segunda-feira, 26 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Toga de sunga - feriado de 47 juízes foi patrocinado pela Febraban

de 10/9/2006 a 16/9/2006

"O percentual divulgado do spread, além de ser uma farsa, obviamente que não corresponde à realidade. Ao que tudo indica, adicionaram aqueles custos das operações que nos são cobrados individualmente (taxa disso, taxa daquilo...). Como se diz no interior, o spread 'sai limpinho'! Só espero que esse tal encontro tenha servido para que os magistrados (essas Excelências, heim!) caiam na real (aposto que muitos dos participantes estão pendurados nos bancos) e percebam o engodo no qual caíram (Migalhas 1.493 – 11/9/06 – "Toga de Sunga" - clique aqui)!"

José Robson Fernandes - 12/9/2006

"A leitura desta notícia veiculada no atuante Migalhas (1.493 – 11/9/06 – "Toga de Sunga") em que a FEBRABAN custeou um seminário para magistrados, despertou em mim, pela associação inversa, é claro, o nome de uma personalidade de destaque da Justiça mineira, o saudoso Ministro Márcio Ribeiro. Sobrinho do Governador Benedito Valadares, era Desembargador em Minas Gerais, quando foi chamado para judicar na recém construída Brasília de JK. Assim como o independente Ministro Marco Aurélio do STF/TSE, que calou possíveis críticas por ser parente de um Presidente, o Ministro 'Márcio, o Justo' - como era conhecido - trilhou com brilhantismo seu próprio caminho dentro do Judiciário. Eu não o conheci pessoalmente (quem me dera o privilégio), mas soube que, antes mesmo do Princípio da Moralidade Administrativa ser esculpido na Carta Federal, esse memorável Magistrado não aceitava sequer receber presentes de aniversário. Caso alguém insistisse em entregar, D. Diva, sua esposa, (que, aliás, segundo consta, cozinheira de mão cheia, com seus deliciosos quitutes ajudava nas despesas da casa) mesmo morrendo de vergonha, mandava devolver a lembrança por menor que fosse. 'Melhor a desfeita do que a suspeita' dizia ele a seu filho Leonardo... De Belo Horizonte,"

Marcelo Brandão - 12/9/2006

"Meus amigos Migalheiros: Tomei conhecimento, que saiu publicado na FOLHA DE S. PAULO, e também no MIGALHAS (1.493 – 11/9/06 – "Toga de Sunga" - clique aqui) que a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) pagou a passagem e a estada de 16 ministros (dois aposentados) do STJ e 31 desembargadores de sete Estados e suas famílias que estiveram hospedados no feriado de 7 de setembro em um hotel de luxo na Ilha de Comandatuba, no litoral da Bahia, onde S. Exas., os magistrados, assistiram a algumas palestras sobre como funciona a arquitetura do crédito do sistema bancário brasileiro. Fico pensando: E quanto a nós, advogados? E quanto ao povão (os pobres) que nem advogado público tem direito, para defender-lhes? Será que isso é verdade mesmo? Sou daqueles que pregam que Juiz, Promotor, Serventuário da Justiça, nem conta em banco, nem seguros de seus carros e imóveis deveriam manter com bancos. Tais pessoas deveriam estar distantes o quanto possível do poderoso sistema bancário brasileiro, e para atender-lhes deveriam existir cooperativas de crédito, com servidores e gestores funcionários de carreira do Poder Judiciário, nos moldes existentes para os produtores rurais e outros setores da economia. Muitos dirão: Não tem nada a ver. Você está sendo muito radical. A princípio sim, não tem nada demais os banqueiros pagarem essas férias para os homens que decidem seus destinos; homens que dizem o que a Lei quis dizer; que tem a palavra final; mas uma coisa aprendi nesta minha pouca experiência, ainda como um simples advogado interiorano, de sapatos empoeirados e terninho surrado, que jamais ousou pisar os tapetes palacianos da Justiça de graus superiores, onde mesmo assim, muitas das vezes às voltas e sofrendo diante de todo o poderio dos bancos e das seguradoras, (amplo direito de defesa e devido o moroso processo legal) que utilizam de todos os recursos para não pagarem aquilo que na maioria das vezes são devedores, é que: 'banco não tem coração; tem cofre!!!' Entendo, posso estar errado e muito, que o Conselho Nacional de Justiça deveria intervir em fatos como estes - que os tenho como verdadeiros e indevidos assédios - para evitar esse tipo de relação, que num país como nosso; com a triste história - de corrupção, nepotismo, impunidade e outros males - que vem escrevendo para a humanidade, não nos deixa acreditar que se tratou de um despretencioso ato dos banqueiros, visando simplesmente informar aos magistrados o funcionamento do sistema, etc., etc... Aí já é acreditar que Papai Noel existe! Alô CNJ! Alô OAB... Alô entidades civis!"

