quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Exame de Ordem

de 18/3/2007 a 24/3/2007

"A propósito da nota 'Fio do bigode ?' (Migalhas 1.615 – 16/3/07) entendo, como vocês, ser imprescindível que se retifique o edital, para constar a garantia apalavrada pelo Presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB/SP, de que a taxa será devolvida, ainda que excepcionalmente àqueles que forem aprovados, bem como de que forma ela irá se efetivar. Agradeço até hoje a meus pais e avós por me terem legado a cultura do FIO DE BIGODE, na qual os negócios são fechados e honrados mesmo sem nenhuma assinatura no papel. Mas no caso, temos um edital cujo item 1.3.3 é textual no sentido de que a taxa de inscrição não será devolvida em hipótese alguma. Há necessidade, então, de se firmar ou consolidar o que está apalavrado e que contrasta com aquilo que está no edital. Por fim, esclareço que minha nota 'O que fazer ?'  (Migalhas 1.614 – 15/3/07) se ateve ao assunto ali mencionado, não se tratando de crítica à unificação de datas ou falso pretexto com intuito de acabar com o Exame de Ordem, exame este do qual, aliás, sou pessoalmente favorável à sua manutenção."

Ricardo Estelles - OAB/SP 58.768 - 19/3/2007

"Com o costumeiro dom da escrita judiciosa, nosso prezado articulista Manuel Carlos brindou-nos, em 20/3, com o artigo 'Trote da OAB' (CORREIO POPULAR Digital). Não tenho procuração para defender a OAB, mas é bom que se diga que o Exame de Ordem é realizado por empresa especializada (Fundação Vunesp), o que não retira, jamais, a responsabilidade da entidade em fiscalizar e acompanhar o desempenho do certame, em todas as fases; se o valor da inscrição está alto há necessidade de readequá-lo à realidade, mesmo que para tanto seja necessário até diminuir a margem de lucro da contratada; se há falta de organização e se as questões estão sendo mal-elaboradas, nossa entidade deverá, doravante, redobrar os cuidados nesse sentido. Enfim, como em quase tudo que é humano, a realização do Exame de Ordem também pode estar sujeita a falhas, lacunas e defeitos que deverão ser sanados imediatamente, sob pena de sobrevir a conseqüente diminuição de crédito de nossa entidade de classe perante a sociedade. Vê-se, então, que a crítica construtiva do nobre articulista nos presta relevante serviço, já que o alerta é apto a gerar a pronta reavaliação de todo o sistema, colocando em prática, num segundo momento, as mudanças que se façam indispensáveis."

Armando Bergo Neto – advogado, OAB/SP 132.034 - 21/3/2007

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