quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Sanguessugas

de 17/9/2006 a 23/9/2006

"Prezado Diretor, Ouso discordar in totum do senador Ney Suassuna (PMDB/PB), ao depor na semana pretérita no conselho de ética do Senado. O senador teve a audácia de desdenhar das migalhas, ao declarar a seguinte frase: ‘Deus me deu posses para eu não precisar de migalhas’. A frase foi transcrita na última edição da revista Veja, nº 37 de 20 de setembro de 2006. Ora, se o senador soubesse da importância de uma migalha diária, tenho certeza absoluta que ele se sairia bem melhor em sua defesa no conselho de ética, pois bastava apenas ele ler este respeitável matutino diariamente para comprovar que uma migalha de informação vale muito mais do muitas posses por aí. Opa! E por falar em posse, o senador se cuide, pois do contrário, ficará sem tomar a posse que ele tanto fala. Saudações Migalhas,"

Adilson Coutinho Filho - Correspondente Migalhas, João Pessoa/PB - 18/9/2006

"Sr. Diretor. Nesta época de eleições é preciso olhar com cuidado o que escrevem os jornais, principalmente quando tendenciosos para um lado. Quanto ao episódio dos sanguessugas, o que eu entendo como advogado e mesmo como jurista, não foram presos ambos os donos autores das falcatruas das ambulâncias devido a  estelionato. Foram presos por ocultar provas, tanto que foi suspenso o benefício da delação premiada. Mas não é o que dizem os jornais tendenciosos. É bom os leitores colocarem os pés atrás, como eu faço. Se estavam vendendo as fotos e demais provas, enquanto não irrefutáveis, que serão apuradas depois de muito estudo, por que não estariam também os do PSD e PFL interessados? Se legítimas as provas, sem dúvida, afim de que elas não aparecessem, haveria interesse daqueles Partidos; pois, se legítimas, causariam muita confusão e até muito mais para quem interessado, e é óbvio que aos primeiros interessados teriam sido oferecidas antes e quiçá (falo como advogado do diabo) talvez até adquiridas, para não aparecerem. Ora! Quem visa obter ganho e tem cópias oferece-as a Deus e ao diabo. Logo, no episódio, deve-se  esperar o resultado da análise, se legítimas ou não; não nos precipitarmos, porque está provado que os fraudadores, mais que tirar vantagem das ambulâncias, visavam, como dizem vulgarmente, faturar em cima daqueles que colaboraram nos delitos. Para mim, isso tudo foi adrede preparado; e não há punição para chantagem, nem existe o termo no Código Penal; e estelionato não é crime formal, como extorsão, que não admite tentativa. Atenciosamente"

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 18/9/2006

"Sr. Diretor. Leio em Migalhas (1.498 – 18/9/06 – "Migalhas Clipping")

Folha de S. Paulo - São Paulo

"Preso diz que PT pagou entrevista contra Serra"

O Globo - Rio de Janeiro

"Preso afirma à PF que PT paulista pagou por dossiê" 

Ora! ao que me consta ninguém pagou ninguém porque o dinheiro foi interceptado pela Polícia Federal. E não foi nem sequer posto à disposição da imprensa, para saber se ele existe. Isto está muito confuso. Não nos esqueçamos, outrossim, que os fins justificam os meios: 'In politica nemo inocens est usque ad contrarium probare' (na política ninguém é inocente até provar o contrário). Ao contrário do lema: Todos são inocentes até que se prove o contrário. Para mim, o episódio é por demais obscuro para que servisse de pedido de 'impeachment' de Lula, mais um, que se deve ao desespero da oposição, que, pelo visto, tem certeza de que perdeu a eleição e não quer  esperar mais 4 anos. Note-se que sou neutro. Não embalo nenhum dos lados."

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 18/9/2006

"Como se já não bastasse o Delúbio ter inventado o 'dinheiro não contabilizado' para mascarar o caixa 2 de seu partido, agora o presidente do mesmo PT chama de 'operações de informações' a compra do dossiê dos Vedoin. Será que esta é mais uma tentativa de 'maquiar' o crime cometido?"

Rafael Galvão Silveira - 20/9/2006

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