quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Artigo - Universidade pública: quem pode deve pagar

de 27/8/2006 a 2/9/2006

"Concordo com o dr. Alexandre Thiollier (Migalhas 1.487 – 30/8/06 – "Quem pode, pode", Alexandre Thiollier – clique aquique a educação precisa de uma reforma e que a educação básica é a mais deformada nos últimos tempos. Mas não concordo que quem está na Universidade pública é a somente a elite. Estudei parte do ensino fundamental e o ensino médio em escola particular, meus pais, da classe média, muito sofreram para que eu tivesse chance de estudar em uma Faculdade pública, pois não teria condições de pagar uma boa faculdade particular. Com muito esforço (meu de estudar e de meus pais de trabalhar) consegui uma vaga na Universidade de São Paulo, e agora, tenho que trabalhar e estudar, para me manter em São Paulo e pagar custos da Faculdade, como livros, transporte, etc. A classe média para se manter na classe média está sempre se esforçando mais do que pode, trabalhando mais do que pode e recebendo menos do que merece. Exclui-la da Universidade Pública seria tirar ainda mais do setor menos favorecido da sociedade."

Paula Azevedo Macedo - 30/8/2006

"Antes de mais nada quero registrar a minha grande admiração pelo advogado e jurista Dr. Alexandre Thiollier, mas, apesar de concordar em alguns aspectos com sua posição quanto às Faculdades Públicas (Migalhas 1.487 – 30/8/06 – "Quem pode, pode", Alexandre Thiollier – clique aqui), sou obrigada a discordar com relação a outros. Pois bem, entende o nobre colega que os alunos que ingressaram em faculdades governamentais, mas que vieram de escolas particulares, devam contribuir com pagamentos a fim de 'financiar' o que o Estado tem a obrigação de subvencionar. À primeira vista esta solução pareceria muito simples. Afinal, o aluno que sempre pagou por seus estudos no curso médio, teria como 'recompensa' continuar pagando também pelo ensino superior, mesmo que esteja freqüentando uma escola pública. Ele já está acostumado, mesmo....Dada a máxima vênia, a vingar a tese do Dr. Alexandre Thiollier, haveria uma sobrecarga ainda mais esmagadora para a classe média. Não podemos nos olvidar dos pesados impostos que essa classe é obrigada a suportar. Quantos sacrifícios são feitos para que os filhos dessa classe, que quase está em extinção, possam fazer um primeiro, segundo graus ou cursinho particulares? Esse sistema de 'cotas', com todo o respeito, é injusto. Conheço e certamente muitos leitores também conhecem as agruras que as famílias atravessam para manter seus filhos em escolas particulares. Devemos exigir, lutar, isso sim, para que as escolas estaduais, desde o primeiro até o terceiro grau, recuperem a mesma excelência que tiveram nas décadas de 50, 60 e até de 70. Essa é a obrigação do Estado. Onerar ainda mais as finanças da classe média é lançar uma sentença para a sua completa extinção. Obrigar os alunos que estudaram em escolas particulares, antes de ingressarem em Faculdades Públicas, a efetuar pagamentos como se em estabelecimentos de ensino privado ainda estivessem, é lançar mais carga tributária do que poderemos suportar. O grande problema é, sem dúvida, o mau destino que o Estado faz de todos os impostos que a população paga. Aliás, nunca é demais registrar, uma das mais altas do mundo. Não estou nem falando em causa própria, pois sempre estudei em escolas estaduais e cursei escola superior em estabelecimento fundacional. Mas, como cidadã e operadora do Direito, conheço bem de perto quanto pesam os tributos que os brasileiros pagam. Não vamos criar mais nenhum, seja a que título ou finalidade for. Só para dar uma refrescada na memória, lembram-se de que a CPMF era contribuição provisória destinada à saúde? Pois é...."

Eliza Besen - Advogada - Santo André/SP - 30/8/2006

"Com todo respeito possível. Acho que educação não é um tema que o autor domine. O artigo é uma mistura de premissas inverídicas e argumentos inválidos (Migalhas 1.487 – 30/8/06 – "Quem pode, pode", Alexandre Thiollier – clique aqui). Apenas um exemplo: implicitamente alegar que os impostos não são uma contrapartida da sociedade civil para o ensino público e pedir uma contrapartida 'nova' exatamente das pessoas que já pagam impostos é inexplicável. E um adendo: eu não acho que a revolução brasileira passa necessariamente por uma boa educação pública. Ela passa sim por uma boa educação, mas essa pode acontecer em qualquer nível: público, privado e até caseiro - e principalmente longe das diretrizes do MEC que não sei de onde tirou a idéia de que 'sabe' o que as pessoas devem aprender... portanto, cuidado com generalizações do tipo 'Todos'."

Daniel Silva - 31/8/2006

"Um desabafo (Migalhas 1.487 – 30/8/06 – "Quem pode, pode", Alexandre Thiollier – clique aqui). Por que neste país as idéias para a solução de todos os problemas estão sempre relacionadas a mais gasto para a classe média? Por que em vez de pensar em tirar mais dinheiro da família que lutou, muitas vezes com sacrifício, para oferecer e manter um filho numa escola particular para garantir a ele um bom ensino universitário, não se fala em ensino técnico de qualidade? Será que todo jovem que conclui o ensino médio deve obrigatoriamente cursar um nível superior que deveria ser uma especialização? Será que todos estão preparados e aptos intelectualmente? Até quando teremos neste país técnicos com diploma universitário, pois não existe vaga no mercado de trabalho para tanto diplomado? O aluno que hoje sai da Universidade, para se destacar precisa de um Mestrado, um MBA ou uma especialização no exterior e lá vai mais dinheiro e mais investimento dos pais da classe média. Por que a discrepância em qualquer empresa entre os salários de todos os funcionários do menos qualificado ao técnico, ao diplomado, ao especializado e ao dono? Isto sim, devia ser pensado e mudado. Por que neste país um professor de ensino fundamental ou médio ganha tão pouco? Por que cada vez encontramos estes mesmos professores desatualizados, desinformados e despreparados? Por que existem tantos professores universitários com contrato de dedicação exclusiva dando aula em outra faculdade, mantendo consultórios ou escritórios particulares? São tantas as questões, mas realmente o mais simples é penalizar mais uma vez a classe média."

Solange Vigoder - 31/8/2006

"Muito oportuno o debate sobre a cobrança de mensalidade nas universidades públicas (Migalhas 1.487 – 30/8/06 – "Quem pode, pode", Alexandre Thiollier – clique aqui). Como há falta de recursos públicos, a maior ênfase do gasto governamental deveria ser direcionada à escola básica de qualidade, com bolsa de estudos nas universidades públicas apenas para aqueles que comprovarem não poder arcar com as despesas. Isso sim seria uma efetiva e não demagógica política de inclusão social."

Ricardo Salles – escritório Paulino e Carvalho Aquino Advogados - 31/8/2006

"Sinto-me compelido a me manifestar novamente neste inconsútil veículo sobre um artigo que ontem veio acoplado (Migalhas 1.487). Com sugestivo título, este informativo nos remetia a um trabalho da lavra do migalheiro Alexandre Thiollier. Instado, acionei o recurso do tal 'clique aqui' (que coisinha milagrosa essa, não ?!) para saborear a leitura. Já bem podia imaginar a vivacidade do texto, singular marca deste advogado. Mas qual não foi minha surpresa com o conteúdo !? Alexandre Thiollier, sim, ele mesmo, vinha com frases como "Estamos na era do conhecimento" ou "É hora de debater sobre uma reforma ampla do ensino público...". Fui mais do que depressa ao TSE consultar a que cargo ele concorria no próximo pleito. Claro, só podia ser papo de candidato. Outra surpresa ! Vi que ele aspirava nenhum cargo eletivo. Sobre o tema, era de fato pertinente. O espaço, Migalhas, mais do que adequado para tais questões. Mas nessa época, aliás não só nessa como em qualquer outra, imaginava e esperava outro Thiollier, o legítimo Thiollier. Esse clonado, estilo Chalita, tem outro DNA, diferente daquele que assina as migalhas na obra 'Cem comentários'. Por onde andará aquele ? Está vendo o circo pegar fogo e foi passear de bicicleta ? Reescrevendo a nota que fazia chamada ao artigo, referindo-se ao autor como 'conhecido e reconhecido', digo 'conhecido e irreconhecível'."

