sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Pedofilia

de 25/2/2007 a 3/3/2007

"Dizem que o hábito não faz o monge. Mas, o que os monges vêm fazendo com seus hábitos, ou o que vêm habitualmente fazendo de sua condição, é realmente incrível. A Diocese de San Diego, nos EUA, declarou sua própria falência, em razão de não poder pagar o valor das indenizações reclamadas por mais de uma centena de abusos sexuais perpetrados por seus sacerdotes. São cerca de 100 processos, referentes a 150 denúncias de abusos sexuais, sendo de 200 milhões de dólares o total das indenizações reclamadas. No ano passado, a diocese de Los Angeles aceitou pagar US$ 60 milhões a 45 pessoas que sofreram abusos por parte de seus sacerdotes. Em 2002 a diocese de Miami também se viu às voltas com abusos sexuais praticados por seus padres. Somente no ano de 2002, 218 sacerdotes foram suspensos pela Igreja Católica nos Estados Unidos, acusados de pedofilia. Desde o início dos anos 60 foram mais de 800. Em 2004 foram mais de 1.000 as acusações de pedofilia contra sacerdotes americanos. Nos últimos 40 anos foram mais de 1.500 sacerdotes a cometerem agressões sexuais contra menores. O motivo da declaração de falência é obter proteção de novos processos contra abusos sexuais. Mas, e quanto à falência moral? Isso não parece incomodar tanto, já que, por decisão do alto clero norte-americano, em documento de 2002, prevê que os padres acusados de pedofilia devem ser afastados de seu ministério. Apenas de seu ministério, mas não da igreja. Isso significa que não poderão celebrar missas (salvo privadamente), trabalhar em escola paroquial ou de caridade, vestir roupas clericais ou se apresentar como sacerdote. Mas, por outro lado, poderão receber a opção de 'uma vida com um regime de orações e penitências, num ambiente controlado, e poderão conservar o direito de usar a barbatana branca de padre no lugar da gravata'. As vítimas de abusos, representadas pela Rede de Sobreviventes de Abusos Sexuais de sacerdotes, não ficaram satisfeitas, já que um pedófilo pode ainda conservar o título de padre e se vestir como tal, o que são exatamente as ferramentas do pedófilo. Tudo isso vem sendo discutido há anos, mas volta à baila agora com a notícia da declaração de falência da Diocese de San Diego."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 1/3/2007

"Em outras palavras: devemos nós fazer também a nossa parte, rezando pelos sacerdotes. Já foi divulgado na internet que a grande maioria dos casos de acusação de abuso sexual por padres são criados 'a la' Michael Jackson, ou seja, com aquele famoso espírito aproveitador (acusações falsas, interpretações erradas do que os padres fizeram etc.). Esses casos são a maioria, gente que quer tirar dinheiro da Igreja, ou de empresas, ou de pessoas famosas, enfim. Como é notório, a grande maioria (aliás, notório demais) dos pedófilos não é padre, mas cidadãos comuns, civis leigos, que perderam a moral antes mesmo da Igreja. Isso não justifica nenhum ato criminoso, mas serve para refletirmos sobre as notícias sobre a suposta 'pedofilia generalizada' que acusam o clero. Esse tipo de acusação tem um buraco bem mais embaixo, como diz o povo. É que há muitas pessoas contra o celibato dos padres, não porque eles precisem exercer a sua 'saúde sexual e felicidade', mas porque para esses inimigos da Igreja a única forma de destruir essa instituição é atacá-la nas suas bases. O celibato sacerdotal por vocação seria assim atacado, para diminuir ainda mais o número de padres e, por último, tentar-se acabar com a religião Católica, pela suposta falta de ministros. Há organizações trabalhando ativamente para essa destruição, e os leitores migalheiros podem tranquilamente realizar uma pesquisa pessoal nesse sentido pela internet. Nem tudo o que se publica é exatamente o que está escrito ali. A defesa da Igreja não é a defesa do que pessoas nela façam de errado, mas a defesa da Igreja é, sim, também resgatar aquilo que o nobre colega Wilson Silveira chamou, tão apropriadamente, de defesa da moral, ao falar da 'falência moral'. O ensino fundamental da Igreja é justamente o Amar a Deus sobre todas as coisas e Amar ao próximo como a si mesmo. O que sai disso, não importa em que esfera da sociedade, contribui para o afastamento do homem da justiça e do próprio Deus. A declaração da falência da Diocese de San Diego é um reflexo, também, do próprio sistema indenizatório típico do common law americano, em que uma pessoa pode processar um município por milhares de dólares apenas por ter, por exemplo, tropeçado numa rua mal nivelada. A Igreja, mesmo com seus erros, sempre foi defensora da verdade, e por isso sempre foi (em toda a história) perseguida e humilhada. Já há atualmente uma nova concepção: o preconceito contra os católicos, igual a todos os outros tipos de preconceito. Ele surge quando, costumeiramente, se acusa a Igreja desconhecendo sua história a fundo, e sem ter vivido a experiência pessoal com Jesus Cristo. Os migalheiros, finalmente, poderão conhecer melhor as informações sobre os ataques à Igreja, de posse do documento 'Alta Vendita'."

Rogério Oliveira Sobrinho - 1/3/2007

"Ninguém acredita que 1.500 padres tenham cometido abuso sexual, a notícia por si só já é risível. Primeiro, porque um sacerdote é treinado por sete anos para não fazer isso. Segundo, o que tem gente de má-fé nesse mundo, que extorque a Igreja, não é brincadeira. Por isso, o aplauso ao cuidado do Wilson Silveira quando escreveu que havia 'acusações' contra os sacerdotes (o que é bem diferente de fatos reais não deturpados pelos advogados). Contra a Igreja é assim: há aqueles que preferem condená-la antecipadamente, do que investigar a fundo o mal que contra ela vem sendo manejado. Há também os que, talvez por uma simples preguiça, não se dão ao trabalho de estudar a história da Igreja completa. Bom, mas aí já seria demais, encontrar nesses estudos que o conceito atual de Universidade (onde nós estudamos) deriva de uma influência direta da Igreja, bem na Idade Média, onde diziam aos alunos incautos do ensino médio que era a 'Idade das trevas', e todo mundo engolia isso fácil. Ainda bem que podemos estudar melhor esses temas, com liberdade, quando adultos."

Caio Bandeira Carvalho - 1/3/2007

"Sou contrário ao celibato,

home véve é cum mulé,

nada disso é contra a fé,

fé sem sexo é muito chato.

Quem quiser outro barato

pois se aliste cuma gay,

dizem que já tem 'té lei

de dois home viver junto.

Vam' então mudar de assunto

que o que eu penso já falei."

Ontõe Gago - Ipu/CE - 2/3/2007

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