segunda-feira, 26 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

MPF/SE entra na Justiça contra o jornalista Diogo Mainardi

de 4/3/2007 a 10/3/2007

"Alguém poderia obter essa 'novidade' em procedimentos como esse, em início de andamento, que é o tal 'laudo antropológico' (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui)?"

Jorge Lauro Celidonio – escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados - 6/3/2007

"Desde logo, gostaria de dizer que não tenho Mandato - até porque não acho que, com estes argumentos ele precisa de algum Advogado, não fosse o due process of law! - do Sr. Diogo Mainardi (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Contudo, é mister que se diga que tem razão o DD. Ministro do STF, Dr. Gilmar Mendes, quando acusa alguns Procuradores de fazerem do seu munus alavanca política. Pela síntese que Migalhas nos apresenta - não conheço a 'peça' acusatória -, parece-me evidente que, mais uma vez, um membro do MPF quer destacar-se no cenário das manchetes dos jornais ou, como se diz vulgarmente, na mídia."

Pedro José F. Alves - 6/3/2007

"Não posso deixar de festejar porque detesto esse Diogo Mainardi (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui) ..."

Fernando Fontes - 6/3/2007

"Esse Diogo Mainardi já fazia por merecer (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Tomara que a ação do MP faça 'amainardi' o espírito do jornalista de Veja, que parece estar levando muito a sério sua condição de sucessor de Paulo Francis. Arre!"

Luís Antônio Albiero - advogado em Capivari/SP - 6/3/2007

"Acho que quando um indivíduo se identifica como 'advogado', por uma questão de coerência e respeito à condição que se auto-atribui, deve emitir juízos coerentes com o que se espera de um operador de Direito. Se se identifica como 'advogado' e emite conceitos ou opiniões próprios de tifoso, fanzoco ou 'cumpanhero' de boteco, data venia, a ausência do qualificativo preencheria uma lacuna."

Alexandre de Macedo Marques - 7/3/2007

"O que fica parecendo é que esses Caras do MPF não tem o que fazer (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui), e ficam a procura de aparecer em qualquer jornal, revista, até em 'Migalhas'..."

Flávio V. P. de Cerqueira - 7/3/2007

"Pela matéria veiculada na seção 'Migas' é possível concluir que o Procurador foi precipitado (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Pelo contexto em que foram inseridas, as declarações do jornalista Diogo Mainardi claramente não se dirigem aos cidadãos nordestinos, cuiabanos e sergipanos."

José Antonio Martins Baraldi - 7/3/2007

"Digo que este procurador não tem o que fazer, deveria ele, entrar com ação, para recuperar as estradas de Sergipe, em vez de ficar querendo aparecer na mídia (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui)."

Augusto Bernardino Marques - 7/3/2007

"Com o máximo respeito, eu entendo que mais discriminatória é a postura do Douto Procurador (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui), que se julga superior aos seus colegas sergipanos e cuiabanos, ao tomar uma atitude em suposta defesa dos interesses destes cidadãos, como se eles fossem hipossuficientes ou relativamente incapazes."

Reinaldo B. Sanches - 7/3/2007

"Aplaudo a iniciativa do MPF (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). É chegado o momento de se perceber que há discriminação não só contra determinadas etnias ou no que se refere à opção sexual, por exemplo, mas também entre os próprios nacionais a depender da sua origem, sobretudo o nordestino. Assim, talvez a mídia e a sociedade aprendam a respeitar as diferenças culturais entre os diversos Estados da Federação. Qualquer tipo de preconceito é nocivo e deve ser combatido."

Manuella Coelho - 7/3/2007

"'Acho que quando um indivíduo se identifica como 'advogado', por uma questão de coerência e respeito à condição que se auto-atribui, deve emitir juízos coerentes com o que se espera de um operador de Direito'. Acompanho integralmente o relator. Se os operadores do Direito se permitem emitir certas opiniões mais adequadas a membros de uma apaixonada torcida de futebol, que se poderá esperar de quem não tem esse tipo de formação específica? Advocacia não é só 'manseio' de Leis é também (rectius: deveria ser) conhecimento e observância da Ética."

A.Cerviño - SP - 7/3/2007

"Em país sério, uma ação como esta jamais seria proposta (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). E se proposta fosse, logo após sua improcedência, o procurador que propõe uma baboseira dessa, remunerado pelos nossos impostos, responderia pessoalmente pela lesão ao Erário que está causando, usando seu tempo (que é pago por todos nós) em coisas sérias . Cada vez me convenço mais que o Ministro Gilmar Mendes é que tem razão."

Orlando Celso da Silva Neto – escritório Silva Neto Advogados - 7/3/2007

"Em 1995, época de lançamento de 'O Polígono das Secas', Mainardi despontava como a grande promessa da literatura brasileira. Junto com seus livros anteriores, 'Arquipélago' e 'Malthus', o escritor fazia boa literatura e lamento que tenha abandonado a ficção de qualidade, trocando-a pelas provocações, algo excessivas, de sua coluna semanal na revista Veja. Com isso, perdeu nossa literatura. Perdemos todos nós. Apesar de discordar de Mainardi em diversas de suas posições, cuja agressividade desnecessária o transforma em um arremedo de Paulo Francis, considero um despautério a ação proposta pelo Ministério Público (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Não apenas pelo atentado que se pretende cometer às liberdades de imprensa e de opinião, mas pela certeza de que no Brasil há temas mais candentes exigindo a atuação do 'órgão ministerial'. Lamento que alguns dos membros do parquet padeçam de tão acentuado 'vedetismo'. A atração pelos holofotes, prova-o a história recente, atrapalha a condução dos trabalhos do Ministério Público, que, em um país contaminado pela impunidade, prefere ajuizar ação na qual se censura o livre pensamento. A continuar esse ritmo, chegará tempo no qual, antes de enviar uma migalha, teremos de submetê-la ao censor do Ministério Público, a fim de evitar o ajuizamento de futuras ações, verdadeiros atos de censura travestidos de defesa do interesse público."

Ricardo Alexandre da Silva - escritório Felippe, Gomes & Isfer – Advogados e Consultores Associados - 7/3/2007

"Muito apropriada essa demanda. Ninguém pode se esconder sob qualquer manto de impunidade, mesmo que fale como quer o Chefe (?!), contra quem quer que seja, a liberdade de imprensa é uma conquista ampla, geral e irrestrita, alcançando inclusive o povo, que merece informações confiáveis e isentas."

José Maria T. M. Silva - 7/3/2007

"Será que se um ilustre desconhecido escrevesse para um jornal ou revista de grande publicação fazendo as mesmas afirmativas o MPF consideraria essa atitude criminosa (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui)? De duas uma: ou consideraram o Mainardi uma pessoa extremamente influente ou precisamos todos nós, ilustres anônimos, fazer uma censura prévia nas nossas afirmações jocosas. É uma pena. Estamos sofrendo, inclusive, de falta de humor."

Rosângela Britto - 7/3/2007

"Aqui em São Paulo um inquérito policial fica no MPF no mínimo um ano para ofertamento da denúncia, ninguém trabalha, só fica reivindicando teto salarial, trabalhar... cansa... não dá status! Está certo Diogo Mainardi em suas conjecturas (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui)."

João Roberto de Napolis - 7/3/2007

"O princípio da liberdade de expressão deve ser soberano em qualquer querela desta natureza, posto ser um dos pilares da democracia. É certo, contudo, que deva caminhar de braço dado com o bom senso por parte de quem se expressa, que deve arcar com a responsabilidade de suas opiniões, em conformidade com o disposto em Lei. Mas ainda mais certo é que o exíguo tempo do MP deveria ser empregado com maior parcimônia, devotado à miríade de prioridades que se sobrepõem à questão 'Diogo Mainardi' (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Impossível não pensar em brios feridos, no caso. O sofrido dinheiro egresso dos contribuintes merece emprego mais nobre, ou, para dizer o mínimo, mais útil."

