domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Eleições 2006

de 17/9/2006 a 23/9/2006

"Inleição

Será no dia premero

que vamo tê inleição.

Todo povo brasilero

vai escolhê seus patrão.

Coisa que me deixa fulo

e não pode acontecê,

tanta gente pra escoiê

e o forgado vem dizê

que prefere votá nulo.

Escoiê bem candidato

é coisa que fais sentido.

É difici, isso é fato,

pois temos muito bandido.

Inleição é paiaçada?

Penso que isso não te espanta,

no meio de gente tanta

nenhuma pesoa é santa.

Melhor isso do que nada!"

A. Cerviño - SP - 18/9/2006

"Numa reportagem falando sobre o desânimo dos eleitores, a repórter questionou a um Professor se havia algum fator específico para ocasionar tanta descrença. Ele observou um fato quase óbvio, mas que poucas pessoas enxergam. Disse que nossos governantes são, na verdade, um reflexo de nós mesmos, pois todos nós temos um jeitinho para as coisas. Por mais honesto que seja, o brasileiro sempre acaba, em algum momento, valendo-se do 'jeitinho'. É esta cultura que deve ser extinta! Somente quando nós, brasileiros, eleitores, passarmos a manter uma postura ética em toda nossa vida teremos oportunidade de escolher governantes semelhantes a nós."

Andrea Pastuch Carneiro – escritório WBC – Walter Borges Carneiro & Advogados Associados - 18/9/2006

"É por essa razão que as coisas nesse país se encontram no conformismo. Sobre a colocação despótica 'forgado' do ilustre A. Cerviño, algo a desabafar. Se a preocupação é a escolha, é melhor tomarmos outra direção no que tange à democracia. Afinal de contas, para a verdadeira evolução social, toda e qualquer espécie de mudança é sempre necessária. Sendo assim, de duas uma: ou se retira a opção nulo/branco, ou a questão do voto facultativo entra em pauta. Um abraço da"

Tathiana Lessa - 18/9/2006

"O ser humano é o mesmo desde sempre... 'Uma nação pode sobreviver aos idiotas e até aos gananciosos. Mas não pode sobreviver à traição gerada dentro de si mesma. Um inimigo exterior não é tão perigoso, porque é conhecido e carrega suas bandeiras abertamente. Mas o traidor que se move livremente dentro do governo, seus melífluos sussurros são ouvidos entre todos e ecoam no próprio vestíbulo do Estado. E esse traidor não parece ser um traidor; ele fala com familiaridade a suas vítimas, usa sua face e suas roupas e apela aos sentimentos que se alojam no coração de todas as pessoas. Ele arruína as raízes da sociedade; ele trabalha em segredo e oculto na noite para demolir as fundações da nação; ele infecta o corpo político a tal ponto que este sucumbe'. Discurso de Cícero, tribuno romano, 42 a.C."

Dalila Suannes Pucci - 18/9/2006

"O voto do ministro Carlos Ayres Britto confirmando a negativa de registro à candidatura de Eurico Miranda que Migalhas divulga tão oportunamente (1.498 – 18/9/06 – "Migas – 5" – clique aqui), mostra que existe voz de qualidade institucional e compromisso social na Justiça Eleitoral, aplicando na tensão de princípios a preferência para os valores constitucionalmente proclamados em favor da cidadania. Espera-se que a força fisiológica que anula nos partidos políticos o crivo da moralidade, do respeito à cidadania  e dos sentimentos sociais no registro de candidaturas, não prospere na Justiça Eleitoral. Infelizmente, esta, muitas vezes atua ao sabor de valores equivocados, contribuindo para retardar o processo de construção social e jurídica da cidadania. É o caso, por exemplo, dos gastos com campanhas ditas educativas, que, na verdade, consagram desvios dos verdadeiros valores democráticos. Ocupar a televisão e gastar verbas públicas para glorificar o voto obrigatório que se contrapõe à liberdade fundamental de negar a existência de motivações para concorrer com a encenação política de eleições livres e anunciar que o eleitor é 'patrão' dos governantes que vão ser eleitos, destrata a cidadania."

Adriano Pinto – escritório Adriano Pinto & Jacirema Moreira - Advocacia Empresarial - 18/9/2006

"Em São Paulo/Capital, em uma casa entre a Rua Capote Valente e a Rua Oscar Freire, uma ruazinha em frente a saída do metro Sumaré, está localizado o comitê eleitoral do 'Sr. Genoino', candidato a deputado federal. Inacreditável ele está fazendo campanha, por favor confiram..."

Maria Cristina Perroni - 18/9/2006

"Não entendi a admiração da Dona Maria Cristina Perroni. O José Genoino não foi condenado e nem há processo correndo que possa impedi-lo. Cidadãos livres e inocentes não podem fazer campanha? A não ser por preconceitos e falsos moralismos de derrotados de véspera."

Armando Silva do Prado - 19/9/2006

"Telefones grampeados. Dossiês encomendados (Migalhas  1.498 – 18/9/06 – "O país dos dossiês"). Eleitores inventados. E tudo gira em torno do PT (alguém lembra o significado da sigla?) Depois de tanto tempo as notícias são as mesmas... As desculpas são as mesmas... Será que o presidente tem que ser o mesmo? Pobre país que acha que pode se dar ao luxo de jogar mais 4 anos de sua História fora..."

Eduardo Landi De Vitto - 19/9/2006

"Em que pese a bem fundamentada cartilha, ao que imagino, a diminuição do número de candidatos a deputado federal significará dificuldade de representação dos eleitores de municípios menores (Migalhas 1.498 – 18/9/06 – "Migas – 7" – clique aqui). Facilitaria a candidatura de pessoas mais estruturadas (ao menos, economicamente) e não, necessariamente, mais capacitada ou menos propensa aos atos repudiados pela sociedade (em princípio, o maior investimento poderia até sugerir maior propensão à 'antipolítica'). Por que não defender em vez de menor número de candidatos, o voto distrital? Isso sim aproximaria os candidatos de seus eleitores e facilitaria o controle, por estes, de seus atos. Em síntese, a diminuição de representantes é péssima para a representatividade popular (e para a aproximação do povo das funções de governo) que, afinal, seria o fim da função pública em questão. Prefiro, por esta razão, um Estado cada vez mais democrático, cada vez mais republicano e, sobretudo, honesto com seu povo. Por isso, sugiro repensar a idéia, a começar pela instituição do voto distrital."

Hélder Gonçalves Dias Rodrigues – Advocacia Rodrigues & Gonçalves Dias - 19/9/2006

"Os eleitores, que irão votar em LuLLa e reelegê-lo devem reexaminar a sua intenção. Pelo que está ocorrendo com a Petrobras, se LuLLa for reeleito, nós brasileiros corremos o sério risco de sermos governados pelo 'Trio Calafrio': o moribundo Fidel, o demagogo Chávez e o imbecil do Evo Morales. LuLListas, reflitam bem antes de votar para não se arrepender depois. O conserto pode demorar, no mínimo, 4 anos, ou mais, dado o exemplo do Trio."

Cláudio B. Costa - advogado - 19/9/2006

"Escuta nos gabinetes do presidente e do vice-presidente do TSE, mais de um milhão apreendido em mãos de quem diz ter recebido de membro do gabinete da Presidência da República urnas falsas encontradas na fazenda de deputado envolvido no escândalo do mensalão, aí então todos os ingredientes para o curso das eleições (Migalhas 1.498 – 18/9/06 – "Urnas eletrônicas falsas"). Democráticas com certeza..."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 19/9/2006

"A Justiça Eleitoral precisa estar atenta sobre a violação das urnas eletrônicas nestas eleições, em vista de que não há garantia absoluta de sua inviolabilidade (Migalhas 1.498 – 18/9/06 – "Urnas eletrônicas falsas"). Os hackers invadiram até o computador da Casa Branca dos Estados Unidos e por que as urnas eletrônicas seriam invioláveis? Todo cuidado é pouco com os petistas que querem se perpetuar no Poder. O correto seria que o voto eletrônico fosse impresso para uma possível conferência no caso de suspeita de fraude, como aproveitamento do voto branco ou nulo para determinado candidato."

Cleiton Rezende de Almeida - Araraquara/SP - 19/9/2006

"Diálogo do casal presidencial

Casal ao telefone

Lulinha, eu tô de novo

preocupada com tu

no comício da Bahia

tu tava mal pra chuchu

bebesse feito um gambá

por causa do caruru?

Minha lôra foi o Jaques

que me levou pra almoçá

e com comida baiana

tem que bebê pra entrá

pois se a pimenta ataca

eu me danava a peidá

Eu pensei que fosse Freud

que tava a te incomodá

pois esse dinheiro agora

veio mesmo pra atrapaiá

será que nas tais pesquisa

tu num pode despencá?

Minha lôra, assim é fróid

de novo eu tô no jorná

pro mode essa apreensão

da Poliça Federá

eu tinha que bebê todas

pra poder me sustentá !

Mas num sabia de nada

e tô nem aí pros fuxico

quanto mais falam de mim

melhor cum o povo eu fico

e disse: ACM é um rato

e seu neto é um nanico!"

Zé Preá - 19/9/2006

"A moralização do processo eleitoral depende de mudanças radicais no sistema. Falam muito mal dos políticos, mas nessa atividade o que importa mesmo é não perder, como em qualquer disputa. A safadeza começa com o eleitor, que pede dentadura, tijolo, passagem de todo o tipo, consulta médica, telhado, e por aí afora. A campanha é cara e vence quem está melhor aparelhado de recursos capazes de satisfazer essa demanda, não o intelectualmente mais capaz para o exercício da função. Assim, a condição prévia de uma candidatura seria a aprovação em teste de conhecimentos desejáveis para o nível de representação colimado. Com isso, não teríamos um Presidente que mete os pés pelas mãos quando fala improvisadamente e, do mesmo passo, desestimula a busca do saber como requisito para a ocupação de cargos de relevo, inclusive a 'suprema curual da República'. Se os candidatos a gari submetem a teste de escolaridade (a meu ver uma aberração - aptidão física deveria ser o único critério); se qualquer cargo público, excluídos os de confiança, exigem concurso; se ninguém pode comandar uma aeronave de qualquer tipo sem habilitação específica, tanto mais exigida quanto maior for o porte dela, por que se permitir que indivíduos se candidatem a cargos de elevada responsabilidade sem credenciais intelectuais para a função? Isso permite o primado da demagogia, da corrupção da máquina eleitoreira, da volúpia de promessas utópicas, nunca cumpridas justamente porque são utópicas, sobre o da seriedade e o da competência técnica. Acende-se a esperança nas massas e como a maioria pobre vive na expectativa de milagres, como ganhar uma casa na Telesena do Silvio Santos, que não resolve de modo algum o problema habitacional brasileiro, mas permite ao esperto comunicador ganhar milhões, QUEM OUSA PROMETER MUITO SE SAI MELHOR nos embates eleitorais. Cesta básica e bolsa-escola representam compra de votos em favor do governante de plantão, com nosso chorado dinheirinho. Outra distorção são as 'Cotas Raciais', que criam indesejável, sobre prejudicial, presunção de incompetência para o aluno. Justo e produtivo seria conceder oportunidades iguais a todos, pois no Brasil não se discrimina o negro, sim o POBRE, não importa seu nível de melanina. A própria mídia é muito hipócrita, que profliga os políticos de acordo com seu grau de interesse própria, vive de vender espaço bem pago a governantes que gastam nosso rico dinheirinho para alardear as obras, às vezes faraônicas e inacabadas, onde há sempre muito desperdício, do 'seu' governo. Aqui em Manaus, por exemplo, no afã de atrair eleitores, o candidato Amazonino Mendes, nosso conhecido de meio século, já promete complementar a bolsa-escola do Governo Lula com recursos estaduais. O interesse é sempre suspeito. O interesse é egoísta quando pessoal. O tema Segurança, sempre trazido à baila por candidatos a todos os cargos eletivos, apresenta como solução falaciosa o aumento do número de presídios e dos efetivos policiais, como a cenoura diante do burro carroceiro, nunca atingida,quando a melhora nessa rubrica exige medidas de longo prazo, com denodado combate à paternidade irresponsável, que puniria quem saísse por aí a semear filhos sem cuidar de sua 'lavoura', deixada ao encargo de terceiros que, por via dos impostos, ficam sem condição de cuidar da própria, de sorte que a Classe Média brasileira se acha em extinção. Vasectomia compulsória nesse pessoal, como medida cautelar e tutela antecipada do bem estar do menor. A paternidade é tão importante que os candidatos ao posto deveriam fazer curso. E a sociedade deveria garantir escola para todos e comida para a família desempregada, em vez de estimular a reprodução excessiva das camadas mais carentes e menos qualificadas, donde resultam cidadãos de terceira classe. O incentivo ao casamento, com financiamento de moradias a juros progressivamente menores, por pouco que fosse, para quem permanecesse mais anos no casamento. Como se sabe, o interesse individual é a grande força, daí o fracasso dos governos comunistas no mundo. Ninguém constrói balsa para fugir para Cuba porque lá só o Fidel tem lugar de destaque. Não há possibilidade de enriquecimento individual dos indivíduos, como no 'Sonho Americano'. Daí o fato de as balsas serem construídas para fuga da Ilha. Fico por aqui."

Isaac Newton Pessoa - 20/9/2006

"(Migalhas 1.498 – 18/9/06)

'Higiene na corte

Num procedimento asséptico no TSE, descobriu-se que os telefones do presidente da Corte, ministro Marco Aurélio, do vice, Peluso, e de um terceiro ministro, Marcelo Ribeiro, que julga as infrações à propaganda eleitoral, foram grampeados. Em nota divulgada neste domingo, o TSE informou que os grampos foram encontrados após uma varredura "para verificar a segurança das linhas telefônicas dos ministros".'

Qual a novidade? O ACM sabe a lição similar de 'cor e salteado'. Quando presidente do Senado fez pior com o 'placar eletrônico' etc., ainda lá permanecendo como prêmio. Quem já dissera, em palavras outras, 'não ser o Brasil um país de políticos sérios?'. Quem, quem?"

Maria Zildene de Souza e Silva - 20/9/2006

"Sinhô Deretô: tem um broco de carnavá nin Recife que se chama-se 'Nóis sofre, mais nóis goza'. Pois num é qui baxô nim mim esse esprito de fazer uma gozaçãozinha cum nosso Chefe maiorá. Oie bem cuma ele tá uma gracinha. Vô até comprá a bonequinha pra alegrá o Natá dos meus subrinhos. Falei pôco mais dixe bom, num dixe?"

Zé do Morro - 20/9/2006

"Os candidatos às próximas eleições concorrem a cargos relativos a legislar e a administrar a coisa pública. Sem dúvidas, seja para legislar, seja para administrar, é requisito essencial algum tipo de preparo. No entanto, o que se vê é um espetáculo deprimente no horário eleitoral gratuito. Se por um lado é um verdadeiro absurdo que tenhamos de conviver com esse verdadeiro circo de horrores, por outro lado nos é dado a conhecer um pouco dos partidos políticos de nosso país. Isso porque podemos saber quais os partidos políticos que estão engajados em colocar qualquer despreparado na política. Que tipo de partido hospeda uma Lurdi Jipão, que se apresenta como uma rapariga que tem 40 anos de cabaré, e que lista, em sua propaganda os principais cabarés que freqüentou? (clique aqui). Que partido político dá legenda ao Emanoel dos aposentados? (clique aqui). Isso sem falar na Ruth Lemos, aquela do sanduíche-iche, que achou interessante se candidatar após ter aparecido em programa de televisão que foi transmitido mostrando-a ridícula. (clique aqui). Bom, também, é conhecer o candidato a governador Roberto Pereira. (clique aqui). Interessante, igualmente o Super Moura, o candidato a deputado estadual. (clique aqui). Ou o candidato das Raves (clique aqui), ou Barichelo (clique aqui). Como podem ser candidatos pessoas cuja falta de decoro é por elas mesmas exibida? Como existem partidos políticos que recebem tais pessoas e lhes garante legenda? É a isso que se dá o nome de democracia? Onde está o Tribunal Eleitoral, que permite esse nível de cretinice? Que tipo de gente será escolhida para legislar e administrar a coisa pública? Ainda outro dia correu a Internet uma frase: 'É pena que só no horário eleitoral gratuito os políticos estão em cadeia nacional'."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 20/9/2006

"Depois de acompanhar todas as opiniões e críticas dos colegas migalheiros, chegamos a uma única conclusão: A democracia, que parte de uma premissa básica verdadeira, qual seja, o poder sendo exercido pelo povo, não existe no Brasil, na prática. O povo é induzido pelo poder econômico inúmeras vezes (não sempre). É com tristeza que veremos milhões de pessoas se encaminhando para a urna eletrônica com o seguinte pensamento: 'Vou votar no Lula porque já ganhô, né?'. E os mensalões, sanguessugas e outros ladrões porcos que aparecem na TV (e também os que não aparecem, pois ficam nos bastidores) sorriem aliviados. Pelo menos até que a Polícia Federal bata em suas portas."

Abbelardo Bartosa - 20/9/2006

"'Frita o peixe e vigia o gato'. Com esse título, Migalhas de 19/9/06 publica matéria sobre as doações de empresas aos candidatos nas próximas eleições (1.499 – "Lá e cá" – clique aqui). A matéria informa que a receita dos candidatos que, no primeiro mês da campanha alcançou míseros R$ 152,727 milhões, em Agosto ultrapassou R$ 698,386 milhões. É de se imaginar que quase a totalidade desses recursos estará à disposição dos dois principais candidatos, Lula e Alckmin. No entanto, é curioso ressaltar - e a própria matéria informa - que aqueles candidatos declararam, respectivamente, que pretendem gastar R$ 89 milhões o Lula e R$ 85 milhões o Alckmin. Como não podem gastar mais que o declarado, os dois terão gastos que, somados, chegam 'apenas' a R$ 174 milhões. É curioso notar que, considerando-se o valor até o momento arrecadado, estão 'sobrando' qualquer coisa como R$ 524 milhões, valor que deverá ser substancialmente ampliado até as eleições. Vai daí que uma conclusão de pronto se impõe: é preciso evitar que outras pessoas 'colaborem' com os candidatos, já que o dinheiro não poderá ser aproveitado. E, então, uma pergunta: para onde vai o 'restinho' do dinheiro, aqueles míseros R$ 524 milhões? Por outro lado, é interessante notar - o que a matéria publicada mostrou - que, no Brasil (é assim no resto do mundo?), as doações são perfeitamente 'ideológicas'. Ou seja, quem dá para um, dá para o outro também. O que significa isso? Há doadores que brindaram os dois candidatos com valores idênticos, nada desprezíveis. Outros brindam um candidato com mais e outro com menos. O que isso significa? Que gostam mais de um do que do outro? Que acham que ambos devem ganhar as eleições, porém um mais que o outro? Ou será porque ninguém sabe o dia de amanhã e é bom acender velas para todos os possíveis futuros ocupantes do Poder? Será 'perigoso' não fazê-lo? Difícil saber. O que não é difícil saber é que quem dá valores tão expressivos a candidatos, certamente espera um retorno. Pensando em tudo isso, desejo a todos boas eleições. Não se esqueçam que o Brasil vale o seu voto. Ou, talvez, a sua doação. Pensando, ainda, mais além, de maneira mais religiosa do que ideológica, será lícito esperar que quem dê mais, receba mais? Porque, sem dúvida, um voto acompanhado de R$ 1 milhão, vale mais do que o meu. Ou do que o seu."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 20/9/2006

"Ouço de um taxista: pedi a um rapaz vizinho, que vive zanzando por ali, que me ajudasse a levar uns entulhos do meu quintal até a frente da casa, onde uma camionete esperava para levar o entulho embora. Ofereci 15 paus. 'O Lula me paga 100 pra eu não fazer nada e tu me oferece essa merreca?' foi a resposta, diz-me o taxista, que conseguiu a boa-vontade do rapaz por 30 reais. Eu, filosoficamente, brinquei com ele: 'dize-me com quem andas e eu lhe direi quem és!' É esse o tipo de gente que estamos (estamos?) produzindo neste país. Por menos do que isso o Getúlio se matou e o Jânio renunciou. Aguardemos, irmãos."

A. Cerviño - SP - 20/9/2006

"Caros amigos do Migalhas (um espaço realmente democrático) - Fala-se muito na necessidade de reformar o sistema eleitoral e partidário. Concordo com isso e quero dar minha contribuição: em face dos últimos acontecimentos, diante do cenário que se descortina para o próximo pleito eleitoral, considerando que a bandidagem, a desfaçatez, o faz-de-conta, o ridículo e o deboche foram institucionalizados, proponho que as eleições passem a ser realizadas no mês de Junho, tendo em vista que os partidos políticos foram substituídos por quadrilhas."

Adilson Dallari - 20/9/2006

"'Muitos jornais trazem hoje um paralelo desse episódio com o que envolveu o Gregório Fortunato, segurança do presidente Getúlio Vargas. Fortunato tomou a iniciativa de tentar matar o deputado Carlos Lacerda, um oposicionista de Vargas e, obviamente, que o presidente não sabia daquilo e acabou numa situação de tal gravidade que Vargas cometeu suicídio', afirmou Suplicy, durante o lançamento do programa de governo do candidato do PT ao governo de São Paulo, Aluísio Mercadante. Partindo de quem partiu, o que significará essa frase? Apenas mais uma das escorregadelas do senador? Ou uma sugestão?"

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 20/9/2006

"Realmente, vale tudo nas eleições no Brasil. Uma das coisas mais interessantes é o fato de muitos candidatos se apresentarem com apelidos, codinomes ou indicações não necessariamente verdadeiras. O circo das eleições no nosso país nos apresenta, somente em São Paulo, candidatos a Deputado Federal como:

* ADVOGADO DO POVO, do PP

* AMIGUINHO,  do PPS

* ARNÔ CABELEIREIRO,  do PL

* ASSUNÇÃO “A MULHER EM AÇÃO”, do  PSDB

* AZULÃO, do PMN, cuja ocupação declarada é: “outros”

* BARTAZÁ, do  PRP, cujo nome é Marcos Alberto Vieira

* BEBÊ, do PSDC, que é motorista de ônibus

* BOCA DA VERDADE, do PSC

* CARLINHOS DA FARMÁCIA, do PSC

* CORONEL GAMA SANTOS, do PMDB, que indica como ocupação: “outros”

* CHINELO, do PSB

* CHORÃO, do PL

* CORONEL COSTA RAMOS, do PV, que indica como sua ocupação: “advogado”.

* COTONETE, do PSDB

* CAWBOY DO ASFALTO, do PSOL

* DR. SABÁ, do PDT, que declara sua ocupação como: “outros”

* ESQUILO, do PSDC

* GENÉRICO, do PSB

* HÉLIO GAGUINHO, do PV

* JOÃO MELLO TÁ BOMBANDO, do PSB

* MESTRE XAMAN, do PTB

* MIRO TAXI COM VOCÊS, do PT do B

* MISSIONÁRIA IRMÃ CÍCERA, do PV que, no entanto, se declara empregada doméstica

* PALHAÇO PIMPÃO, do PRP

* PASTOR PAULO DONATO, do PSB, que se declara empresário

* PEDRO DAS MUDAS, do PAN

* PEDRO DA SUCATA, do PSDB

* PASTOR MÁRCIO LEON, do PPS, que se declara analista de sistemas

* ROBERTO DO PÃO, do PHS que, convenientemente, é padeiro.

* ROBINHO, do PPS, que não é o jogador de futebol

* ROSA DO INSS, do PP, que é servidora pública federal

* SAMUEL FEDERAL, do PMN, que é candidato a deputado federal

* SEU MADRUGA, do PRP

* TONINHO DA CARRETA, do PMN

* TONINHO DO JORNAL, do PTN

* TREMENDÃO, do PTB

* ZÉ BONITINHO, do PHS

Não parece uma certa falta de decoro um cidadão que, evitando usar o próprio nome (e sobrenome), requisitos para identificar, pessoas prefiram esses ridículos codinomes e apelidos? Será que ZÉ BONITINHO, CHINELO, COTONETE, CAWBOY DO ASFALTO ou SEU MADRUGA, sabem que o emprego é para representar os eleitores fazendo Leis, que é o que antigamente o Legislativo fazia? Ou será que isso - esse circo de absurdidades - representa, apenas, o  efeito do desemprego  em nosso país? E nós, cidadãos eleitores, devemos escolher entre esses os nossos representantes - ou empregados, como insiste o Tribunal Eleitoral - para que integrem o Congresso Nacional e produzam projetos de Leis? Durma-se com um barulho desses..."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 20/9/2006

"Caros amigos, na toada da sugestão do Professor Adilson Dallari (Migalhas 1.500 – 20/9/06 – "Migalhas dos leitores - Contribuição humorística"), sugiro que o TSE contrate um observador internacional da Al-Qaeda para as eleições de junho. Afinal de contas, a quadrilha é organizada em células autônomas, muitas delas em estado latente durante vários anos. E, se descobertas quando acionadas, desprendem-se da célula-mater e martirizam-se. Esse modus operandi escapa à compreensão usual dos Tribunais em um Estado que se pretenda Democrático de Direito. Logo, os nossos Ministros podem encontram obstáculos somente transponíveis com expertise internacional. Cordialmente,"

Egon Bockmann Moreira – escritório Bockmann Moreira & Advogados Associados, Curitiba/PR - 20/9/2006

"Palavras do candidato Sergio Cabral em sua campanha para o governo do Estado do Rio de Janeiro, no horário gratuito do dia 20 de setembro às 13 horas: 'Eu tive a maior votação para senador no Rio de Janeiro e é para essas pessoas que eu vou governar'. Sergio, o compromisso de governo não seria para com todas as pessoas do Estado?"

José Carlos Guimarães - 20/9/2006

"'Onde está o Tribunal Eleitoral, que permite esse nível de cretinice?' - Estive no Panamá em dia de eleição. As cédulas ali contêm figuras para que os eleitores escolham seu candidato. Cada figura um candidato. Isso 'democratiza' a eleição e o governo não se preocupa em fazer essas pessoas aprenderem a ler. No Brasil, além desses apelidos ridículos, há os aproveitadores da homonímia. Já vi Silveira Sampaio, Ademar de Barros, Sílvio Santos, Juarez Távora e tantos outros homônimos de gente famosa a confundir os eleitores. Se, em lugar de um Freud, tivéssemos agora um Jung, talvez até eu caísse nessa. Quanto aos 'nomes de guerra', a não ser que se cuide de pessoa notória, assim conhecida em razão de sua atividade (esportista, artista e que tais), os juízes eleitorais podem perfeitamente barrá-los, bastando dar à Lei Eleitoral uma interpretação restritiva, condizente com sua finalidade e a seriedade do assunto."

Adauto Suannes - 21/9/2006

"O macartismo tomou conta da grande imprensa. Acusa-se a torto e a direito. Vale-tudo. Denuncia-se com indício ou sem prova nenhuma. É como se vivêssemos nos idos de 64, inclusive no linguajar agressivo. Só falta um detalhe importante para a consecução dos objetivos dos golpistas de fancaria. O detalhe veste 'verde oliva' e, hoje, por força do Estado Democrático de Direito, está cuidando de suas atribuições constitucionais. O desespero do vale-tudo aumenta porque o povo está 'blindado' contra as manipulações. A resposta virá aos milhões no próximo dia 1º. Aguardem, mas por enquanto chorem na cama, que é lugar quente."

Armando Silva do Prado - 21/9/2006

"Os criminosos acusam. Um Tribunal Eleitoral vira Tribunal Inquisitorial (Migalhas 1.500 – 20/9/06 – "Migas – 3" – clique aqui). Mas, o sanguessuga Serra segue tranqüilo. Isto é o Brasil. Os Criminosos acusam."

Deusdedith Carmo - 21/9/2006

"Em sua mais recente manifestação, ALOIZIO MERCADANTE disse que o seu partido deu uma 'grande contribuição' para o País e que cometeu 'graves erros'. Decididamente, devemos entender que a 'grande contribuição' para o País não foram os 'graves erros'. POIS BEM: em respeito à dignidade de todos os eleitores paulistas, o candidato ALOIZIO MERCADANTE deverá aclarar essas suas afirmações, especificando qual foi a 'grande contribuição' e quais foram os 'graves erros'. Ao ensejo, deverá esclarecer porque utilizou a expressão 'grande contribuição' no singular, enquanto que a expressão 'graves erros' foi dita no plural."

Pedro Luís de Campos Vergueiro - 21/9/2006

"Talvez o Senhor Armando Silva do Prado tenha razão em um ponto. Ao que parece, o Brasil vive um período semelhante àquele perpassado pelos Estados Unidos na década de 50. Só que infelizmente nós não contamos com o famoso Comitê para as Investigações Anti-Americanas, comandado pelo Senador McCarthy. Ressalto, antes que as viúvas de Stálin se enervem, que, com uma única exceção, todos os jornalistas investigados pelo Senador Joe McCarthy recebiam, sim, dinheiro da URSS, como ficou demonstrado em 1992, quando foram abertos os arquivos secretos de Moscou. Será que se nós resolvêssemos investigar os jornalistas brasileiros, encontraríamos apenas aqueles oitocentos que, como o próprio presidente da CUT certa vez afirmou, recebem para fazer panfletagem para o PT? Acredito que não. Encontraríamos milhares deles, pois, se hoje temos o Lula na presidência da República, isso se deve aos muitos jornalistas que, como Franklin Martins, trabalharam e trabalham para o Partido dos Trabalhadores."

Tiago Bana Franco - 21/9/2006

"Não, não e não. O presidente não sabia de nada. Nada viu, nada ouviu e nada disse e, muito menos, autorizou. Uma verdadeira conspiração promovida por companheiros nos quais confiava. E nem havia motivos para ser diferente, já que ele, o presidente - ao menos isso ele sabia - colocou-os em cargos-chave no governo e em sua própria campanha à reeleição. Mais uma vez traído, o nosso presidente. Cercado de traidores que tramam, à sorrelfa, sua não reeleição. O mesmo - como se sabe - aconteceu a Getúlio Vargas quando Gregório Fortunato, tentando proteger o chefe de suas culpas evidentes, agravou o quadro tentando matar Carlos Lacerda, o maior crítico do governo. Getúlio - ao que consta - de nada sabia. Ou sabia, e ficou na mão com a incompetência de seu assessor que, afinal, falhou e não conseguiu matar Lacerda. Entre a cruz e a espada, e não podendo fugir às suas responsabilidades, se suicidou, naquele agosto do longínquo 1954. Como disse em sua carta-testamento, deixou a vida para entrar na história. E, de fato, entrou. Agora, tudo se repete com o presidente Lula que, não podendo estar presente no Alvorada - já que a maior parte do tempo está longe do Planalto em intermináveis viagens - deixa as coisas nas mãos de pessoas que pareciam de confiança mas que, por completa incompetência, praticam atentados, dessa vez contra a democracia e o Estado de Direito, cooperando, afinal, para matar sua própria candidatura. Getúlio, que só tinha um Gregório Fortunato - que cuidava de sua segurança - acabou se matando, e passando para a história. O problema de Lula é muito maior. Cercado por um verdadeiro exército de Gregórios e Fortunatos, todos interessados na sua segurança e felicidade - não só pessoal mas de toda a canalha - se vê diante de mais um atentado que também falhou. Um segurança desqualificado (que foi alçado à condição de assessor direto do presidente), um técnico em enfermagem (guindado a diretor de banco estatal), o organizador da máfia das ambulâncias (que sangrava o erário em milhões de reais), um ex-policial federal e agora advogado encarregado de analisar a viabilidade jurídica do atentado, um companheiro filiado ao PT de Mato Grosso (e que controla a Funasa local), um ex-secretário do Ministério do Trabalho (que elaborou a campanha de Lula) que atua no preparo, divulgação e venda de notícias falsas sobre candidatos oposicionistas, e até o próprio presidente do PT - pois que, afinal, todos são petistas - esses os Gregórios Fortunatos do presidente, que organizaram (sem nada dizer ao seu chefe, é claro) um atentado visando fraudar as eleições, liquidar com o processo eleitoral e matar - não um jornalista - mas a instituição que juraram defender. Getúlio, como se disse, premido pelas circunstâncias, e pelo fracasso do atentado com o qual pretendia calar um jornalista, se suicidou, saindo da vida para entrar na história. Não se espera tanto de Lula que, afinal, de nada sabia. Mas sem dúvida, espera-se que saia da vida pública e entre na história. Certamente como chefe de um dos mais corruptos governos que esse país já teve. Se não tiver hombridade suficiente para fazê-lo, que o faça o Tribunal Eleitoral, que não pode se calar diante do ambiente de devassidão em que se transformou a política no Brasil. Até porque não se pode esperar que o povo possa escolher entre tantos candidatos, todos com propaganda gratuita na televisão, e sem acesso às informações pertinentes a cada candidato. Informações verdadeiras e não esse simulacro de informação que é o horário gratuito de televisão. Certos candidatos, e nisso terão os eleitores que contar com a rapidez do TSE, devem ser impedidos de se candidatar."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 21/9/2006

"Mais um petista com prisão requerida. Agora é Palocci, o ex-ministro e ex, também, prefeito de Ribeirão Preto (Migalhas 1.500 – 20/9/06). Segundo o delegado seccional daquela cidade, as provas de fraudes em contratos de lixo e de varrição pública e o conseqüente desvio de mais de 30 milhões de reais são incontestáveis. Mas, vai daí que existe a Lei Eleitoral, que não permite a prisão de candidatos desde 16/9 até 48 horas depois das eleições de 1º de outubro. Lei boa essa, que permite que pessoas envolvidas em crimes concorram às eleições e que, até, sejam eleitos, garantindo-se através das imunidades a que terão direito. Mas, fica o registro. Mais um petista que usou o lixo para desviar dinheiro. O mesmo lixo que não só existe em Ribeirão Preto, mas em todo o Brasil, que assiste atônito ao lixo em que foi transformada a política no Brasil. A nós, eleitores, cabe apenas tentar evitar que o lixo político seja jogado para baixo do tapete. E isso se faz, obviamente, barrando a eleição dos conhecidos corruptos e desonestos, banindo-os da vida pública onde pretendem se esconder."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 21/9/2006

"O brasileiro sente falta de candidatos que amem a família, os valores tradicionais cristãos, a moral, os bons costumes, e que tenham horror à corrupção e à falta de caráter. Parece-nos que Geraldo Alckmin possui estas qualificações. Nada há em sua história que o desabone. O problema é que essa afirmação demora para chegar aos ouvidos de boa parte do povo, que já é sofrido demais para ficar pensando em quem vai votar. As eleições no Brasil funcionam assim: muita gente escolhe candidato na última hora, pegando aqueles 'santinhos' no chão da rua. E com referência a Alckmin, sem dúvida o melhor candidato desde há muito tempo, o povo poderá se arrepender amargamente se outro vencer em seu lugar."

Euclides Costa Cardoso - 22/9/2006

"O Brasil só tem jeito se os políticos voltarem seu coração a Deus, com fé, como fazem os honestos pais de família que lutam em seus trabalhos e lares por Justiça e por uma sociedade mais solidária. Um país que enaltece o 'estado laico' está fadado ao fracasso representado pelo controle ou do poder econômico, ou do poder secreto minimalista. E é assim que é. Libertação já, com coragem e paz, e com Jesus!"

Wagner Jorge de Campos Tez - 22/9/2006

"Solicito um esclarecimento ao ilustre ministro Gerardo Grossi (Migalhas 1.501 – 21/9/06 – "Na corrida" – clique aqui): o art. 37 da Constituição da República é ou não é Lei."

Ricardo Cardoso Teixeira de Salles - 22/9/2006

"República dos traídos. Ou dos traidores? Lula, como se sabe, nunca sabe de nada, nunca viu nada, nunca ouviu nada e o que diz é, apenas: 'Fui traído'. No entanto, é uma traição sem traidores, já que Lula, em nenhuma das vezes em que foi à televisão dizer-se 'traído pelos companheiros' indicou sequer um dos traidores. Caindo Berzoini, o presidente nacional do PT - repita-se, o presidente nacional do PT -, os jornais informam que isso se deu em virtude da exigência de dois outros petistas, Dilma Rousseff e Tarso Genro, na tentativa de evitar que a crise política atingisse o chefe virtual do PT, o presidente. Quanto a Dilma Rousseff - dizem os jornais - afirmou ela sentir-se traída por Berzoini, ao saber que ele sabia da mutreta do falso dossiê encomendado pelo PT, o partido que preside, o partido do presidente Lula. Outro envolvido no caso, outro petista por coincidência é claro, é Hamilton Lacerda, que vem a ser o coordenador de comunicação da campanha de Mercadante ao governo de São Paulo. Mercadante, então, dizendo-se traído - segundo os jornais de hoje - e alegando quebra de confiança por parte do candidato, afastou-o. Berzoini trai a confiança de Dilma Rousseff, Hamilton trai a confiança de Mercadante, ou seja, dois petistas eméritos, coordenadores das campanhas dos candidatos à Presidência da República e ao Governo de São Paulo, são os traidores escalados. E o PT, segundo o presidente, o trai, assim como tem sido vítima de traições diversas dos que o cercam. Até o santo desconfia quando a esmola é demais. Até nós, eleitores ignorantes, desconfiamos quando a coincidência é demais. Ou, quando há muita coincidência, é porque não é coincidência. A verdade, evidente, é que nessa república Lombrosiana - como disse José Nêumane em artigo publicado no Estado de S. Paulo - não há traídos e nem traidores. O que há, é claro, é uma vocação para o errado, um hábito de desonestidade e um absoluto desrespeito pelo povo, pelos eleitores, pela nação e, afinal, pela democracia. O que nos leva à conclusão contrária que, afinal, há traídos e traidores, esses últimos conhecidos de todos. Traído é o Brasil, que tem de suportar essa corja de despreparados que se apossou do Poder, transformando nosso país nessa caricata república sindicalista na qual vivemos. Enquanto tais elementos saqueiam os cofres públicos e repartem entre si o butim que acaba em cuecas e malas dos companheiros, o fruto da pilhagem generalizada serve para pagar ambulâncias superfaturadas, apoio político de mensaleiros e a produção de falsos dossiês contra candidatos de outros partidos. As próximas eleições devem ser aproveitadas para expurgar o país, tirando do Poder essa súcia que se infiltrou em todos os cantos do governo. Expurgar, purificar, tirar as sujidades, limpar, corrigir, ou qualquer outro sinônimo serve para significar o que deve ser feito no país, o que só se dará expulsando da vida pública tais políticos e imunizando o país de sua presença na vida pública. Como se faz com uma praga..."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 22/9/2006

"Faça de seu voto a arma que cura, salva e limpa. Não reeleja político picareta, ladrão, corrupto e mal intencionado. Castigue-o, puna-o, fazendo-o trabalhar, suando a camisa e sendo tão brasileiro quanto você."

Renzo Sansoni - 22/9/2006

"Prezados Senhores, Recorro a Migalhas, em caráter de urgência, para dirimir uma dúvida, cuja repercussão em termos de custos é incalculável, pois são milhares de indústrias com jornadas regulares de trabalho aos domingos (turnos). O dia 1º de outubro de 2006, dia das eleições, é considerado feriado ?"

Siegurd Dunce - 22/9/2006

"Foi publicado ontem no Jornal do Commercio, coluna da Márcia Peltier, informação que o PSOL está sendo investigado pela DPF porque tem ficha (falsa) de filiado no partido. Ninguém comentou."

Virgilio Romano - 22/9/2006

'A respeito da indagação de Siegurd Dunce (Migalhas 1.502 – 22/9/06 – "Migalhas dos leitores - Dia da eleição é feriado ?"), tenho a dizer que 1º de outubro próximo é considerado feriado nacional, conforme artigo 380 do Código Eleitoral, que assim considera 'o dia em que se realizarem eleições de data fixada pela Constituição Federal'. É o caso, vide artigo 77 da Lei Máxima. Abraços."

Rodrigo Acuio - advogado em São Paulo - 22/9/2006

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