quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Eleições 2006

de 10/9/2006 a 16/9/2006

"Diretor, guarde a chibata,

faça isso mais eu não!

Os gaúcho eles que são contra nós, os democrata!

Zé Preá é um vira-lata

contra inté as inleição,

foi té contra a nomeação

das doutoras do direito,

bota em tudo mil defeito,

sube disso no sertão.

Pois pr'os bom digo perfeito!

Nos da lista eu voto não!"

Ontõe Gago - Ipu/CE - 11/9/2006

"Louvável a campanha encetada por MIGALHAS contra a reeleição de deputados (Migalhas 1.491 – 5/9/06 – "1 - Migalhas amanhecidas"). Penso, contudo, que deveria ir mais longe. A proibição deve atingir a Presidência, Senado e Câmaras Legislativas Municipais. Esta campanha tem uma defensora no Congresso: a deputada Juíza Denise Frossard. Levando essa bandeira de MIGALHAS adiante, certamente nos veremos livres dos políticos profissionais, que fazem do Estado e do povo reféns de interesses argentários e espúrios. Alguns, estão aí há mais de 40 anos. Veja-se o caso da minha querida Bahia."

Juvencio de Souza Ladeia Filho - Banco do Nordeste do Brasil S/A, assist. Jurídico III (advogado), CONAJ/Salvador/BA - 11/9/2006

"Migalhas pra nosso espanto,

do futuro abre a cortina,

com eleições em todo canto,

desde a Imperatriz Leopoldina.

Gritam o Alckmin e a Senadora,

e o Lula nem responde,

com carreira ganhadora,

o nordestino se esconde.

E o povo brasileiro,

sem acesso a informação,

troca voto por dinheiro,

traindo toda a Nação."

Cleanto Farina Weidlich – migalheiro, Carazinho/RS - 11/9/2006

"De certa feita, um conhecido, que pretendia se casar, mostrou-me, lado a lado, a lista de convidados para o casório e o custo unitário cobrado pelo bufê. Na ocasião, lembro-me de ter comentado, à vista da lista de convidados e do custo unitário para cada um, se ele queria mesmo, ter esse gasto para 'aquelas pessoas'. Agora, em razão das próximas eleições, a mesma dúvida me assaltou. O custo mensal, para o erário público, de cada deputado federal é de R$ 99.467,00, ou seja, o equivalente a 284 salários mínimos ? lembram-se ? aquele que nem são todos os brasileiros que recebem. O custo total dos deputados federais é de R$ 632,17 milhões anualmente. Além da chamada 'verba de gabinete', de R$ 50.815,62, que permite que os deputados contratem seus parentes e amigos com salários altamente privilegiados, eles têm direito a cotas astronômicas de combustível, moradia gratuita (que é paga até para deputados que moram em Brasília), assinaturas graciosas de jornais e revistas, serviços de impressão gráfica sem limite. Não é só. Cada deputado tem direito a R$ 4.268,55 para gastar com telefonemas e envio de cartas. Já o telefone fixo, instalado no gabinete, não tem qualquer limite de uso ou gasto. Isso sem contar passagens aéreas, carros com motorista etc. Assim, a pergunta que não quer calar: é com essa gente que você, eleitor, quer gastar quase 100 mil reais mensais por cabeça? Mesmo se eles trabalhassem o que trabalha o resto dos brasileiros, seria impensável eleger esses tipos que nos horrorizam no horário, também gratuito, de televisão."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 11/9/2006

"O poeta Ontõe Gago

Ta com medo da chibata,

De cãodidato anda a cata,

E do Diretor quer afago;

Já anda fazendo estrago,

Zé Preá vá por mim,

Não deixe isso assim,

Responda logo na lata,

Pior que cão vira-lata

É mico de circo de borlantim!"

Mano Meira - RS - 12/9/2006

"Amado Diretor, sinceramente eu fico perplexo com a sensibilidade dos políticos em geral. Explico-me: há pouco mais de dois anos estourou a barragem de Camará, que arrasou a cidade de Alagoa Grande/PB, terra natal de Jackson do Pandeiro, deixando quatro mortos e milhares de desabrigados. Foram então contar a tragédia ao governador tucano Cássio Cunha Lima que estava acompanhado de um deputado estadual, agora desertor do PSDB. Segundo esse parlamentar, após ouvir o relato, o governador saiu-se com esta: 'Eita, lasquei Zé'. O Zé a que se referia, é o Zé Maranhão, do PMDB, homem riquíssimo, candidato atual ao governo do Estado e em cuja gestão foi construída a barragem. E o povo pobre? Ah, esse é o Zé lascado de sempre!"

Abílio Neto - 12/9/2006

"Sobre a questão aventada no domingo pelo apresentador Fausto Silva sobre 'votar no menos ruim', tenho algo a indagar aos ilustres colegas migalheiros. Pois bem. Se é bem certo que o voto é tido por obrigatório, tenho que votar nulo, branco ou em algum candidato 'menos ruim' é mera faculdade (questão facultativa, portanto). Se assim não fosse, qual seria o motivo eloqüente de se ter a opção em votar nulo ou branco? O apresentador está interferindo gravemente no livre-arbítrio dos brasileiros ao afirmar: 'votem no menos ruim'! Tenho dito."

Tathiana Lessa - 12/9/2006

"'Será verdade? Senhoras e senhores Jornalistas, (por favor, só respondam os que têm 'J' maiúsculo no título da profissão!). Um empregado do IBOPE 'vazou' o documento exibido nesta mensagem, que mostra a OCORRÊNCIA de um segundo turno entre Geraldo Alckmin e Lula da Silva. Nesse segundo turno, Geraldo (indicado como o G no documento) vence Lula (indicado como L) por 46 x 43. Pelo ‘tracking’ (informação de acompanhamento do IBOPE, como nos levantamentos de audiência em TV) do IBOPE, Heloísa Helena (indicada como H, no documento) teria 12 pontos, o que, somado aos 31 de Alckmin, resultam em 43, levando a disputa ao segundo turno. Aliás, essa informação CONSTA no bilhete, que indica Alckmin vencendo esse segundo turno. Quem é que está sendo comprado, ou vendido, nessas pesquisas todas? Por que a imprensa não divulga essas manipulações? Se Lula estivesse tão tranqüilo, na esteira de que seria eleito em primeiro turno, ele não estaria distribuindo, toda semana, 'bondades' dos cofres federais, nesta época eleitoral. Por exemplo: o bolsa-família foi aumentado em 96% (noventa e seis por cento) no Nordeste, segundo Lúcia Hipólito, no mês de agosto último. Se ele estivesse 'eleito', não precisaria torrar o NOSSO dinheiro dessa forma! Ah! A fonte da notícia também informa que o empregado do IBOPE teria sido DEMITIDO assim que se soube do vazamento dos resultados. Paz e Bem! Salám! Carlos Tebecherani Haddad'. Enviado por"

Cleanto Farina Weidlich – migalheiro, Carazinho/RS - 13/9/2006

"O voto facultativo é uma questão que precisa ser discutida pela sociedade e nada melhor do que se utilizar deste espaço precioso."

Fernando Antônio Araújo Oliveira – advogado em Belo Horizonte - 14/9/2006

"A propaganda do TSE de valorização do voto tem pontos interessantes e positivos. Mas, ao dizer que os eleitores, pelo voto, vão contratar os novos titulares dos Poderes Legislativo e Executivo para governar o Brasil, como servidores públicos, faz indagar: e os titulares do Poder Judiciário quando serão tratados como tal para o exercício dos cargos, como servidores públicos renováveis? Afinal, quando um Ministro do TSE, em plena campanha eleitoral, diz ser contrário a reeleição, como publicado na imprensa, está, no mínimo, induzindo votos para os que se candidatam pela primeira vez, especialmente no caso da presidência da República. É preciso que a valoração dos Poderes Constitucionais, seja igualitária, dentro do princípio de pesos e contrapesos que promovem o equilíbrio entre eles e consequentemente da Nação."

Afonso Henriques Maimoni – escritório Maimoni Advogados Associados - 14/9/2006

"É incrível a incapacidade do Congresso em legislar com um mínimo de coerência. De acordo com o TSE o funcionário público e de empresas de economia mista devem se desincompatibilizar do 'cargo' (Migalhas 1.496 – 14/7/06 – "Migas – 7" – clique aqui). Já os vereadores, prefeitos, deputados, governadores, senadores e o presidente da República não precisam!"

José Renato M. de Almeida - 15/9/2006

"Solicito que este poderoso rotativo faça comentários e provoque uma discussão sobre a utilização do horário eleitoral gratuito (público) pelos partidos políticos, quanto aos candidatos a deputado. Por ser público, todos deveriam ter direito ao mesmo tempo, e na prática somente aparecem os chamados 'donos do partido', ou os envolvidos em falcatruas (mensaleiros, vampiros, sanguessugas, etc.), ou no horário dos candidatos a deputado aparece mais o nome dos candidatos a governador do que o dos candidatos a deputado."

Jose Nelson Borsari - 15/9/2006

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