Marcos Tadeu M. Martins - 7/3/2007

"Pobre da liberdade de expressão. Nessas horas que se vê como é fácil avocar valores para suprimir as liberdades. Valores contra os quais não se pode expressar o pensamento (como já o foi a segurança nacional). Não poderiam os jornalistas cuiabanos e sergipanos publicar suas notas de repúdio ou revide e instaurar uma discussão democrática sobre as declarações de Mainardi (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui)? Não poderia o douto antropólogo parecerista publicar – nos meios democráticos – seus estudos sobre o bairrismo na imprensa? E outros tantos doutos seus estudos sobre o bairrismo na antropologia? Pobre da nossa Constituição se não puder conviver com o debate de idéias que lhe sejam contrárias (se é que o são). Sócrates morreu por isso."

Tiago Zapater - escritório Dinamarco e Rossi Advocacia - 7/3/2007

"Tive a oportunidade de ser o primeiro estagiário do MPF em São José do Rio Preto/SP. Lembro-me de que, pelo menos aqui no interior de São Paulo, os Procuradores da República e consequentemente nós, os estagiários, tínhamos tanto trabalho que sequer dava tempo de ler a revista Veja. Será que o ócio o culpado...?"

Evandro do Carmo - 7/3/2007

"MPF/SE (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui): Será que o mesmo MPF defende seus conterrâneos da mesma forma? Duvido. Diogo exagerou, mas quando alguém neste país investigará todas as denúncias que ele há tanto tempo apresenta e nada ocorre? Cadê os demais MPF's...?"

Carlos Roberto Moreira Ferreira - 7/3/2007

"Acompanho, na íntegra, o voto do eminente relator, o colega Alexandre de Macedo Marques. Tratando-se de assuntos sérios como a liberdade de imprensa e a livre manifestação de opiniões, a intervenção do membro do parquet, que deve seguir a escola do sumido Joaquim Francisco, merece ser apagada dos anais. Fico triste, porém, vendo quantos leitores, supostamente advogados e conhecedores do Direito, apóiam essa bobagem, como meros torcedores de clubes de futebol."

Newton Peter - Grupo Cultivar de Publicações Ltda. - 7/3/2007

"Essa ação está cheirando perseguição dos doutos procuradores (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Antes de mais nada, em vez de processar jornalista por bobagens, que tal dizer de onde veio o dinheiro? Estamos esperando!"

Murilo Menon - 7/3/2007

"Realmente, antipático esse Diogo Mainardi (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Mas não vejo nenhum motivo para essa ação vingar. De certo, que o procurador deve ter se sentido ofendido, assim quando nos sentimos quando qualquer cidadão do primeiro mundo fala mal de nosso país. Acho uma perda de tempo tal discussão, em nada acrescenta. Precisamos trabalhar para coisas de maior importância e eficácia: fome, educação e a água, que ao que parece, nunca chegará ao nordeste. Acorda Brasil!"

Otávio Guzzo - 7/3/2007

"A uma, parabéns ao MPF pela ação pública civil (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). A duas, esse anão do jornalismo confunde, assim como seu patrão, liberdade de expressão com direito de achincalhar honras e atentar contra direitos constitucionais. A três, ainda que lhe possa dar mais notoriedade, faz bem o MPF por chamá-lo às barras do tribunal para se explicar e pagar por seu delito. Somos Pindorama, mas ainda não a casa de Eni."

Armando Silva do Prado - 7/3/2007

"Deplorável essa ação asquerosa de patrulhamento ideológico politicamente correto (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Coisa de quem anda muito ocioso. Duvido que algum colunista criticando FHC, fosse acionado pelo glorioso parquet. Por onde andavam os Doutores Luís Francisco de Souza e Guilherme Schelb durante o governo Lula? Entrando mudos e saindo calados... O Ministro Gilmar é que tem razão."

