domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Circus

de 18/3/2007 a 24/3/2007

"Elogios ao mestre Adauto, com quem tive a honra de partilhar de grandes tertúlias jurídicas: juiz x promotor. Parabéns pelo artigo, e da sua sapiência pelas lides desportivas (Circus 34 - 16/3/07 - clique aqui). Acresço, entre as disputas mais cruentes foi o pancrácio no dizer de Dunning: en el pancracio los competidores luchabam con todas las partes de su cuerpo... Estaba permitido sacar-se los ojos... Foi o mais violento. Sem dizer-se das lutas entre os gladiadores, e as corridas de bigas e quadrigas romanas, com violência inusitada."

Carlos João Eduardo Senger - 19/3/2007

"Ah, da Gaviões eu sou (o doutor Suannes e eu, bem entendido), vou dar porrada eu vou, porrada na violência. Como deu bem dada o doutor Adauto (Circus 34 - 16/3/07 - clique aqui). Brilhante!"

Juca Kfouri - 19/3/2007

"Parabéns pela coluna Circus (34 - 16/3/07 - clique aqui). Minhas sextas-feiras ficaram muito mais agradáveis e cultas. Muito obrigada e um grande abraço."

Maria Gabriela Ferreira de Mello - Procuradora Jurídica do Município de Bauru - 19/3/2007

"Senhores: leio sempre com muita admiração os comentários do douto desembargador aposentado, Dr. Adauto Suannes (Circus 34 - 16/3/07 - clique aqui), e por isso mesmo, por ter lido agora alguns comentários tecidos a respeito da instituição da mais brilhante e clássica das provas disputadas nas Olimpíadas modernas, verdadeira jóia na coroa dos Jogos, a Maratona, não posso deixar de a ele responder, com todo o devido respeito. A importância da vitória dos atenienses na Batalha de Maratona, travada em 490 a.C. na planície de mesmo nome e situada a 42 km a nordeste do centro de Atenas (daí o porquê ser esta a distância percorrida em qualquer prova que leve este nome, atualmente disputada), é UNIVERSAL. Isto é reconhecido tanto pelos historiadores do Ocidente, que a enaltecem pelo fato de ter impedido por cerca de 1.500 a invasão da Europa pela Ásia, como também pelos historiadores do Oriente, que lamentam a derrota persa por não ter podido estender a civilização asiática para a Europa... A interpretação, portanto, varia de ponto de vista, mas a grandeza e a universalidade da vitória na Batalha de Maratona é unânime! A cidade de Atenas estava aflita por notícias, sabendo que seus 10.000 soldados iriam enfrentar quase o décuplo de forças inimigas e que a derrota significaria morte. Portanto, em seguida à vitória, Milcíades, o general ateniense, designou o soldado Fidípedes para levar a notícia do grande feito à Pólis, de que assim estava salva. Fidípedes, contudo, era um soldado e não um atleta com o necessário preparo e além do mais havia acabado de lutar. Portanto,  em chegando à Ágora, teve tempo suficiente apenas para balbuciar 'Vencemos os persas e os medos' e, de fato, morreu de exaustão. Passam-se quase 2.400 anos. No final do século XIX, por iniciativa do Barão Pierre de Coubertin, ressuscitam-se os Jogos Olímpicos e, por razão da maior justiça, à Grécia se atribuiu a realização de sua primeira versão moderna. Selecionaram-se, então,  os esportes em voga à época e que constituiriam objeto de disputa. Mas algo deveria ser feito para relembrar e enaltecer para sempre a glória da Civilização Grega e de seus ideais, que após seu ressurgimento no Ocidente na época do Renascimento, voltava a florescer em terras helênicas propriamente ditas após as trevas de 400 anos de domínio otomano (e, portanto, asiático). Algo que representasse o Ideal Grego, notadamente o da Liberdade, que no final do séc. XIX começava a se espalhar pelo mundo ocidental. Como sintetizador dessa glória, que envolveria não somente uma passagem da história grega mas, aí entra a importância, um momento de relevância para a História Universal, por mostrar a superação, pelo homem, de seus próprios limites e em defesa de seus ideais (os limites do soldado Fidípedes em defesa dos ideais de liberdade gregos) que se criou a Maratona. A vitória em Maratona e as subseqüentes vitórias em Salamina e Platéia, sem se falar na indescritível lição de heroísmo das Termópilas,  não representaram, em absoluto, a vitória dos gregos sobre os persas. Muito mais do que isso, simbolizam para todo o sempre a vitória dos ideais de Liberdade contra as trevas do Despotismo e da Servidão, e isso é válido em qualquer época e parte do Universo. Não tivessem vencido as três batalhas os gregos e Atenas teria passado à administração de algum sátrapa. A propósito, a palavra ‘sátrapa’, o administrador de província do Império Persa, tem o significado até hoje, no grego moderno, de 'déspota, autoritário, sanguinário, mal'. A Maratona conciliava um fato particularmente grego (e afinal, as próprias Olimpíadas eram uma invenção grega...) e sua projeção para a civilização européia, cujo desenvolvimento somente foi possível em face da derrota dos persas e finalmente sua importância universal, ao demonstrar que o Homem consegue sempre superar seus próprios limites quando almeja algo superior e que a Liberdade é um bem supremo pelo qual vale a pena lutar! Não foi à toa que se atribuiu todo esse brilho à prova da Maratona, mantido até hoje, sendo ela a prova que, simplesmente, encerra a grande competição! Por isso, meu caro migalheiro Adauto Suannes, não concordo com a parte final de seu comentário. 'Lembrar para esquecer', diz você? Perdoe-me. Eu melhor diria 'para se lembrar eternamente'. Ou então, falando a nossa língua comum,  o juridiquês, posso afirmar que a Maratona foi instituída 'ad perpetuam rei memoriam'! Com minhas respeitosas saudações,"

Pedro Yannoulis - subprocurador geral da República, aposentado - 19/3/2007

"Adauto Suannes mais uma vez brilhante no último Circus (34 - 16/3/07 - clique aqui). Lembrei-me da entrevista de Mário Henrique Simonsen, ex-ministro da Fazenda do governo militar em entrevista à revista Veja, em 1986, dizia: 'No dia em que eles descerem os morros do Rio, famintos e desnorteados, como soldados abandonados por seus generais, eles tomarão conta da cidade, da zona sul, e as classes médias e ricas serão prisioneiras de suas próprias avarezas e descuidos com os mais pobres. Será como um exército de centuriões romanos, de olhos arregalados, famélicos, entorpecidos e desesperados, tentando a última conquista antes da morte...' O dia chegou!"

Sergio Lazzarini - 19/3/2007

"É pra mim muito estranho que um ministro de um governo de extrema-direita tenha demonstrado essa sensibilidade social. Pra os que antigamente sonhavam em vermelho, é uma profecia antiga da esquerda, conhecida por qualquer 'idiota de Marx'."

Abílio Neto - 20/3/2007

"Em 490 a.C. os persas foram, de fato, derrotados na batalha de Maratona pelos gregos comandados por Milcíades. Dez anos depois, porém, um enorme exército persa, comandado pelo brasileiro Rodrigo Santoro, quer dizer, pelo imperador Xerxes, viu-se diante de um batalhão grego comandado pelo general Leônidas, que barrava o desfiladeiro das Termópilas, impedindo o avanço dos persas. Faziam parte da tropa grega 300 espartanos, soldados que eram tidos e havidos como guerreiros imbatíveis. Os persas, no entanto, conseguiram contornar o desfiladeiro e surpreender Leônidas e seus 300 pela retaguarda. Este, sob o lema 'melhor a morte do que a escravidão', decidiu lutar até o fim com os seus 300 bravos espartanos. Ao fim de cinco dias de combate, todos os 300 estavam mortos, mas esse sangrento combate atrasou o avanço dos persas, que viriam a ser derrotados na Batalha de Platéias, já no ano seguinte. Graças à tecnologia, o filme ‘300’ procura recriar, em ritmo de história em quadrinhos, esses acontecimentos históricos. O fato de a batalha de Maratona estar sendo objeto destes comentários no momento em que o tal filme está sendo lançado no Brasil inclui-se naquilo que mestre Jung chamava de sincronicidade. Resta saber se o filme corresponde à descrição feita pelo historiador Heródoto."

A. Cerviño – SP - 20/3/2007

"A Maratona atual e a grega sempre me suscitaram - certas dúvidas, que o Migalhas só aprofundou. Em primeiro lugar, alguns historiadores dizem que a distância percorrida pelo tal soldado foi de 35 quilômetros; outros falam em 40. Em segundo lugar, alguns autores chamam o soldado de Fidípedes; outros o chamam de Filípedes, que talvez fosse mera variação na escrita do nome grego. Em terceiro lugar, diz a lenda que, para que a família real britânica pudesse assistir ao início da prova da maratona sem sair do jardim do Palácio de Windsor, o comitê organizador, quando da implantação da prova, mediu a distância necessária a que isso se desse. Chegou-se à distância de 42.195 metros, que consta ser até hoje a medida oficial da prova. Como os Jogos Olímpicos estão à nossa porta, creio que essas dúvidas poderiam ser esclarecidas pelos organizadores do certame."

Sílvio Alonso - 20/3/2007

"Favor congratular o Dr. Adauto Suannes por mais um interessante e divertido texto (Circus 35 – 23/3/07 – clique aqui), mas deixar a informação de que Lamartine Babo era torcedor fanático do América, constando, inclusive, que, quando do último título estadual de seu clube em 1960 ele teria desfilado em carro aberto vestido de diabo, em representação do mascote do clube. Abraços."

Flávio Sodré - 23/3/2007

"Peço vênia, (não é assim que advogado se expressa?) para num tosco linguajar de engenheiro discordar do nobre dr. Suannes (Circus 35 – 23/3/07 – clique aqui) pois: 1) O Hino Brasileiro musicalmente é bonito, difícil para a maioria entender e memorizar, mas melodioso; 2) Contrariamente a Marseillese, cheia de marchas, estandartes e sangue, temos passagens poéticas declarando à Pátria que 'Teus risonhos lindos campos tem mais flores, nossos bosques tem mais vida, nossa vida em teu seio mais amores'. Esta passagem é única.  Nunca li nem ouvi nada que chegasse perto em outros países. Desenvolvidos ou sub. Várias vezes estrangeiros que ficaram conhecendo a letra do nosso hino se declararam encantados não só com a maneira do brasileiro ser, ou seja, com a nossa práxis segundo Sergio Buarque de Hollanda, como com a forma de exprimirmos poética e pacificamente nossos sentimentos onde outros povos só vociferam ameaças. Digo mais ao nobre Dr. Suannes: há uns anos ouvi um programa da BBC, dedicado ao nosso hino, mostrando aos seus  ouvintes que o mais famoso dos hinos, o dos franceses, ficava longe da graça e encantamento do dos brasileiros. Terminaram o programa pedindo aos cidadãos britânicos que, na próxima Copa do Mundo, além de prestarem atenção ao futebol praticado, se compenetrassem do lindo hino brasileiro. Os defeitos e graves mazelas que pululam em nossa volta, diariamente, obscureceram nossas maiores qualidades."

Pedro John Meinrath - 23/3/2007

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