sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Internet

de 7/1/2007 a 13/1/2007

"Caros senhores, Lendo o artigo postado na data de hoje, intitulado 'O vídeo da Cicarelli – II' (Migalhas 1.568 – 5/1/07), notei que poderia esclarecer um dado técnico que ficou pendente. Já existem meios técnicos de burlar os dados que indicam a  origem do internauta, por meio de um servidor de internet chamado 'proxy'. Este servidor atua como um intermediário no acesso ao site desejado, recebendo o endereço de destino e contatando este, o qual retorna a informação ao requisitante. O servidor 'proxy' faz a conexão no site desejado, informando seu endereço (da região geográfica que está localizado), e não do verdadeiro requisitante. O site de destino somente conhece a localização do 'proxy', e não do internauta que requisitou. Desta forma o controle exercido no site falha, ao passo que o verdadeiro requisitante permanece anônimo, assim como sua localização. Estes servidores com intenção de burlar a Lei são comumente instalados em locais que não estão sujeitos a controles mais rígidos, inclusive sem alcance do braço da Lei através da Interpol, como Chipre. Existem também sites que explicam e fornecem o acesso, de uma maneira simplificada, ocultando a identidade e localidade sob o nome de 'Anonymizer'. Espero ter contribuído para a informação dos colegas. Um grande abraço e parabéns pelo trabalho desenvolvido."

Paulo Vestim Grande - 8/1/2007

"E não é que conseguiram censurar o Youtube (Migalhas 1.568 – 5/1/06 – "O vídeo da Cicarelli")?! As pessoas aprontam e depois não agüentam as conseqüências. E o pior é que basta lançar no Google 'cicarelli dolce vita' que aparecem inúmeros outros sites com conteúdo picante. Já que nos impuseram a censura, por que não censurá-la? Ela não vive da mídia que agora tenta calar? Muito curioso esse mundo. Não fizesse 'saliências' em público, ora bolas!"

José Roberto Antônio Lins - 9/1/2007

"Sinceramente, não sei do que reclamam (Migalhas 1.570 – 9/1/07 – "Cicarelli" – clique aqui). Não é isso que querem os nossos moralistas? Liberdade com responsabilidade? Logo um casal pode ter liberdade para fazer sexo no meio da multidão e depois responsabilizar e proibir todas as pessoas, que tiveram a infelicidade de ter a mesma nacionalidade que esses 'indivíduos', de acessar um dos sites que, dentre 15 milhões de vídeos, tem um que mostra a liberdade do casal. Só falta agora um pedófilo querer condenar todos os leitores de jornal que viram a sua imagem ao ser preso por dano moral. Que mais juízes como o Dr. Lincon Antônio Andrade de Moura passem no concurso para eu poder cantar as maravilhas da Democracia e a excelência do Judiciário em defender a 'Constituição Cidadã'."

Daniel Silva - 9/1/2007

"Não lhes captei a idéia (Migalhas 1.570 – 9/1/07 – "Cicarelli –III"). Que interesse teriam as empresas de telecomunicações em desmoralizar o Judiciário, no caso da Cicarelli? O juiz é que deveria saber das repercussões de suas decisões. Caso contrário, não é bom juiz."