Claudomiro Batista de Oliveira Júnior - 8/3/2007

"Abismado tomei ciência da ação movida pelo MP contra o jornalista Diogo Mainardi por suas irônicas opiniões lançadas em artigo jornalístico (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Por essas e outras o Parquet se apequena e vê-se na condição de, vez por outra, receber pitos públicos, como o lançado pelo Min. Gilmar Mendes em voto recentemente proferido por ele, quase em causa própria, no qual desnuda o cada vez mais comum desvio de finalidade daquele órgão no trado de suas funções institucionais."

Regis Magalhães Soares de Queiroz - GM - 8/3/2007

"Diogo, bem como todo o editorial da revista Veja nada mais são do que o 'ópio' da classe média racista e preconceituosa (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Valei-memeupadinpadiciso."

Sérgio Augusto Gonçalves Ortuzal - 8/3/2007

"Diogo Mainardi deveria processar o promotor e também o autor do laudo antropológico. No mínimo por falta de senso de humor (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Aliás, falta isso à Legislação brasileira: punir os mal-humorados..."

Nelson Zunino Neto – escritório Zunino Advogados Associados - 8/3/2007

"É bem verdade que o colunista de Veja exagera nas doses de acidez literária... Mas dois aspectos devem ser ponderados, no caso (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Não penso que as palavras do colunista carreguem, em si, incitação ao preconceito contra nordestinos e mato-grossenses. Triste o dia em que, sob a guarda das Leis, manifestar o desinteresse por visitar determinada cidade configure qualquer forma de preconceito. Acho mesmo é que as críticas, para o bom leitor, dirigiram-se não às localidades, mas a determinadas pessoas do mundinho político. Além disso, acredito que deva prevalecer, no caso, a proteção às liberdades públicas de imprensa e manifestação do pensamento. A vedação à veiculação de opiniões deve ser excepcional. Feliz de quem vive sob um Estado que defende as liberdades até mesmo daqueles que o atacam."

Edouard Dardenne - 8/3/2007

"Não acho que Mainardi ofendeu o povo cuiabano ou o sergipano (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). O seu jornalismo é crítico, ácido, desafiador, feito para ser amado ou odiado. Não acho, também, que ele odeie Cuiabá ou Sergipe. Mas mesmo se odiasse, teria total direito de dizer isso, pra quem quisesse ouvir (ou ler). Ele é pago para escrever assim, e cumpre seu papel. Pior são os membros do 'parquet', a quem pagamos o salário para que desenvolvam sua função constitucional de forma séria, e, em vez disso, ficam brincando de galã da novela das oito."

André Luiz Aidar Alves - Goiânia - 8/3/2007

"Ora! Ora! 'Senhores', quando o Ministério Público só defendia os poderosos, mil maravilhas... Agora que assume, de fato, a defesa do Estado de Direito, vêm vocês defender a Veja que segundo fala-se anda mal das 'pernas' bem como o sr. Diogo Mainardi, que nada fez em defesa da liberdade da imprensa e hoje abusa dela (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Se vocês estão tão preocupados com o desespero deles, vão juntando dinheiro para ajudar a pagar as indenizações devidas a quem de direito."

José Araújo de Sousa - 8/3/2007

"Se esses procedimentos realmente tivessem fim, eu diria que foi uma atitude bem tomada, contudo, é de palmar sabença que a única serventia desta ação do d. Promotor foi aparecer na mídia, neste diapasão, ele agiu tão mal, ou até pior que o péssimo Mainardi (ele reflete o mal da sociedade, ou seja, pessimista, 'corneteiro' e discriminatório), pois este último, tem como função, falar asneiras, enquanto aquele primeiro (do MP) deve zelar pelo bem da sociedade e não do seu ego (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui)."

