sexta-feira, 23 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Governo Lula

de 4/3/2007 a 10/3/2007

"O governo federal alardeia ter obtido um volume recorde de U$100 bilhões. Mais uma propaganda para enganar ingênuos. Está comprando dólares injetados no mercado, tomando empréstimos em reais ao custo de juros de 13% ao ano e aplicando a moeda estrangeira a juros de 4,5% ao ano. É como usar o cheque especial para depositar na caderneta de poupança e demonstrar um acréscimo patrimonial que serve de garantia a credores. Os banqueiros e investidores internacionais devem estar rindo. Só um presidente inculto e aficionado da propaganda pessoal pode cometer uma asneira dessas. A desculpa de que está tirando o excesso de moeda estrangeira em oferta no mercado para evitar a valorização do real é mais uma forma de ocultar o peso da tributação que onera a produção brasileira e diminui a competividade dos nossos empresários. A dívida interna brutal de mais de R$ 1 trilhão, o sucateamento da infra-estrutura, a corrupção indomada e incentivada, a tolerância e a incompetência na contenção da violência como forma de apropriação de bens alheios, a gastança pródiga dos recursos públicos, a derrama tributária, a estagnação da economia, a insegurança da propriedade e dos contratos subordinados por lei à sua 'função social' e modificáveis pelo argumento da imprevisão, o aparelhamento político das Agências Reguladoras, a subordinação descarada do Legislativo e mascarada do Judiciário (o STF, com a maioria de Ministros nomeados pelo atual presidente da República, está em vias de isentar políticos dos processos por crimes de improbidade) ao Poder Executivo, o desaparelhamento dos equipamentos, dos salários e contingentes das Forças Armadas, a escalada do socialismo brega contaminando as instituições, são fatores de risco que os investidores internos e externos não deixam de observar. Dai ao estouro da boiada (se os juros pagos pelo governo baixarem a níveis que não compensem o risco da especulação) e à fuga de capitais para lugares mais confortáveis, bastam alguns cliques nos computadores. As 'fantásticas' reservas externas de 100 bilhões podem minguar ou sumir em segundos. No mundo dos negócios não existem bolsas de benemerência."

Antonio Carlos Rocha da Silva - advogado especialista em Direito Econômico - 5/3/2007

"(Migalhas 1.608 – 7/3/07 – "TR") Nomearam Meirelles, dão carta e jogam de mão. O resto é conversa mole. Os petistas que não são corruptos estão p. da vida com o chifre que carregam, porque Lula traiu todas as promessas feitas nos palanques em 2002, segundo as quais, se eleito, banqueiros não mais teriam lucros exorbitantes. Nos três primeiros anos de desgoverno Lula ganharam mais do que em oito anos de FHC. Eh he. Abraços. Do contribuinte indignado,"

Aderbal Bacchi Bergo - magistrado aposentado - 7/3/2007

"(Migalhas 1.608 – 7/3/07 – "TR") O partido que está no governo se denomina 'dos trabalhadores'. Entretanto, 'atende à reivindicação dos bancos', em detrimento do povo. Protege os fundos de investimentos em desfavor da poupança, aplicação que fazem os mais humildes, quando têm o que aplicar. Além disso, diminui também o rendimento (?) dos valores do FGTS que, há muito tempo já rendia metade da caderneta de poupança. E contra essas medidas que lesam o povo e abarrotam os cofres dos banqueiros, ninguém vai fazer nada?"

Francimar Torres Maia - o Cearucho, OAB/RS 21.132 - 8/3/2007

"O Lula criticou a hipocrisia do país no trato com a camisinha... porque o nosso querido presidente nunca foi hipócrita, e tem moral para falar de honestidade e coerência. Além disso, desdenhou da Igreja. Vamos pensar: quem foi o maior representante do comunismo de décadas atrás, no Brasil? Nenhuma novidade nisso. Parabéns à Igreja por não ceder às pressões das oligarquias que não estão nem um pouco preocupadas com a AIDS, mas somente com a limitação populacional forçada."

Bianco Gianecarlla - 8/3/2007

"A notícia, baseada em declarações das autoridades da governabilidade petista, em especial do sr. Guido Mantega e do sr. Tarso Genro, é taxativa e categórica: não será atendida a reivindicação dos Governadores pois o governo, federal é claro, não admite dividir a CPMF com os Estados e Municípios. Ora, se se trata de dinheiro arrecadado para ser gasto com a saúde pública (essa foi a conotação para a sua instituição), os Estados e Municípios têm o direito de compartilhar do bolão desse dinheiro para dar-lhe a finalidade legal (que parece não estaria sendo cumprida pela governabilidade federal que o remete para o bolão geral). A propósito, as notícias não contêm qualquer explicação dada pelas referidas autoridades do por que da negativa. Simplesmente não admitem o compartilhamento, estando a matéria fora de questão e de qualquer discussão. Diante disso é incompreensível que os Governadores tenham saído da recente reunião com a governabilidade petista acatando essa drástica postura negativa que poderá ser quebrada, talvez, com lastro numa política paternalista, desde que se faça presente a possibilidade, a sensibilidade, a generosidade do Presidente. O que é isso senão o tal de coronelismo nordestino muito bem dissecado pelo saudoso Victor Nunes Leal? Não obstante: por que não querem dividir o dinheiro arrecadado especificamente para a saúde?"

Pedro Luís de Campos Vergueiro - 9/3/2007

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