Américo Lazarini - 9/1/2007

"No caso Cicarelli, o que lamento, e muito, é que alguns Colegas queiram ver na atitude de alguns veículos, como as Teles, um objetivo de 'jogar', adredemente, o povo contra o Judiciário (Migalhas 1.571 – 10/1/07 – "Cicarelli" – clique aqui). Acho que houve, sim, precipitação na concessão do pedido da aludida artista, data venia. Não me convence qualquer argumento que procure 'justificar' a prática, em público, numa praia pública de um outro país, de atos que são salutares, maravilhosos e fisiológicos em um local privado, em que possam os atores demonstrar todo o seu desejo e seu carinho. Já afirmava minha saudosa avó que 'quem pariu Mateus que o embale'. Ora, se o ato privado foi praticado em público, por que pedir no Brasil uma interdição que não foi pedida em nenhuma outra parte do mundo? Acredito que o Ministério Público brasileiro teria todos os argumentos para agir em nome da sociedade contra os atos tipicamente infringentes de normas públicas, se eles tivessem sido praticados no Brasil. Como não o foram, não pode agir o Ministério Público. Mas por que o Judiciário deveria intervir para evitar uma 'publicidade' deles, se foram praticados em público? Como se os atores estivessem buscando o aplauso público? Portanto, em boa hora o DD. Magistrado 'liberou' o site, ficando o meu protesto contra os que estão vendo na reação das teles - se é que assim agiram! Uma 'jogada' para indispor o povo contra o Judiciário. Mas, se assim o fizeram a teles, o fato é que agiram muito bem, porque absurdo é acolher-se a pretensão de um dos atores do ato realizado em público, agora universalizado!"

Pedro José F. Alves - 11/1/2007

"Comentário rápido. Alguém mais achou ridículo o fato do Judiciário brasileiro, com uma celeridade inigualável, em algumas semanas, ter proibido que 180 milhões de pessoas obtivessem acesso a um site da internet (Migalhas 1.570 – 9/1/07 – "Cicarelli" – clique aqui) e estarmos falando disso logo 'acima' de um tópico que fala da demora de 14 anos para se publicar a decisão de um HC (Migalhas 1.569 – 8/1/07 – "Ágil" – clique aqui)?"

Daniel Silva - 11/1/2007

"Juliana Paes, a artista, foi flagrada por um fotógrafo, em uma foto de frente, que mostrou a intimidade da moça, que estava sem calcinha. Ou seja, a referida artista, ao se vestir, deliberadamente não colocou a peça íntima que protegia sua intimidade, 'suas partes' por assim dizer. Daí, segue ela para um lugar público, onde a presença de fotógrafos e da reportagem era esperada e se senta, de maneira deliberadamente displicente, exibindo o que deixou à mostra. Todo mundo vê e o fotógrafo clicou certeiramente, tendo a foto sido publicada. Daí, a artista se aborrece pelo fato de ver exibido o que exibiu. E processa os responsáveis pela exibição da qual fez parte (Migalhas 1.568 – 5/1/07 – "Cobertura de desnuda gera indenização" – clique aqui). No processo por dano moral que a artista moveu contra três veículos de comunicação que publicaram as fotos, a sentença é clara:  

'O fato gerador do dano restou patente ante às palavras de conteúdo ofensivo. No que tange à fotografia, esta não possui o condão de gerar lesão na seara extrapatrimonial, pois quanto à imagem, não restou configurada agressão à honra da autora, posto que ausente qualquer ato clandestino, tendo em vista que a fotografia foi tirada em local de intensa exposição, ante, inclusive, à presença da imprensa no evento.'

Mas, em outro caso, o notório caso Cicarelli, a Justiça brasileira mostrou mais empenho, bloqueando o acesso de 180 milhões de brasileiros ao site que publicou o filme (Migalhas 1.571 – 10/1/07 – "Cicarelli" – clique aqui), em uma praia da Espanha (local mais que público, quer me parecer), dos folguedos amorosos (sexo explícito, leia-se), da moça com seu namorado, que se esbaldaram à vista de todos, como se privacidade pudesse ser encontrada em um belo dia de sol em uma das mais badaladas praias espanholas! Ao que parece, há sexo e sexo, atos sexuais e exposições sexuais. Cada caso é cada caso. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Ainda bem que a Justiça brasileira está atenta para proteger o sexo das brasileiras... Talvez seja por isso que Juliana Paes e Daniela Cicarelli tenham sido apontadas pela Revista ISTOÉ dentre outras personalidades (Clodovil, Fernando Collor, Leandrinho, Padre Marcelo, Roberto Justus e Sonia Braga, etc.), na relação dos brasileiros que irão influenciar o ano de 2007 (Migalhas 1.570 – 9/1/07 – "100" – clique aqui)..."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 12/1/2007

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram