domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Migalheiros

de 25/3/2007 a 31/3/2007

"Etanol, eta nóis (Migalhas 1.620 – 23/3/07). Inté tu Migaia?

Ô Ontõe, num é bestêra

chamá pó de arroz de taico

ou mudá o nome do aico

pra nóis servir de chalêra?

Pois a Imprensa brasilêra

entrô nesse besteiró

dizendo que é 'etanó'

e fazendo o maió fuxico:

por acaso o teu penico

é chamado de urinó?"

Zé Preá - 26/3/2007

"MIGALHEIROS, COMBUSTIVE!

Zé Preá, qui diabo é árqui?

Istranol é gasolina?

Só s'alembro a lamparina

qui acendia bomba e traque.

Diz que a briga lá no Iraque

é pru mode combustive

cada qual quer ficar livre

de comprar o tal petrole.

Tá difiço, num é mole,

nem sei cuma pobe vive!"

Ontõe Gago - Ipu/CE - 26/3/2007

"Ontõe, meu mano

Cuano havia lamparina

não pricisava de guerra.

A figura mais ferina

logo ia comê terra.

Veio isso de artomove,

que precisa gasolina,

neguinho metido a besta,

usa turbante na testa,

ele vive dando festa,

nada no mundo o comove

tanta bala que ali chove,

quatro e cinco num dá nove.

E usa rôpa fiminina!"

A. Cerviño - SP - 26/3/2007

"Eu tinha um vizinho, que a cada três palavras que pronunciava, uma era 'paradoxo'. Está aí, achei o encaixe, pensava, um dia quando eu crescer também quero falar difícil. Os companheiros em Migalhas que me aturem, pois, agora com essas oportunidades de exercício de confissões virtuais, estou curtindo nessa quadra da existência, o 'grande paradoxo que é a vida'. Com os olhos e o pensamento voltados, para o 'nome das coisas', visualizo em minha memória, o que diz Luiz Carlos Lisboa, em sua crônica 'O que é Sem Nome', ao fecho: ... Acreditamos que somos meros acumuladores, alimentados com as pequenas coisas que aconteceram e acontecem ao longo da História. Não nos acreditamos capazes de criar. Esse ceticismo a respeito das possibilidades humanas é reforçado pelo ensino moderno, que reporta o homem ao especialista, à obra erudita, à informação vinda do alto, à orientação 'fechada'. Isso acontece nos países onde a liberdade é um fato. O que pensar daquelas nações onde ela é um pretexto para controlar, aumentar a produção ou modelar o homem segundo um ideal qualquer? 'Num mundo de fugitivos' dizia T. S. Elliot – 'aqueles que tomam uma direção diferente dão a impressão de estar debandando'. Quem se volta atento para o uso que faz das palavras, bem como para o uso que se faz, em geral, delas, está tomando uma direção na vida, o que é extremamente raro, além de estar dando uma prova de coragem. Não se trata de avaliar intelectualmente o peso dos vocábulos e das expressões, nem sua graça ou oportunidade. Estar atento, no caso, é apenas perceber o que fazemos quando chamamos as coisas pelo nome, e o que acontece quando denominamos um objeto, uma pessoa ou um sentimento. Vigiar, finalmente, é tomar a direção diferente que leva a si mesmo e a todos os espelhos desse centro que observa o mundo. E ali descobrir que o mais importante ainda está inominado. (O Nome das Coisas, Luiz Carlos Lisboa, 1.980, Ed. Summus Editorial).

O que então está por trás do,

Alcool,

etanol,

penico,

ou urinól.

É o que devemos, verdadeiramente investigar!

Traçado o paradoxo,

descobri em pesquisa de campo,

com o auxílio das sempre perspicazes e bem-humoradas charlas com o Mano Meira, ... que tudo isso, ... (risos) ... tem o mesmo significado, ... do cardápio que o oferece o nosso decano afeitador de pelos faciais, o querido amigo Jorge:

Vai com,

arco,

tarco,

e,

água verva?

Cordiais saudações!"

Cleanto Farina Weidlich – migalheiro, Carazinho/RS - 27/3/2007

"TEMPOS (Amigo Cleanto. Essa é do parente Jorge Meira, o barbeiro da esquina: - Quem diria o arco virá combustive).

Bem antes do petróleo

chegá lá do Oriente,

aqui no novo continente,

nesse imenso rincão,

o índio andava de alazão,

e pro mate tinha a erva,

isquero e fófro de reserva,

pós-barba o pó-de-arroz ou tarco,

mata-bicho, creolina ou arco,

se não havia água-verva."

Mano Meira – Carazinho/RS - 28/3/2007

"Feliz é você, amigo Cleanto, que o seu barbeiro ainda dispunha de 'água verva' pra oferecer à clientela. E o meu, lá naquela pobre vila, que ao terminar a raspagem dizia assim: 'O sinhô qué aico, taico, ou qué que mói?' Abraços,"

Abílio Neto - 28/3/2007

"Amado Diretor e queridos migalheiros, não sei se tal assunto já foi tratado, mas o termo que designa aquele que, de alguma forma, se liga ao Informativo Migalhas (migalheiro), já era conhecido na Antigüidade Clássica. Ora, qual foi o meu espanto ao ler 'Ética a Nicômaco' (Livro IV, Capítulo I, pg. 85; Ed. Martin Claret, 2006), de Aristóteles, e lá encontrar a palavra 'migalheiro'! Entretanto, o termo possuía conotação negativa, designando aqueles 'que assim são chamados pela relutância em dar seja lá o que for'. Traduzindo para o português claro, como tanto gosta o nosso Amado Diretor, migalheiro é o famoso 'mão-de-vaca'. Todos sabemos que o migalheiro convicto, aquele que acompanha diariamente os informativos e contribui para a construção deste, é o oposto do avarento, pois compartilha as notícias e informações, sem privar os leitores. Todavia, fica a pergunta: Será que o nosso Amantíssimo Diretor criou um site de informações jurídicas, ou apenas um sistema de 'lavagem de dinheiro', podendo assim acumular tranquilamente suas rendas e mandar esporadicamente a equipe para 'estudar o sistema jurídico das Ilhas Caimãs' (Migalhas 1.622 – 27/3/07 – "Tour Jurídico - Ilhas Caimãs" – clique aqui)?"

Ivan Iegoroff de Mattos - 28/3/2007

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram