quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Governo Lula

de 18/3/2007 a 24/3/2007

"Sempre é depois que vem à tona as mazelas esquecidas. No caso da hora, diz respeito ao Ministério do segundo mandato. O indicado a propósito para o Ministério da Agricultura, sr. Odílio Balbinotti, por ter foro privilegiado, é objeto de ação judicial perante o Supremo Tribunal Federal. Mas o que impressiona na notícia não é esse fato que não passa de coisa da vala comum da classe política na governabilidade hodierna. Quem não se surpreendeu com o veloz sucesso empresarial do Odílio Balbinotti no período de cinco anos? De, como diz ele, trabalhador na roça, com as 'graças de Deus' que o iluminou, ele conseguiu ser um grande produtor de sementes. Trata-se de uma beleza de discurso, numa matéria que parece ter sido paga, pois ele a si próprio se refere na terceira pessoa ('A Nação está Tranqüila', in O Globo, 16/3/07). Assim, revelou à Justiça Eleitoral, que seu patrimônio declarado passou de R$ 5,53 milhões para R$ 123,79 milhões nos últimos cinco anos. É realmente surpreendente, embora diga-se que dinheiro atrai dinheiro tal qual os rios correm para o mar. No caso, porém, diz o candidato a Ministro, foram as 'graças' divinas que propiciaram o aumento de seu patrimônio. Então, esse aumento decorreu de orações, é claro, conforme deflui de suas declarações. Se assim foi, razões decorrentes dos direitos inerentes à cidadania e aplicação do princípio da igualdade, deveria ele revelar à população brasileira as orações que todos devemos rezar para ter um pouquinho, pelo menos, do mesmo sucesso financeiro que teve. Muitos de nós, cidadãos brasileiros, não necessitaremos de tanto sucesso como o alcançado pelo empresário da soja. Dez ou vinte por cento já seria bom. Ademais, poderíamos verificar se as orações reveladas irão mesmo servir também de anteparo para não precisar temer bombardeios, inclusive de ações judiciais. Além disso, por essa mesma razão, o sr. Odílio Balbinotti deveria escrever a história de sua vida e suas experiências, consubstanciando tudo num Manual de Auto Ajuda dirigido a todos os brasileiros para que trilhem caminhos iguais ou semelhantes em direção ao sucesso. Com as 'graças' divinas, é claro. Na verdade, verifica-se mais uma vez, que cargo público, quanto mais notório em importância, não passa de mercadoria de barganha. Daí falar-se sistematicamente de loteamento dos cargos públicos que são preenchidos em decorrência de negociações entre chefes de partidos políticos, tudo por minutos de glória na governabilidade do país, seja ela qual for. Mas, que o atual incidente da evidente e indiscutível falta de reputação ilibada do candidato (requisito esquecido pelo constituinte de 1988 para a escolha do Ministro de Estado), sirva de parâmetro para outras escolhas, pois não constitui nenhum idílio conviver com quem poderá valer-se do cargo público para apenas desfrutar de um período de glória, que seja."

Pedro Luís de Campos Vergueiro - 19/3/2007

"Mais um chorão no Congresso. Entre a tristeza e a alegria, pelo andar da carruagem da governabilidade, é melhor a bailarina. Pelo menos ela não foi reeleita e está sendo jogada no ostracismo. Por quem chorou Collor? Pelo amigo PCFarias que fugiu e acabou preso muitas milhas distante? Pela sua morte ainda não esclarecida? Pela Zélia Cardoso de Melo que vazou para o exterior? Pela angústia dos poupadores que ficaram sem poder usufruir suas economias? Pela modificação da moeda que não levou a nada? Pela tensão desses mesmos poupadores que tiveram de mover ações para reaver a poupança confiscada? Pela angústia do poupador de ver o rebaixamento de suas economias para pagamento de advogados e custas judiciais? Pela indignação de ver que o bloqueio das economias vazou para alguns privilegiados? Pela vil aventura econômica de virar a mesa, enfim? Embora tenha feito um lacrimoso discurso de três horas, em momento algum demonstrou saber quem pagou o preço da aventura econômica. Para ele, isso é uma questão fora de qualquer cogitação. Ora, quem pagou o preço dessa aventura foi o povo brasileiro, com muita angústia, muita tristeza, muita revolta, muita desesperança. O povo brasileiro é que foi a vítima de um comportamento fútil e inconseqüente, comportamento próprio de adolescente. Mesmo já passados dez anos, é muita desfaçatez pretender ostentar a condição de vítima de uma farsa. E ainda chorar! Não foi farsa, não. Que não foi podem dizer os ‘cara-pintadas’ que foram às ruas lançar seus gritos de protesto contra o rumo das coisas governamentais que estavam sendo implantadas. Ademais, nessas funestas três horas no Senado, intervieram alguns senadores, dentre os quais destaca-se Aloizio Mercadante que teve o descaramento de justificar que ele, Collor, pagou um preço muito alto pelos próprios e de sua equipe desmandos governamentais. Ora, um preço muito alto quem pagou, repita-se, foi o povo brasileiro, inclusive influenciado pela veemência com que ele, Aloizio Mercadante, atacou, com carradas de razão, a governabilidade Collor. Não há nenhuma razão demonstrável de que o que foi feito o foi injustamente. Collor, como chefe de sua equipe, foi e é responsável pelas angústias, tensões, indignação do povo brasileiro. Quem viveu aqueles anos sabe o quanto foi sofrido sobreviver. Portanto, o discurso de Collor não pode calar fundo em quem quer que seja, inclusive e sobretudo se for um Senador da República, como é o caso de Renan Calheiros, cuja atuação à época era de líder do governo Collor na Câmara. Não há biografia alguma para ser reescrita."

