domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Circus

de 25/2/2007 a 3/3/2007

"O crítico de cinema Adauto Suannes abriu uma pequena brecha na 'janela indiscreta' do seu Circus (31 – 23/2/07 – clique aqui) e mirou no além com uma flecha emprestada por Marlon Brando, acertando, de raspão, na finada Grace Kelly, desagradando alguns de seus fãs do cinema e da realeza, alguns até da raça dos timbus, preás e mocós. Sim, porque se falava em Hollywood naquela época que a atriz tinha uma beleza tão estonteante que deixava apaixonados quase todos os homens que com ela trabalhavam ou conviviam. E recorde-se que, além da beleza, Grace tinha talento, elegância e classe. Quem sabe não fosse santa, face o interesse de muitos? Uma pecadora que qualquer padre absolveria em confissão: jovem, saudável e namoradeira! E na dúvida, quem poderia lhe atirar a primeira pedra, se diziam também que era 'careta' nos costumes exatamente por ser católica? Mas, qual a atriz de sucesso que largaria tudo aos 27 anos de idade pra viver um conto de fadas, casando-se com um príncipe por quem se apaixonara num festival de cinema, se já sabia pra quê serviam os maridos? E nem se diga que o casamento foi por mero interesse financeiro porque o noivo Rainier Grimaldi se encontrava quebrado, chegando até a receber um valioso dote da família da moça. A verdade é que muitos não se conformam até hoje com o fato de Grace ter sido uma boa companheira, boa mãe e tendo acima de tudo se revelado incansável nas obras de caridade aos necessitados de Mônaco, conseguindo até a restauração de um hospital que hoje leva seu nome. Muitos outros desejavam que ela ficasse reconhecida apenas como uma espécie de bisaco (mochila) de caçador. Alguns como o crítico dirão sempre que negaram ao povo monegasco a verdade sobre o passado sexual da princesa, porém, isso não teria nenhuma importância nem naquele tempo. Que o Hitchcock, um de seus diretores no cinema, a quem nunca lhe perdoou o 'pecado' do casamento, provoque um pequeno suspense no festejado crítico das Migalhas quando o encontrar pelas janelas da vida! Saudações do pára-quedista real."

Abílio Neto - 26/2/2007

"Se você teve a paciência de ficar acordado até as duas da madrugada, deve ter tido, como eu, algumas boas surpresas (Circus 31 – 23/2/07 – clique aqui): a) em primeiro lugar, o fato de a apresentação ter sido feita por uma representante oficial do sexo feminino que, em lugar do rosto pintado como um nativo da Nova Zelândia, com seios e nádegas siliconados das brasileiras que desfilaram em Escola de Samba, fez questão de usar o belo rosto que Deus lhe deu e terninho masculino mesmo quando mudou de roupa, impondo-se pela inteligência e não pelo corpo escultural de mulher-objeto; b) nunca antes negros e 'cucarachas' foram não só indicados como premiados; c) um dos filmes apresenta 'o outro lado' da versão oficial norte-americana, o que é para admirar, não fosse seu diretor e produtor quem é; d) uma bela loira, ao receber a estatueta, agradeceu à sua esposa, que ali estava presente e recebeu dela um carinhoso beijo na boca; e) dois dos filmes indicados (Borat e Sunshine) são críticas contundentes ao maldito american way of life. Viva o Cinema!"

A. Cervino – SP - 26/2/2007

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