sexta-feira, 23 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Banco do Brasil

de 7/1/2007 a 13/1/2007

"Não é de hoje que se tenta alterar o nome do Banco do Brasil (Migalhas 1.568 – 5/1/07). Já houve a tentativa no passado de se alterar o nome para 'Banco Brasil', excluindo-se o 'do'. Tal tentativa não logrou êxito naquela oportunidade devido ao movimento que se instaurou dentro da instituição, com a ampla participação do funcionalismo e sindicatos dos empregados. Parece-me que a idéia por trás disso é a mesma, qual seja, desvincular a sua imagem de 'bem público', passando a ser tratado como uma empresa privada, permitindo-se até falar na sua privatização. Será?"

Ronaldo Salgado - 8/1/2007

"Banco do Brasil ou Banco do Zé, da Maria (Migalhas 1.568 – 5/1/07)... As investidas contra o Banco do Brasil me acompanharam nos 35 anos em que, desde a puberdade, dediquei-me, após concurso público, ao seu serviço, e em que fui ardoroso sindicalista. Fundador e presidente de sua 'Comissão Sindical' no Rio de Janeiro e em âmbito nacional, colaborador e muitas vezes editorialista da revista e depois jornal Bancário, simultaneamente com a Resenha Sindical, editada pela CONTEC, defendi, com muitos patriotas, essa notável Instituição do povo brasileiro, fundada por D. João VI e que vão acabar destruindo por entregá-la à sanha do lucro fácil da globalização. Nessa luta, fui reconhecido judicialmente presidente eleito no pleito de 1975 do Sindicato dos Bancários do Rio. Apesar de suas deficiências naturais, o BB é instituição onipresente no processo de desenvolvimento brasileiro, ao lado de outras como nosso glorioso EB, razão de os 'calabares' da vida virem tramando sua privatização. Acho que estão começando por disfarçar sua titularidade, crismando-o Banco de Zé, Raimundo, Severino etc., até resolver abrir o jogo com outros apelidos como Bank of..., HRofWORLD, Bush's bank ou outros mais pedantes. Uma vergonha, uma vergonha!"

Antônio Carlos de Martins Mello - 8/1/2007

"Talvez seja a única coisa verdadeira que a petelhada do Banco do Brasil vai deixar como herança. Da criatividade ensandecida do aparelho petista no BB vai emergir o verdadeiro nome do Banco do Brasil, aquele que define a história recente do conhecido estabelecimento bancário federal:  BANCO DA MÃE JOANA."

Alexandre de Macedo Marques - 8/1/2007

"Não esquecemos que o início deste Banco se deu exclusivamente com suor do I. Irineu Evangelista de Sousa, mais conhecido como Visconde de Mauá, abocanhado por D. Pedro II. Ressaltando, ainda, que sua única função pública seria de promover a livre concorrência do setor bancário (juros baixos...). Quem dera ter ficado na mão do grande empreendedor de outrora..."

Sidval Alves de Oliveira Junior - 10/1/2007

"Pelo pouco que sei, um dos agravantes da Crise de 1929 foi o fato de que muitas pessoas, contrariando diversos sinais do mercado, deixaram o seu dinheiro no 'Banco dos Estados Unidos' (que era um banco privado), pois acreditavam que era um banco governamental e que, portanto, nunca quebraria (teria a garantia do governo). Esse banco quebrou e deu no que deu... Será que a mudança de nome do Banco do Brasil serve para tirar do imaginário popular a idéia de que esse Banco 'nunca vai quebrar'?"

Daniel Silva - 10/1/2007

"O atual Banco do Brasil não tem absolutamente nada a ver com o Banco do Brasil criado pelo Irineu Evangelista. Este último, privado, quebrou ainda quando o Visconde era vivo. Essas artimanhas marqueteiras de mudanças de nomes (sic) mostram bobeira e falta de imaginação, pois banco é banco e ponto."

Armando Silva do Prado - 11/1/2007

"Cruzes! Para que tanta polêmica em torno de uma campanha publicitária que deverá durar apenas trinta dias? Ao que parece, os publicitários conseguiram o que pretenderam."

Alexandre Barros - advogado em BH/MG - 12/1/2007

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