Pedro Luís de Campos Vergueiro - 19/3/2007

"A ex-prefeita de São Paulo e sexóloga Marta Suplicy foi escolhida para o Ministério do Turismo (Migalhas 1.614 – 15/3/07 – "Marta suplicante"). Qual turismo ?"

Alexandre Thiollier - escritório Thiollier e Advogados - 19/3/2007

"Que injustiça estão cometendo com a sexóloga Martita Favre, Corrientes 3,4, ocho. A senhora Favre tem tudo a ver com o Turismo. Afinal um dos atrativos da Pindorama é o exuberante e variado cardápio do turismo sexual. Afinal do que entende um(a) sexóloga? Como me esforço para não atritar-me com a intelectualidade petista - borro-me de medo dos politicamente corretos - aplaudo irrestritamente a escolha do iluminado guia do povo brasileiro. O cefalópode da Silva. 'Nunca neste país... Caracas'!"

Alexandre de Macedo Marques - 19/3/2007

"Magnífico Editor, Se o ínclito Alexandre Thiollier pretendeu sugerir que a sexóloga Marta irá incrementar o turismo sexual no Brasil, eu concordo (Migalhas 1.616 – 19/3/07 – "Migalhas dos leitores – Turismo"). Acho que é isso mesmo que irá acontecer, até porque a competência dela foi demonstrada na Prefeitura de São Paulo. Um desastre! Por outro lado, gostaria de acrescentar que, no Brasil, já temos o governo sexual, onde todos nós que aqui vivemos, brasileiros ou não, assumimos o lado passivo no relacionamento com o governo. Cordiais saudações,"

Fernando B. Pinheiro – escritório Fernando Pinheiro – Advogados - 19/3/2007

"O ex-futuro Ministro Odílio Balbinotti tinha tudo a ver com a agricultura: cor de cenoura, cara de pepino e preferência por laranja. Virou um abacaxi, mas acabou frito que nem batata!"

Abílio Neto - 19/3/2007

"A tentação de Marta. Tomara que a nova Ministra do Turismo, Marta Suplicy, não fique tentada em propor a substituição da atual denominação da Praça dos Três Poderes, em Brasília, ou até mesmo da Ponte Rio-Niterói, pelo nome de algum homenageado seu, a exemplo do que fez quando prefeita de São Paulo, onde determinou a substituição de diversos nomes de logradouros públicos, entre eles a tradicional e histórica denominação do Túnel 9 de Julho, num desrespeito não só ao povo que governou, como também à memória dos heróis que morreram durante a Revolução Constitucionalista de 1932."

Pedro Paulo Penna Trindade - OAB/SP 37.292 - 20/3/2007

"'Forante' as grosserias avocadas e dirigidas à ex-prefeita Marta, quero solidarizar-me com essa lutadora pelas causas sociais, desejando-lhe sucesso nessa nova fase de sua atuação política. Como dizem os caipiras do nosso Estado: 'quem desdenha, quer comprar'. Esses despropositados machismos escondem a grande frustração de ver uma mulher triunfar onde, geralmente, os homens patinam e se afundam."

Armando R. Silva do Prado - 20/3/2007

"PAC - O PAC não vai contribuir para o desenvolvimento do Brasil. O Governo Federal só apresenta planos para a platéia bater palmas e ter assunto para conversa mole. O governo LuLLa parece uma 'Ferrari' cujo motorista não tira o pé do breque e põe gasolina suficiente apenas para a volta de apresentação."