Ramalho Ortigão - 31/8/2006

"Sei não, mas Ramalho Ortigão me persegue (Migalhas 1.488 – 31/8/06 – "Migalhas dos leitores - Uma campanha alegre")... Ao catar suas migalhas, não perde a prosa, e me compara com o Chalita, por eu ter discutido, em escrito, o tema da educação pública. Com certeza, o Migalheiro deve ser um 'cumpanhero' de caderneta - sim, da base do governo, hoje arrependido e amanhã vendido - a imaginar-se poderosíssimo com a  anunciada vitória de Lula no próximo dia 1 de outubro. Fique tranqüilo, porque estaremos firmes na oposição só que desta vez prontos para exigir a pena máxima para o chefe da quadrilha."

Alexandre Thiollier - escritório Thiollier Advogados - 31/8/2006

"Paula, migalheira e futura advogada, você tem razão quando diz que a classe média tem que se esforçar muito para pagar os impostos, mais o plano de saúde e a escola particular (Migalhas 1.488 – 31/8/06 – "Migalhas dos leitores - Uma campanha alegre"). Mas minha proposta não é excluir a classe média da universidade pública, e sim fazer com que quem pode pagar uma faculdade particular, caso entre em uma faculdade pública, ajude a manter a qualidade de ensino nessa instituição. Outra coisa, Paula: você também faz parte da elite deste país. Sabia que apenas 3% dos brasileiros têm curso superior completo? Você em breve estará incluída nesta estatística, assim que terminar o curso que faz na USP. Portanto, alegre-se, você também pertence à elite brasileira."

Alexandre Thiollier - escritório Thiollier Advogados - 1/9/2006

"A migalheira Eliza Besen coloca bem um problema sério desse país, ainda mais agravado no governo Lula: a carga de impostos atingiu níveis insuportáveis, e o retorno é pífio. Pois bem, o brasileiro precisa assumir de vez sua cidadania, ajudando quando pode e cobrando sempre os seus direitos de cidadão, entre os quais o de receber serviços públicos compatíveis com o que desembolsa para o Erário. Não basta votar para participar da democracia, temos que exigir políticas públicas. Já passou da hora de os governos, em todos os níveis, investirem em educação de qualidade desde a base. Quando isso acontecer, só vai estudar em escola particular quem quiser, e não porque o ensino é ruim, como hoje. Isso não impediria também que a classe média e os ricos colaborassem com as escolas públicas onde estudaram e/ou estudam. Essa solidariedade, que existe em tantos países, deve ser estimulada oficialmente no Brasil. Por coincidência, todos os países onde são freqüentes as doações e colaborações com as escolas estão entre as nações mais desenvolvidas do planeta. Infelizmente, as pesquisas indicam que a maioria dos brasileiros está satisfeita com essa carga tributária absurda patrocinada por Lula e sua política econômica. Talvez porque a maioria dessa maioria nem pague tantos impostos. Pelo contrário, tem recebido, proporcionalmente, mais do que os outros cidadãos recebem desse governo inoperante e nocivo à saúde das instituições democráticas. Justiça social feita às custas do desenvolvimento do país. Existem fórmulas mais inteligentes e eficazes de se conseguir as duas coisas ao mesmo tempo."

Alexandre Thiollier - escritório Thiollier Advogados - 1/9/2006

"Acredito que o artigo sobre educação (clique aqui), ao qual se refere Ramalho Ortigão (Migalhas 1.488), tenha sido escrito pelo Thiollierlog... por isso está tão irreconhecível!"

Marcelo Witt - 1/9/2006

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram