quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Governo Lula

de 11/3/2007 a 17/3/2007

"Em vez de educar, fica muito mais fácil distribuir camisinhas dando a impressão de que basta usá-la e todo mundo estará livre de DST e gravidez irresponsável. Essa parte Lula não chegou a esclarecer quando orientou seus ministros e assessores a não mais usar de hipocrisia para tratar desse e dos demais assuntos de governo. Em resumo, teria proferido um basta às condições que vêm sendo assumidas neste e nos governos anteriores, com raras, raríssimas exceções. Disse com todas as letras que chega de hipocrisia, que é preciso discutir com coragem a questão das DST, incluindo a AIDS. Esperamos que essa orientação chegue a todos os brasileiros e seja levada a sério, principalmente, pelas instituições democraticamente estabelecidas, responsáveis pelos destinos do País e de seu povo majoritariamente pobre e excluído da partilha de suas riquezas. Comparando, que desde já fique claro: não adianta distribuir coletes à prova de bala aos nossos cidadãos e 'propagandear' que eles estão livres para subir os morros do 'permissivismo' sexual, que estarão protegidos."

José Renato M. de Almeida – Salvador/BA - 12/3/2007

"Colegas migalheiros, numa grande infelicidade o nosso caro presidente chamou setores da sociedade de hipócritas no que tange ao assunto 'camisinha'. Vejam a resposta da CNBB, exemplar, dada pelo Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, Dom Rafael Llano Cifuentes: 'A Igreja não concorda com a forma em que o Sr. Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva abordou, no Rio de Janeiro, o problema do uso dos preservativos. A posição da Igreja é clara. Sempre o fui. Não mudou, nem mudará. Não repetiremos continuamente nosso parecer a esse respeito. O modo de educar nossos adolescentes e jovens não pode ser feito com base no permissivismo, incitando-os a um comportamento desregrado. Precisamos educá-los baseados em bons princípios consistentes. Esta orientação cabe em primeiro lugar aos pais. O filho encontra na família a primeira e mais importante fonte de formação desses princípios e valores humanos. Quando os pais atuam assim, não estão sendo hipócritas. E a Igreja defende os direitos originários dos pais. Não somos hipócritas. Nem o fomos. Nem o seremos. Somos coerentes'. Assim, o Brasil notou mais uma vez um Lula infeliz, conseguindo casar superficialidade com irresponsabilidade do governo."

Antonho Fallacci - 12/3/2007

"O iluminado cavalheiro, como nunca 'houve neste país', que pela sua charla mais recente é suspeito de ter massa encefálica fora do cérebro, numa demonstração de insuspeitos atributos e conhecimentos, perorou sobre o Ponto G depois de tecer judiciosos e doutos pareceres sobre camisas de vênus. Quem seria a fonte de tão inusitado saber erótico-botequineiro? Está certa D. Marisa do Planalto ao opor seus discretos vetos a pretendidas 'proximides planaltinas'. Sexóloga é sexóloga, ministro é ministro. Embora muitos ministros, e a maioria dos congressistas, confundam as bolas e se esforcem por encontrar o Ponto G do país. E aí o Macaco Simão tem razão: 'Nóis sofre mas nóis goza'. Caramba! é um espetáculo de doideira geral!"

Alexandre de Macedo Marques - 13/3/2007

"O comentário do Sr. Alexandre mais parece de alguma viúva dos nefastos PSDB e PFL, inconsoláveis até hoje com o Governo de um operário ter mais resultados positivos que os deles. Quanto ao Sr. Bush, ele colhe pelo mundo manifestações contrárias de muitas classes, devido à matança de inocentes. E o Senhor Alexandre deveria ser mais cidadão e respeitar o Estado Democrático e as opiniões contrárias as dele."

Maria de Fatima Batista - 14/3/2007

"Noticiado que a Proposta de Emenda Constitucional - PEC 358 - está para ser votada na Câmara dos Deputados Federais, em Brasília/DF. Esta PEC (tida como segunda etapa da reforma do Judiciário) contém norma no sentido de instituir foro privilegiado a prefeitos, governadores, e secretários, caso tenham de responder judicialmente por atos de improbidade administrativa, ações que passarão a tramitar perante os tribunais estaduais. Caso haja aprovação desta PEC creio, sem medo de me equivocar, que triunfará, vez mais, a impunidade em nosso país. Digo isto porque os tribunais, como cediço, sempre estão mais sujeitos à pressão política e bem porque não estão estruturados para possibilitarem o perfeito andamento a este tipo de ação, o que, por certo, acabará por retardar o desenvolvimento dos feitos, gerando a desconfiança da população ante a perspectiva de impunidade. Vamos dizer NÃO a esta alteração constante da PEC 358, de 2005 (apensa à PEC 377, de 2005)! Saudações,"

Armando Bergo Neto – advogado, OAB/SP 132.034 - 14/3/2007

"Aproveitando o desabafo do presidente Lula pedindo o fim da hipocrisia nas questões de governo na Saúde - e esperamos que seja estendido a todas as demais questões - a coluna dominical de Renato Simões (Tabu, A TARDE 11/3/07) lança luz sobre a necessidade de controle da natalidade no Brasil, principalmente esclarecimentos às camadas sociais menos favorecidas de modo a reduzir o número de filhos dos mais pobres. Certamente por objetividade ou falta de espaço não foi abordado o principal fator da miséria em nosso país: a corrupção democraticamente instituída, existente no sistema político. Com cerca de 196 milhões de habitantes, o Brasil abriga mais de 40 milhões de pessoas que vivem abaixo do nível da miséria, por dispor de apenas um dólar por dia à sua sobrevivência. Terrível imaginar o que ocorreria aqui se tivéssemos a população da China, um pouco mais de dois bilhões e trezentos milhões de habitantes! Temos conhecimento que lá há um duríssimo 'controle de natalidade', principalmente da natalidade de bebês-meninas... E pelas notícias internacionais também sabemos que lá os corruptos no governo são punidos exemplarmente. Já no Brasil..."

José Renato M. de Almeida – Salvador/BA - 14/3/2007

"É sabido que o drama deste país está mais no analfabetismo funcional que, propriamente, no analfabetismo 'strictu sensu'. O analfabeto funcional, frequentemente portador de um canudo inconseqüente de uma das dadivosas 'faculdades', tipo 'o brasileiro é tão bonzinho', não entende o que lê. Talvez sofra da 'síndrome da Silva', a 'massa encefálica do cérebro' atópica. A tão tá bom, D. Fátima. 'Viúva do PSDB/PFL', 'inconformado com um governo de um operário com resultados positivos', antidemocrata, a favor da morte de inocentes e mais algumas bobagens, acusa-me a - pelo jeito - fanzoca da sexóloga ministeriável. Ora, minha senhora, vá procurar a sua turma. Antes um dever de casa. Ler 100 vezes o que escrevi."

Alexandre de Macedo Marques - 15/3/2007

"Durante os Anos de Chumbo, quando o governo proibia e reprimia violentamente greves e manifestações populares de descontentamento, havia uma ideologia a combater (o autoritarismo) e um inimigo perfeitamente identificável (os militares entrincheirados na administração pública). A roda do mundo girou e cá estamos diante de um governo que se diz de esquerda mas que sub-repticiamente vai se transformando em algo pior do que a própria ditadura. Os militares criaram as polícias militares estaduais para conter a rebeldia popular, mas nunca ousaram criar uma polícia militar federal. Lula já fez o que os militares não fizeram e todas as semanas vemos nas ruas do Rio de Janeiro os cadáveres das balas perdidas pelos gloriosos soldados anti-tráfico (cuja pontaria parece com a dos seus inimigos do tráfico). A restrição à liberdade de imprensa sempre ocorreu durante a ditadura. A censura era legal, mas a repressão onipresente era ilegal. Formalmente a liberdade de consciência, de expressão e de imprensa eram consagradas pela Legislação, mas se alguém escrevesse algo que desagradasse algum militar o ‘coro comia’. Mesmo assim, os militares não criaram um Conselho Federal de Jornalismo para castrar ideologicamente os desafetos (preferiam bater neles, e pronto). Os amiginhos de Lula já tentaram impor um Conselho de Castração Jornalística e felizmente não tiveram êxito. Os militares prestigiavam o capital, mas nunca reduziram abertamente a rentabilidade da poupança pois reconheciam que a mesma era a única forma de investimento popular. Há bem pouco tempo Lula meteu a caneta nos poupadores para alegria de seus amigos banqueiros, que certamente esperam poder cobrar taxas e mais taxas de administração dos poupadores que migrarem para outras formas de investimento. Durante décadas à esquerda, Lula a frente dela, infernizou a vida dos usineiros por causa dos bóias-frias que ganhavam salários de fome para cortar toneladas e toneladas de cana. A esquerda chegou ao Poder e tem cuidado muito bem dos interesses daqueles mesmos usineiros. Os bóias-frias continuam a ganhar salários de fome para cortar toneladas e toneladas de cana. Quantas toneladas de cana os bóias-frias terão que cortar para satisfazer a sede de álcool dos gringos é um mistério. Mas o Lula, que vive no melhor dos mundos de braços e abraços com o carniceiro que ocupa a Casa Branca, já não vê bóias-frias nem sabe que trabalho dá cortar um pé de cana (mas de caninha ele entende). Sob os militares o direito de greve existia, mas as restrições para seu exercício eram tão grandes que uma greve legal era impossível. Naqueles tempos sombrios, os Tribunais do Trabalho nem julgavam as paralisações apenas carimbavam nos processos ILEGAL (troçavam os advogados). As greves geralmente eram ilegais, e como tal tratadas de maneira exemplar (a cassete e pau-de-arara). Até Lei de Segurança Nacional era aplicada contra sindicalista (o Lula que o diga). Ligo a televisão todos os dias. E desde que Lula chegou ao Planalto Central todos os comentaristas econômicos dizem praticamente a mesma coisa: as exportações cresceram, a arrecadação da União aumentou e a renda média do trabalhador diminuiu. Fico me perguntando se os sindicalistas ficaram cegos, pois parece que só eles não estão vendo o que está ocorrendo. Por menos que isto a esquerda liderada pelo próprio Lula já fez greves setoriais, locais, regionais, estaduais e até nacionais. Mas agora as paralisações nas empresas privadas não ocorrem mais. E o governo Lula até quer restringir o direito de greve no setor público e atividades essenciais. Porque as greves não ocorrem e a limitação a este direito vai ser enfiado goela abaixo dos trabalhadores, pergunto intrigado. A única resposta que ocorre é a seguinte: as antigas lideranças sindicais ocupam cargos na administração pública e seu compromisso com os operários acabou à medida que passaram a usar ternos caros, andar de carros oficiais e tomar vinhos importados à custa dos contribuintes. Os sindicalistas que ainda não chegaram à Esplanada dos Ministérios estão quietinhos justamente porque querem desfrutar cargos e salários num futuro bem próximo. Do jeito que as coisas estão, Lula fica no Poder mais 20 anos. Com seu 'jeitinho de esquerda' o maroto está a  realizar todos os sonhos dos usineiros, banqueiros e empresários sem precisar recorrer à força. Com a vantagem de não ser visto como inimigo dos operários e bóias-frias cujas vidas continuam indo de mal a pior (porque agora nem contar com seus sindicalistas eles podem). 'O diabo adora se mascarar!', disse um personagem do filme O SENHOR DA GUERRA. Com toda propriedade a frase pode ser usada para definir esta pseudo-esquerda. Se existe um Deus, Deus nos livre dela..."

Fábio de Oliveira Ribeiro - 15/3/2007

"Qualquer notícia que envolva Lula ou o PT me torna mais convencido de que o PT não é um partido, mas uma maldição. Um abraço fraterno do"

José Augusto Carvalho - 15/3/2007

"Migalhas do Vocabulário do Cumpanheiro: Súplice - o modo como a cumpanheira Marta implorava um ministério."

Francimar Torres Maia - o Cearucho - 15/3/2007

"Marta Suplicy e Ministério do Turismo (Migalhas 1.614 – 15/3/07 – "Marta suplicante"). Sr. Diretor, Segue uma piada que ouvi na data de ontem. 'O Brasil tenta acabar com o turismo sexual no país, nomeando uma Sexóloga para exercer a função de ministra do Turismo'. Só no Brasil mesmo. Abraços,"

Fábio Moraes - acadêmico de Direito - 16/3/2007

"O Sr. Luis Inácio, com aquele eterno sorrizinho no rosto, afirma ser ele o único torneiro mecânico no Brasil que recebe tanto: R$ 8.000,00 por mês. Em primeiro lugar, se soubesse inglês, eu lhe indagaria a respeito dos fringe benefits que lhe caem no colo mensalmente e cujo valor ultrapassa em muito esses míseros R$ 8.000,00. Em segundo lugar, diria que ele se esqueceu de dizer que também não há no mundo filho de torneiro mecânico que se tenha tornado milionário da noite para o dia, coincidentemente depois que o pai foi fazer o sacrifício de ser presidente da república. Aliás, ele agradeceu na ocasião o sacrifício dos que aceitam serem seus ministros, pois estão ali para perder dinheiro. Talvez seja por isso que todos eles estão paupérrimos, até porque eles quase não se esforçam para apresentar emendas orçamentárias para seus rincões natais. Consta que um dos novos ministros responde por crime de falsidade documental, processo cujo julgamento certamente se dará na mesma sessão em que o STF julgará a questão da (i)legitimidade do Ministério Público para investigar as pessoas comuns, isto é, quem não seja do governo federal, cujos componentes, aliás, gozam da garantia constitucional de não poderem contra si o testemunho de meros caseiros, segundo decidiu o mesmo Tribunal. Até lá teremos the right man in the right place. Não será, porém, por isso que as estradas continuarão esburacadas mesmo depois da liberação de recursos para recapeá-las. Ou que o custo do mausoléu olímpico do Rio de Janeiro terá tido, mesmo não havendo mais a desculpa da inflação, o seu custo dobrado, depois triplicado, depois quintuplicado e, quando chegar o dia da inauguração, se descobrirá que o dinheiro liberado para aquilo daria para construir um conjunto olímpico daqueles em cada capital do país. Felizmente, agora não teremos mais um criminalista para orientar a  Polícia Federal, mas um homem que entende, segundo dizem, de causas trabalhistas. É continuar pagando (e quanto!) para ver."

Sílvio Alonso - 16/3/2007

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