Paulo Germano Autran Nunes - 8/3/2007

"A propósito do noticiário e migalhas sobre o sr. Mainardi, comento (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui): - Não há semelhança entre Paulo Francis e Mainardi. Enquanto o primeiro 'inventava' fatos para melhor se pavonear, como mencionado pelos seus próprios colegas de redação do Pasquim, o segundo apenas é cáustico em seus artigos. - O MP já tem serviço em demasia para, se opondo à garantia de liberdade de imprensa, gastar tempo e dinheiro para processar um jornalista por emitir opinião, mal-humorada vá lá, acerca de Estados e cidades do Brasil. Considero ainda que a opinião do sr. Mainardi nem é tão qualificada assim, e o prejuízo causado a Cuiabá ou Sergipe me parece nenhum. Melhor seria que o MP se preocupasse com os périplos do sr. Beira Mar pelos Tribunais do Brasil e tentasse por todos os meios disponíveis reverter a infeliz decisão do STF que concedeu este benefício descabido. Atenciosamente"

Ednardo Souza Melo - 8/3/2007

"Para encerrar a minha participação no ridículo caso de mais um surto de 'puder' de um membro do MP Federal comunico, a quem interessar possa, que não tenho a mínima intenção de visitar Sergipe, Cuiabá, Cochabamba, Brejo da Cruz, Surinâme, Dindigul, Mossul, Rostov, Sioux City, Takasaki, Durango, Bacabal, Mombaça e mais algumas centenas de milhares de cidades do Brasil e do Mundo. Com isto, segundo o critério do - não sei como qualificá-lo - membro do MPF de Sergipe acumulo penas e indenizações de tal monta que só me resta fugir para Cumaná e lá colocar-me sob a proteção do Comandante Chávez. E cantar a versão da canção Cumaná, decerto de autoria de uma mente brilhante: 'Cumaná, Cumaná/Uma cidade que nem está no mapa/Cumaná, Cumaná/ Se parece muito com a Lapa...'/ Opá! mais um processo por desacato à Lapa! Cada vez mais 'somos?estamos?' um país atrozmente ridículo."

Alexandre de Macedo Marques - 8/3/2007

"Jesus está vendo! Não foi pra isso que criaram o Ministério Público quando há mega-empresários do setor sucroalcooleiro que sonegam impostos e contribuições federais e não repassam aos cofres públicos nem as quantias descontadas na fonte (INSS e IR). Botem tempo nisso! O que acontece com as Representações Fiscais para Fins Penais? Por que esses empresários ainda se apropriam de recursos do FAT, via Ministério do Trabalho, pra pagar aos empregados nas entressafras? Por que ainda conseguem recursos públicos do BNDES pra novos projetos agora que o álcool está na crista da onda? Por que continuam desmontando as velhas usinas e destilarias, alienando um patrimônio comprometido com dívidas? Por que continuam transferindo máquinas e equipamentos pra outros Estados onde instalam 'novas' indústrias, sem ao menos existir a mínima preocupação de colocar 'laranjas'? E vão se preocupar justamente com o Mainardi?"

Abílio Neto - 8/3/2007

"Memoráveis os comentários dos Drs. Orlando Celso da Silva Neto, Edouard Dardenne e André Luiz Aidar Alves no Migalhas sobre a indigitada ação proposta por Promotor Público contra Diogo Mainardi. A atitude mostra com que o país de hoje se preocupa: somente com fuxicos banais. Como não ser pessimista como o Mainardi?!"

Maria Ap. A. L. Wichert - 8/3/2007

"Apesar das afirmações moralmente repreensíveis de Diogo Mainardi, não creio fosse necessário chegar ao ponto do Ministério Público intervir, além de ser a atitude um tanto exagerada (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Concordo com os demais migalheiros que sentem tal movimentação no MP como uma afronta ao erário público, pois pagamos para que o MP atue em estreita observância do interesse público. Não creio que o tom jocoso (deveras desnecessário, é verdade) do comentário do sr. Mainardi ofenda tanto o povo, como a atitude do Procurador, que foi eivada de exibicionismo."

Susan Mc Innes - 8/3/2007

"Não é de hoje que membros do parquet escolhem contra quem voltar suas baterias (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Como brasileiro, entretanto, não posso deixar de brindar o fato de o dublê de jornalista, o Sr. Mainardi, estar pagando o preço pela irresponsabilidade com que exerce sua profissão. A propósito, ele não estava de malas prontas para a Itália? Proponho fazermos uma vaquinha: se ele topar mudar-se para lá e sumir do noticiário, contribuo com US$ 100,00. Alguém mais se habilita?"

Pablo Becker - 8/3/2007

"Bom, a ação é ridícula, mas é Direito Constitucional (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Muito provavelmente não vai dar em nada. Queria ver esse mesmo MP interpelar nosso guia pelas declarações sobre a violência, isto é, que o emprego da violência é necessário. Ora, isso é apologia ao crime, ou não é?"

Lia Girao Barroso - 8/3/2007

"Quer dizer que esta turma do MPF lê a coluna do Mainardi, vê todas aquelas denúncias, sobre a grana do Lulinha, mensalões etc. e resolve processar o autor das denúncias (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui)? Lembrete: a página de humor da VEJA já é do Millôr."

Letícia Moraes - 8/3/2007

"Caro Pablo Becker, contribuo com 50 pilas, desde que seja passagem apenas de ida... daquele que não leu Veja, e não gostou."

Armando Silva do Prado - 8/3/2007

"Que diria o colega migalheiro, Sr. Silva do Prado, defensor do falso civismo do MPF, se o Parquet o processasse por preconceito contra os anões? Basta de patrulhamento!"

Ricardo Alexandre da Silva - escritório Felippe, Gomes & Isfer – Advogados e Consultores Associados - 8/3/2007

"Letícia Moraes, concordo em gênero e número com sua afirmativa. O MPF teria mais o quê fazer, eles só chutam cachorro morto. Felicitações."

Augusto Bernardino Marques - 8/3/2007

"Mainardi dispensa comentários; é simples e unicamente um aproveitador da paciência alheia; fala besteiras sem conteúdo, ganha dinheiro e muitíssimo dinheiro com isso, e ainda se notabiliza como jornalista. Fatos como esses fundamentam a ação da procuradoria da República tendente a não mais exigir curso superior para o exercício do jornalismo (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Afinal de contas o que o Mainardi faz qualquer um faz, e melhor! O que mais assusta neste episódio não é isso: todos sabem que não se deve dar ouvidos ao Mainardi quando ele fala do governo. Acontece que pessoas e cidadãos não são o governo, a elas devem-se respeito e reconhecimento, qualidades que o famoso jornalista está longe de demonstrar. Pelo contrário, ele demonstra preconceito, intolerância e desrespeito generalizado. Em suma, ação civil pública é pouco para reprimir tamanho absurdo; ação penal com fundamento no art. 20 da Lei 7.716/89 seria o mínimo aceitável."

Lucas Laurentiis - 9/3/2007

"Se o parquet anda tão preocupado com o Direito Constitucional, seria realmente útil se policiasse - com eficiência nos resultados - os direitos à educação, saúde e segurança que o Estado tem obrigação e faz uma cortina de fumaça com atitudes do tipo desta ação (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui). Na verdade Diogo é um jornalista ácido e inteligente. Não gosto do seu estilo, mas respeito e admiro sua inteligência e mordacidade."

José Carlos Guimarães - 9/3/2007

"Li e reli o artigo e não consigo identificar uma só ofensa ao povo do nordeste. O contexto do texto afasta totalmente essa leviana acusação contra o jornalista (Migalhas 1.607 – 6/3/07 – "Migas – 7" – clique aqui)."