Cláudio Costa - advogado - 21/3/2007

"Fiquem quietos! Achei um lugar seguro para transportar o meu trabuco. É na mochila do netinho (Migalhas 1.618 – 21/3/07 – "Senhor da razão")!"

Jose Roberto Amorim - 21/3/2007

"Disse aquele ator petista Paulo Betti que pra se fazer política tem que enfiar a mão na merda. Ao dizer que usineiros são 'heróis' sua Excelência demonstrou que não só enfiou a mão, mas o braço todo (Migalhas 1.618 – 21/3/07 – "Senhor de engenho")."

Abílio Neto - 22/3/2007

"Amado Diretor, sugiro umas chibatadas no redator que se rasgou em elogios ao netinho de ACM. Senhor da razão (Migalhas 1.618 – 21/3/07)? Que nada! Na Bahia ele é simplesmente 'grampinho'!"

Abílio Neto - 22/3/2007

"Sobre os Heróis de Sua Excelência (Migalhas 1.618 – 21/3/07 – "Senhor de engenho"): '...a esperança não é a última que morre; quem morre por último é o herói. E o herói é o cabra que não teve tempo de correr...' (Arnaud Rodrigues)."

José Carlos Cal Garcia Filho - 22/3/2007

"Caro Migalhas, Um questionamento simples e pelo vasto conhecimento e influência que possui diante das passarelas de Brasília. Qual o significado de herói para o nosso ilustre Presidente Lula (Migalhas 1.618 – 21/3/07 – "Senhor de engenho")?"

Luis Antonio Bento – Grupo Aval - 22/3/2007

"Caros Migalheiros, Para Lula, usineiros estão virando heróis (Migalhas 1.618 – 21/3/07 – "Senhor de engenho"). Pedro Bial se refere aos 'brothers' como 'meus heróis'. Será que não me ensinaram direito na escola o real significado da palavra herói?! Saudações."

Marcelo Calonge - Mendesprev - 22/3/2007

"Caro migalheiro Abílio, sou obrigado a concordar com você. Desta vez, Lulinha paz e amor exagerou. Não carecia. Mas, o homem é bem-humorado, nunca se sabe quando está sendo irônico..."

Armando R. Silva do Prado - 22/3/2007

"A charanga do Circo 'Lula&Brothers' toca alto em louvor do ligeiro incremento do PIB motivado pelos novos critérios de avaliação... Enquanto a charanga celebra, a nação devia chorar. Os novos critérios - ampliando a coleta de dados na economia informal - revelam que cada vez mais somos uma nação dominada pelo trabalho marginal. Fala-se em inserção para todos e por tudo. Enquanto isso uma tragédia social cresce a olhos vistos, sacramentada pelos malandros sindicais de sempre, e por uma  legislação do trabalho anacrônica e socialmente injusta. Para cada vaga o empregador compromete-se a dois salários. Um para o trabalhador, outro para o Estado. Abrir vagas numa empresa é submetê-la a depauperamento de recursos que podiam ser utilizados de forma produtiva levando à criação de novos empregos. O drama se agrava pois o informal, marginal no sentido sociológico, no processo, nada ou pouco contribui para o Estado. Porém, pela aloprada Cidadã, fruto do pior que tem o esquerdismo fútil e demagógico e os engendramentos políticos do já senil Ulisses Guimarães, proclama à demência que 'é direito do cidadão e dever do Estado'. De onde vem os recursos do Estado? Quem paga a conta? De onde vem os 40% do PIB extorquidos pelo nefasto e incompetente Estado Brasileiro? Os cidadãos da economia formal, percentualmente, pesam cada vez menos na massa trabalhadora. Daí a massa brutal de impostos e taxas imposto pelo governo brasileiro. Fosse o Brasil um país ocupado por uma potência estrangeira o esbulho aos cidadãos que pagam impostos seria, certamente, mais civilizada. E os serviços prestados de melhor qualidade. Estamos, certamente, sob o jugo de um cruel faraó cuja dinastia foi inaugurada pelo cidadão inventor de Brasília. Cale-se a charanga do Circo Lula&Brothers! Reforme-se a Legislação Trabalhista apesar dos sindicalistas - ora promovidos a ministros, deputados, senadores, dirigentes de estatais, parasitas do trabalhador na fútil república dos perdedores."

Alexandre de Macedo Marques - 22/3/2007

"Como é, da dengue tucana também não vão falar nada? Chega de parcialidade!"

Ricardo Ravagnani - N.E.W.S. Logistics - 23/3/2007

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram