quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Metrô

de 25/2/2007 a 3/3/2007

"O argumento/justificativa parecia irrelevante, mas, agora uma celeuma se faz presente. Segundo esclareceu o engenheiro Walter Marangoni, a colocação da manta de impermeabilização inferior, de espessura inferior à contratada, essa substituição foi feita por falta do material na praça que era comercializado pela empresa multinacional SIKA S.A. Ou seja, sic: 'Na época não conseguíamos a manta de 3 mm no mercado' (O Estado, 22/2/07), decisão tomada porque, diz o mesmo engenheiro Walter Marangoni, 'houve consenso com o Metrô de que seria usada uma de 2 mm, depois de um ano de discussões'. Isso posto, isso alegado, a empresa fabricante da manta SIKA S.A. vem a público para dizer que '...os dois tipos de manta sempre estão disponíveis. Em média, a entrega demora 75 dias úteis'. (O Estado, 23/2/07). Creio ser necessária uma acareação entre os declarantes. Declarações contraditórias nunca caem bem. Discutir se se deve/pode aplicar manta impermeabilizante de 2 mm em vez da de 3 mm durante um ano não condiz nada com a possibilidade de entrega do material adequado e contratado no prazo de 75 dias úteis. Pode-se dizer que alguém está faltando com a verdade. Não obstante, como se trata de contrato administrativo, com reuniões e tomadas de decisões, sejam elas individuais ou coletivas, tudo deverá estar registrado em atas e despachos, datados, registrados e assinados, os quais deverão constar do processo respectivo. A esse procedimento deverá ter imediato acesso o Ministério Público, a quem compete promover ações para a proteção do patrimônio público e defesa dos direitos coletivos, para exame e aprofundado parecer sobre a conduta dos administradores da obra e apuração das responsabilidades."

Pedro Luís de Campos Vergueiro - 26/2/2007

"Como assim Migalhas considera absurda a greve dos metroviários e a classifica como 'política' (1.602 – 27/2/07 – "Metrô")? Política em favor de quem? Dos governantes que dificultaram a interferência do Metrô nas obras em favor do contrato firmado com as empreiteiras, ou dos cidadãos lesados por mais um desastre que se anunciava? Os funcionários do Metrô bem que tentaram chamar nossa atenção a tempo para os desmandos envolvendo as obras da Linha 4, mas sua 'absurda' greve apenas ressoou 'política' para meios de informação que se dizem 'isentos'."

João Monteiro - Contern Construções e Comércio Ltda. - 27/2/2007

"O Senhor Mauro Bastos, na condição de representante do Consórcio Linha Amarela, afirmou que uma falha geológica provocou o desmoronamento do buraco do metrô. Ao ensejo, disse ainda que a obra estava sendo executada em área de várzea que é geologicamente instável (O Estado – 13/1/07). Isso dito, nada mais, nenhuma explicação sobre o dito. Ora, se o terreno era, e é, instável por ser várzea, a tal falha ecológica, por dever de ofício e da magnitude da obra, deveria ser conhecida pelos técnicos em solo que devem ter estudado a natureza do solo por onde iria ser executada a obra e, futuramente, percorrer o metrô com seus usuários. Assim, com esse conhecimento, cuidados maiores, e melhores, deveriam ter sido tomados para evitar a possibilidade de um acidente, como, por exemplo, construir um cilindro de contenção no buraco de bem maior resistência do que aquele que vimos desabar como um castelo de cartas. O que foi feito previamente? É algo que precisa ser divulgado com a precisão devida para os cidadãos. De qualquer forma, ainda pende de esclarecimento o que é a tal 'falha geológica' do local, ou da região, que significa um encontro e deslizamento de rochas em razão de uma fratura geológica natural. Quando esclarecido esse ponto pelo Sr. Mauro Bastos, espera-se que sua informação não seja a existência de coisa igual ou semelhante à falha de San Andreas-EUA, na várzea do Rio Pinheiros."

Pedro Luís de Campos Vergueiro - 28/2/2007

"No Migalhas de hoje há uma notícia sobre a realização de alguns acordos referentes ao acidente do metrô, dando a entender que os imóveis danificados e representados pela defensoria pública se localizariam no Bairro de Alto de Pinheiros (Migalhas 1.604 – 1/3/07 – “Moradores hipossuficientes"). Como titular do escritório que representa a seguradora neste sinistro gostaria de pedir que a notícia fosse retificada, já que as moradias afetadas estão no bairro de Pinheiros e na sua maioria são imóveis bastante simples, ocupadas por pessoas para quem a defensoria pública está prestando um serviço importante nas negociações para definir as indenizações devidas a cada um. Cordialmente,"

Antonio Penteado Mendonça – escritório Penteado Mendonça Advocacia - 1/3/2007

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