segunda-feira, 26 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Gramatigalhas

de 11/2/2007 a 17/2/2007

"Prezados Senhores, Desde quando vi pela primeira vez uma Petição Jurídica, encontrei a expressão 'Posto que' no sentido causal, ou seja, significando 'Visto que'. Vejo que tal expressão deve ser enquadrada apenas nas conjunções concessivas, as quais dão a idéia de concessão, ou seja, a expressão 'Posto que' deve ser usada com a idéia de 'pondo-se (a concessão) que' - embora, ainda que, se bem que, conquanto, mesmo que. Desejo, gentilmente, que tal dúvida seja esclarecida por vossa equipe. Obrigado!"

Mário Henrique Jensen

Nota da redação – o informativo Migalhas 917, de 5/5/04, trouxe o verbete "Posto que" na seção Gramatigalhas. Clique aqui para conferir.

Mário Henrique Jensen - 12/2/2007

"Migalheiros, Gatos-mestres, senhores da sabedoria e da cultura Jurídica, amigos intemeratos, tenho uma dúvida: o certo é requerer ou formular 'pedido liminar' ou 'pedido de liminar'? Sei que, na prática, tanto faz. Talvez seja um preciosismo. Mas a dúvida é um dever científico. O verbo pedir poder ser transitivo direto (pedir algo) ou transitivo direto e indireto (pedir algo a alguém). O Aurélio até diz que pode ser transitivo indireto. Mas qual o certo? O Aurélio diz o seguinte:

pe.dir

Verbo transitivo direto.

1.Rogar que conceda; dar a conhecer aquilo que se necessita, deseja ou quer; solicitar.

2.Suplicar; requerer.

3.Requerer, demandar.

4.Solicitar em casamento.

Verbo transitivo direto e indireto.

5.Pedir (1 e 2).

Verbo transitivo indireto.

6.Pedir (1 e 2).

7.Solicitar licença, permissão.

Verbo intransitivo.

8.Fazer pedidos. [C.: 40]

E aí? Peço ajuda ao Professor José Maria da Costa. Grato,"

Miguel Josino Neto - Procurador do Estado do RN - 12/2/2007

"Ilustre Professor, Faço parte da banca de Advogados do Escritório Jurídico Hildeberto Dias em Manaus, e veio à baila a discussão sobre um termo que, no meu humilde entender, é bastante polêmico. A pendenga girou nos termos 'Protocolar petições' ou 'Protocolizar petições', gostaríamos de sua ajuda para dirimir esta dúvida e assim podermos melhorar nosso vocabulário. Obrigado."

João Alberto Ribeiro Ponce de Leão Júnior - Escritório Jurídico Hildeberto Dias S/C

Nota da redação – o informativo Migalhas 1.218, de 27/7/05, trouxe o verbete "Protocolizar" na seção Gramatigalhas. Clique aqui para conferir.

João Alberto Ribeiro Ponce de Leão Júnior - Escritório Jurídico Hildeberto Dias S/C - 14/2/2007

"Prezado Prof. José Maria, gostaria que me sanasse uma dúvida: me foi dito por uma douta pessoa formada em Letras que a palavra 'inobstante' estaria errada, sendo correta para a hipótese a expressão 'não obstante'. Contudo, desde os tempos de faculdade vejo estas formas serem usadas como sinônimas em diversas obras jurídicas. Gostaria de saber, portanto, se a palavra 'inobstante' estaria errada do ponto de vista gramatical e, se for, porque a palavra 'inexistente' (que decorre exatamente da mesma construção – 'in + existente' x 'in + obstante') não estaria. Grato,"

Paulo Roberto Iotti Vecchiatti - OAB/SP 242.668

Nota da redação o informativo Migalhas 1.495, de 13/9/06, trouxe o verbete "Inobstante" na seção Gramatigalhas. Clique aqui para conferir.

Paulo Roberto Iotti Vecchiatti - OAB/SP 242.668 - 15/2/2007

"Ao redigir um documento, deparei-me com uma dúvida a qual gostaria de esclarecer. Como escrever por extenso, números em percentual, por exemplo, como devo escrever 3,45%?"

Cristiane Teixeira

Nota da redação – o informativo Migalhas 1.419, de 24/5/06, trouxe o verbete "83,47% (como se lê?)" na seção Gramatigalhas. Clique aqui para conferir.

Cristiane Teixeira - 15/2/2007

"Ao ler a presente edição de Migalhas (1.598 – 16/2/07 – "Juízo de realidade") surgiu-me uma dúvida que, com certa freqüência, costuma interromper minha escrita (e também a leitura...). Podem me ajudar? Na frase 'a qual informava que integrantes do CNJ (Alexandre de Moraes e Joaquim Falcão) iniciaram negociações para se unirem no mercado de ensino jurídico' (Juízo de Realidade), não seria mais correto (ou, também correto) dizer que eles iniciaram negociações para se unir? Não deveríamos usar o verbo no infinitivo após a preposição 'para'? Obrigada!"

Patrícia Sá Fortes – Itambé, Belo Horizonte - 16/2/2007

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