justiça isenta, o alicerce do Estado democrático de Direito e sem ela o exercício da profissão se torna uma renomada farsa!'. O recente episódio do nepotismo no Judiciário e a escancarada resistência demonstrada contra a sua erradicação, somado aos descalabros de corrupção divulgada pela mídia, com a devida vênia, vêm aflorar a real situação desta instituição. Diante das evidências, resta provado, um enérgico controle externo neste poder realmente se faz necessário (começando com a eleição direta dos membros do Conselho Nacional de Justiça). Até porque, diversamente do que ocorre nos outros dois poderes, é negado ao povo seu direito constitucional de eleger os membros do judiciário que, assim, impõe-se temerariamente absoluto e apartado do contexto democrático da nação. No mais, mister aceitarmos o fato de que a toga, infelizmente, não tem o condão de transformar homens em arcanjos."

Carlos Alberto Dias da Silva - 28/8/2006

"Prezado Dr. Luiz Ricardo Gomes Aranha (Migalhas de peso - 28/8/2006 - 'Juizite Crônica - Luiz Ricardo Gomes Aranha - clique aqui): Brilhante a sua idéia em retratar o que nós, os advogados, sofremos com autoridades que são portadores da patologia denominada 'Teomania' ( mania de ser Deus). No caso de Juízes - 'juizite', promotores - promotorites e assim vai. Discordo de Vossa Senhoria, quando fala que as mulheres são covardes por nascimento. A minha experiência como a primeira mulher na presidencia de uma subseção da OAB do interior Paulista, ao enfrentar um Juiz que tinha certeza de que é DEUS, se julgava acima do bem e do mal, pois fazia o que bem entendia, pelo menos aqui, a maioria dos homems foram mais medrosos do que as mulheres. Mesmo com a sala da OAB removida por ato unilateral e arbitrário do Magistrado Trabalhista, a maioria dos advogados trabalhistas por medo ou para não prejudicarem o andamento dos seus processos fizerem até abaixo assinado em prol dele. Mas a Corregedoria do TRT-15ª Região agiu com rapidez e esse magistrado foi colocado em disponibilidade. A diretoria da Seccional da OAB/SP também atua com rapidez e eficiência contra esses 'Juizes', que não tomaram consciência de que a Ditadura acabou e tem que ser dado vigência a Democracia Participativa. Portanto, ilustre colega, ainda há esperança, vamos continuar batalhando para que cada operador do Direito cumpra com seu dever e faça valer o seu direito. Um abraço."

Regina Aparecida Miguel - Presidente da 16ª Subseção OAB/SP Bragança Paulista - 29/8/2006

"Pois é! Flagrado no Migalhas uma manifestação expressa de um novo machismo: o machismo feminino, pós queima de soutiens!"

Alexandre de Macedo Marques - 29/8/2006

"Sr. Diretor, oportuníssimo o artigo do advogado Luiz Ricardo Gomes Aranha sobre a Juizite (Migalhas de peso - 28/8/2006 - 'Juizite Crônica - Luiz Ricardo Gomes Aranha - clique aqui). Quem sabe hora já não é de se começar uma 'cruzada' pela (re) valorização do trabalho do advogado, com benéficas conseqüências a todos, inclusive aquelas que digam respeito ao respeito pelo profissional do Direito. Quem sabe a OAB se convença que ela é a Ordem Dos Advogados Do Brasil, se não só dos advogados, pelo menos preferencialmente, e não subsidiariamente. Cordialmente,"

Rui Batista Mendes – Advogado; e Patrícia Araújo Britto - Advogada - 29/8/2006

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