Luiz Antonio de Assis - advogado autônomo - 12/9/2006

"Ontõe, mas que coisa feia

que no teu cangote funga,

essa tal toga de sunga

que na mamata esperneia

com praia, bebida, areia,

hotel de gente grã-fina,

homem, mulher e menina,

três dias de muito luxo

que faz esquecer o bucho,

a careca e a perna fina!"

Zé Preá - 12/9/2006

"Gostaria de manifestar meu repudio e minha sensação de indignação e impotência, isso se o Brasil fosse um país sério, esses magistrados teriam sido punidos (Migalhas 1.493 – 11/9/06 – "Toga de sunga" - clique aqui), como o caso do presidente do Banco Central da UE que teve seu fim de semana pago por um banco e no dia seguinte estava demitido. Conclui-se que este fato é uma ABERRAÇÃO."

Paulo Borges Bessa - 13/9/2006

"FARRA EM BAHIAS

Mas cumé o nome deles,

é Mané Fuloriano?

E tem ôtos sarvo ingano

qui faz farra bem mais reles,

de cordeiros bóta as peles

criticano os mais de baxo

niqui dão uns isculacho

cuma fosse seus patrão

este povo ao céu

num vão são uns lobo,

é o que eu acho.

Fálim logo, sêjum macho!

Tá pió qui o mensalão!"

Ontõe Gago - Ipu/CE - 13/9/2006

"Deu no Indefectível Diuturno (Migalhas 1.494 – 12/9/06 – "Yes, nós temos migalheiros") – 'A pedido de dois conselheiros, o CNJ vai discutir se aprova resolução proibindo juízes de viajar para participar de congressos com despesas de hospedagem e transporte pagas por entidades que tenham interesse em causas judiciais.' - No meu tempo de juventude havia um remédio chamado simancol, que era, como então se dizia, 'batata'. Ou 'tiro e queda', como também se comentava. E havia um dispositivo, não eletrônico, chamado desconfiômetro. Com o tal progresso, acho que aquele remédio, tanto quanto a Emulsão de Scott e o Regulador Xavier, saiu de moda. Quanto ao aparelho, não mais o vi à venda nas lojas de bom senso. Aliás, os que tinham cultura apenas mediana conheciam um fato singular: durante certa celebração religiosa, o atrevido Publius Clodius Pulcher conseguiu entrar no templo disfarçado de mulher, pois homem não participava daquela cerimônia. Em face desse sacrilégio, do qual não foi provavelmente culpada, Pompeia recebeu uma ordem de divórcio. César, o reclamante, admitiu publicamente que não a considerava responsável por aquilo, mas justificou a sua ação com a célebre máxima: A mulher de César, tal como César, tem que estar acima de qualquer suspeita. Clodius é uma corruptela de claudius, isto é, manco. E pulcher queria dizer bonito. Creio que o CNJ poderia iniciar o acórdão dizendo aos seus ministros: 'muito bonito isso que Vossas Excelências fizeram!' E, ao longo do voto, justificar: 'nossos insignes colegas positivamente deram uma enorme mancada!'. Do homem cuja capacidade de assombrar-se é ilimitada,"

Adauto Suannes - 13/9/2006

"O Ministro Pádua Ribeiro tem todo o nosso apoio (Migalhas 1.495 – 13/9/06 – "Não foi para a pândega" – clique aqui), pois não se deve confundir o palestrante com os palestritas. Atenciosamente."

Paulo Chiecco Toledo - 14/9/2006

"O ilustre colega Paulo Lôbo (Migalhas 1.494 – 12/9/06 – "Yes, nós temos migalheiros" – clique aqui), representante da classe dos advogados no CNJ, é daquelas figuras da advocacia das quais nos orgulhamos de ter como porta voz em qualquer colegiado, de preferência onde moram as corujas, ou os notáveis, como queiram. Nossos respeitos Dr. Paulo."

Hildeberto Correa Dias - Escritório Jurídico Hildeberto Dias, Manaus/AM - 14/9/2006

"A notícia sobre a 'toga de sunga' (Migalhas 1.493 – 11/9/06 - clique aqui) me fez lembrar que não é a primeira vez que a Febraban custeia despesas dos magistrados e seus acompanhantes em congressos ou seminários. Isso já ocorreu em anos anteriores e sempre gera uma gritaria geral, porém, momentânea e sem efeitos práticos. Tanto é que estamos novamente reclamando. Gostaria de sugerir ao amantíssimo Diretor, que determine uma pesquisa sobre os eventos anteriores e nos informe quão tradicional está sendo a abertura da temporada de praia por conta da Febraban."

Zuleika Loureiro Giotto - 14/9/2006

"Caros Senhores, O que mata no Brasil são as brechas existentes nos Estatutos legais, vejam o parágrafo único do artigo 7º.! Uma afirmação subjetiva que foge inteiramente ao que se espera de qualquer Lei: que seja clara, objetiva e incisiva! Isto é, obedecendo à filosofia do pragmatismo. Aqui não se trata de aceitação passiva por parte da população, e sim de Malícia Legislativa.  

'Favores bancados pela Febraban  

André Rothermel, advogado/SC

A notícia de pagamento, pela Febraban, das despesas em congresso a mais de 40 magistrados de tribunais estaduais e superiores, somente retrata uma realidade de nosso país e em especial no Poder Judiciário. O interesse público dá lugar ao privado, em situação de promiscuidade inaceitável. Muito se fala da inércia e aceitação da população ante os desmandos perpetrados nos poderes Executivo e Legislativo federais, conforme mostram as pesquisas eleitorais. Mas aqueles que fazem parte da chamada "elite dominante" não contribuem para mudar o quadro. Cabe ao Conselho Nacional de Justiça mostrar a que veio! Veja-se preceito do Código de Conduta da Alta Administração Federal: "Art. 7º -  A autoridade pública não poderá receber salário ou qualquer outra remuneração de fonte privada em desacordo com a lei, nem receber transporte, hospedagem ou quaisquer favores de particulares de forma a permitir situação que possa gerar dúvida sobre a sua probidade ou honorabilidade. Parágrafo único -  É permitida a participação em seminários, congressos e eventos semelhantes, desde que tornada pública eventual remuneração, bem como o pagamento das despesas de viagem pelo promotor do evento, o qual não poderá ter interesse em decisão a ser tomada pela autoridade. Art. 8º -  É permitido à autoridade pública o exercício não remunerado de encargo de mandatário, desde que não implique a prática de atos de comércio ou quaisquer outros incompatíveis com o exercício do seu cargo ou função, nos termos da lei." É preciso escrever mais?' 

Atenciosamente,"

Regina Caldas - 14/9/2006

"Vou convidar os juízes

prá meu casebre no morro

par' onde com medo eu corro

nas minhas diárias crises

Aos marginais não avises

nem a Mané do armazém

de onde minha xepa vem

na lista do meu caderno

Quero mostrar meu inferno

não sei se tempo eles têm."

Ontõe Gago - Ipu/CE - 15/9/2006

"Bronca

Tem juiz puto da vida

com o Migaias, dotô!

Foi notiça difundida.

Já digo o que se passô.

Foro eles para a praia,

todos de sunga e sandaia,

dizeno assim: 'não espaia,

foi os banco que pagô!'."

A. Cerviño - SP - 15/9/2006

"Oxente, apareceu mais um? É pro A. Cerviño de Sampa:

Esse versinho é nortista!

essa língua é dos meus mano,

num pode ser da Paulista

cum seu céu de arioplano!

É cordel arcoverdense,

de Aderaldo, cearense,

ou Preá, pernambucano."

Zé Preá - 15/9/2006

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