sexta-feira, 23 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Aniversário da cidade de São Paulo

de 21/1/2007 a 27/1/2007

"Não obstante a recente cratera que assustou a todos nós, aliado à falta de segurança que sentimos diante dos assaltos que se dão por toda parte, sem falar da poluição ambiental, ainda assim eu amo a cidade onde vivo, desde que nasci. Viva São Paulo pelos seus 453 anos!"

Pedro Paulo Penna Trindade - OAB/SP 37.292 - 24/1/2007

"São Paulos, Marianos, Josés, Renés, Janinas, Marias, Severinas; são operários, industriais, comerciantes, estudantes, office-boys, publicitários; são santistas, corinthianos, palmeirenses; são judeus, cristãos, budistas, ateus; são do centro, de Higienópolis, Morumbi, Jardins, periferia. São nordestinos, sulistas, mineiros; são poloneses, japoneses, coreanos, árabes, italianos, portugueses, espanhóis. São 11 milhões de pessoas. São de todos os cantos e são daqui. São paulistanos, são paulistas. São 453 anos. São Paulo."

Jorge S. Decol - 26/1/2007

"São Paulo

Não me olhem com desprezo

E nem me odeiem, também.

É meu destino, meu vezo,

Ser de todos e de ninguém.

Sou tida como cidade

Fria, inóspita e cruel

E vejam: sou, na verdade,

Solitária, mas fiel!

É tão extenso este solo

Que acolhe a todas as gentes

E meu coração é o colo

Que dá guarida aos carentes.

Não possuo duas caras

Sou leal e promissora

A todos os 'paus de araras'

E à gente trabalhadora.

Sou mãe de todas as raças

E também dos imigrantes

Sou amada pelas massas

Do nordeste, os retirantes.

Eu não rejeito estrangeiro

Do norte, sul, leste, oeste

E movo o Brasil inteiro

Existe alguém que conteste?

Assim é minha cidade

De amores e desamores

Do idoso e da mocidade

Da beleza e dos horrores.

Das mentiras e verdades,

Onde se mata e se cura

Quem a deixa tem saudades,

Quem não conhece a procura.

São Paulo, Sampa querida,

Não há quem ela atraiçoe

Terra valente e sofrida

Que Deus sempre te abençõe!"

Miriam Lima Panighel de Campos Carvalho - 26/1/2007

"São Paulo é uma cidade, ou melhor, uma megacidade, metrópole singular, que nos seduz com a sua pujança, mas nos traz para a realidade, com a aparente frieza da maioria de seus habitantes, e, muitas vezes, com a brutalidade, talvez explicável pelo ritmo frenético e intenso que seu cotidiano,exige dos que por ela transitam e vivem, com seus milhares de afazeres, obrigações e compromissos aparentemente inadiáveis. Quando saio de São Paulo, dirigindo pelas suas rodovias, respiro um pouco aliviado, pois parece que deixei os congestionamentos e a violência para traz, mas ao chegar ao meu destino, fico inquieto com tanta calmaria, o vagar das horas que não passam, e a ausência daquela ânsia de viver, apressada e alucinada, que vejo estampada no rosto de cada paulistano, parecendo uma estranha alegria de viver, mas que analisando melhor, é compreensível, que nessa amada e odiada selva de pedra, os paulistanos, paulistas e os que foram por São Paulo adotados, vivam assim, cada dia, como se fosse o mais importante e o último de suas vidas, uma inexplicável sensação, como dizia Pessoa, '... E assim nas calhas de roda, gira, a entreter a razão, esse comboio de corda, que se chama o coração'. Parabéns São Paulo! Às vezes te odeio, mas ainda te amo muito!"

Cid Manoel Rodrigues - 26/1/2007

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