Raphael Dodd Milito - 9/3/2007

"Ninguém precisa gostar do MPF, mas é uma injustiça acusar o Paulinho, Procurador e mentor da polêmica ação, de 'não ter o que fazer'. Francamente, o Paulinho deve trabalhar muito. É sério, crianças, escutem: os mal-humorados fiscais da moral e dos bons costumes, com cartilhas politicamente corretas nas mãos, são IN-CAN-SÁ-VEIS. O Paulinho Sergipano, nosso querido Procurador da República (yes, nós temos banana), deve ser um patrulheiro ativo, dedicado, atento e valente. Não à toa, pessoas como o Paulinho há muito são homenageadas pela nata da classe artística internacional, e merecidamente. Por exemplo, Thom Yorke, vocalista do Radiohead, inspirou-se em 'Paulinhos Sergipanos' espalhados pelo mundo para compor um dos seus maiores sucessos. O nome da música? Karma Police, é claro. Qual mais seria? Ps: o síndico do condomínio onde eu vivo é um 'Paulinho Sergipano' genérico. O lado bom? Já paguei tantos pecados que a minha entrada no Paraíso está garantida. Se bobear, com tapete vermelho."

Gregor S. Netto - 9/3/2007

"Ai, Doutores do MPF, olhem para os buracos de nossas Estradas Federais, pagamos Cid CPMF, tantos impostos e não temos condições de trafegar com segurança por elas."

Dirceu Antônio de Ávila - 9/3/2007

"Caso Mainardi. Está sendo exibido em São Paulo um imperdível filme dirigido pelo John Cassavetes: 'Uma Mulher sob Influência', que é de 1974. Em inglês, 'A Woman under the Influence', pelo qual Gena Rowlands ganhou o Globo de Ouro e foi indicada ao Oscar de Melhor atriz. Entendeu o título? A expressão 'under the influence' é utilizada para indicar alguém que não está em seu perfeito juízo por força de ingestão de álcool ou estupefaciente. A tradução correta seria 'Uma Mulher Chapada' ou coisa assim, que eu não sou muito bom em gíria. O 'tradutor' resolveu consultar um dicionário de bolso e deu no que deu. Até parece certos advogados que acham que certo jornalista deve mesmo ser processado por ser um chato ou acham que a publicação da biografia de certo cantor não merece ser proibida porque só contém fatos já conhecidos, sem atentarem para o que está por trás daquele processo ou desta proibição. Até porque uma língua não se contém num dicionário de bolso, nem o Direito se resume a achismos. Ser tradutor e ser advogado é um pouco mais do que isso. Migalhas lavra mais um tento, exibindo o produto final de certas faculdades de Direito que se limitam a admitir candidatos em suspeitíssimos 'processos seletivos' e depois dos anos regulamentares os atiram na rua sem capacidade de raciocinar a partir de elementos abstratos. Como conseguem advogar se as petições devem necessariamente conter um silogismo? A saber: a) a regra diz isto (situação abstrata); b) a parte contrária fez isto (situação  concreta); c) logo, estando o caso  b compreendido (ou não compreendido) na hipótese a, requeiro tal ou qual providência judicial. Fácil, né?"

A.Cerviño - SP - 9/3/2007

"Senhores, como fiquei contente ao ler (todos) os comentários a respeito do caso Mainardi. É possível vislumbrar através da leitura 'luz no fim do túnel', logicamente se este não for da linha amarela de São Paulo. Quem diria que esse país chegaria a esse estágio, como crescemos. Nota-se também, claramente, na leitura que, o lado da 'defesa' do jornalista se baseia em grandes escritórios, através de seus prepostos ou meros simpatizantes/admiradores/vislumbrados que tiveram a oportunidade de freqüentar arcadas – 'públicas', etc., etc. - e o outro lado por cidadãos mais modestos que apesar de serem 'jogados' nas ruas na condição de 'bacharéis' após longo período regulamentar estão se atrevendo a pensar diferente, ter opinião, apoiar o 'inapoiável'. Como deverá ser, bom e livre, este país quando pudermos gozar da interiorização de 'arcadas' e a humanização interiorana dos intelectuais das grandes cidades do eixo do domínio e escritórios. Em algum momento de meu passado (obscuro e tenebroso) senti, tremendamente condicionado, alguma simpatia em receber em minha terra Tio Sam, afastei-me da leitura de certos periódicos e hoje me alio à imensa onda mundial do 'FUERA DIABLO'. De tudo, que fique apenas o cheiro de enxofre."

Tadeu de Quita - 9/3/2007

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