sexta-feira, 23 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Governo Lula

de 25/3/2007 a 31/3/2007

"Embora já tenham passado mais de 24 horas, é difícil deglutir a festejada 'euforia' do Ministro Guido Mantega sobre o tal PIBÃO, recém divulgado. A alteração revela que esse Ministro não entende de economia! Se entendesse, teria detectado algum erro, fosse ele qual fosse, no cálculo do PIB. O índice há pouco tempo divulgado revelava um pífio crescimento do PIB brasileiro. Daí o cognome PIBINHO que revelava o status de uma frustrada governabilidade petista. O que fazer, então, para reverter o complexo de inferioridade? Afinal, o PIBINHO divulgado era, senão igual, semelhante ao do governo anterior, dito FHC. O que fazer, então? Essa é uma história já conhecida e, há anos, divulgada: manipulam-se os dados, os critérios, os números. Ou então, segundo a nomenclatura petista: faz-se ponderados ajustes metodológicos para aperfeiçoar as contas estatais, conforme informa o IBGE. Se os dados utilizados e os cálculos que se faziam não eram, digamos, corretos, por que o IBGE não reviu tudo isso há mais tempo? Antes de divulgar o PIBINHO, é claro. Depois de divulgado o reles PIBINHO, um mico econômico sem dúvida alguma, a mudança da forma de cálculo pega, pega muito mal, apesar do humor embutido nas expressões PIBINHO e PIBÃO. Manipulando dados e números, para elevar o valor do PIBINHO, no meu entender, o IBGE e seus técnicos não fizeram outra coisa senão passar, para si próprio, atestados de subserviência irrestrita à governabilidade petista e plantaram dúvidas na higidez da instituição. A revisão feita pelo IBGE, a mando do Planalto, em verdade, é muito humilhante para a cidadania brasileira. Afinal, em quem confiar?"

Pedro Luís de Campos Vergueiro - procurador do Estado de São Paulo, aposentado - 26/3/2007

"Mais uma vez, os nossos ilustres congressistas, no seu afã populista, em vez de defenderem os interesses dos trabalhadores, só os prejudicam com essa manobra demagógica e apelativa... a continuar nesse ritmo, só sobrará o mercado informal para as mulheres, já que poucos empregadores conseguirão engolir um afastamento por longuíssimos seis meses... Saudações,"

Ana Luísa Paiva Maquieira - advogada - 26/3/2007

"Patente o desrespeito de nossos parlamentares no trato da coisa pública. Constata-se que a classe política, em sua maioria, se apodera das riquezas geradas pela coletividade em benefício próprio, ludibriando-a quando diz que o reajuste de seus ganhos será de 26,5% sem realçar que a verba de gabinete saltará de R$ 50 mil para R$ 65 mil e de que, doravante, poderá gastar R$ 5.416,81 da verba indenizatória sem a necessidade de comprovar a destinação. O reajuste será de 68% e não da percentagem noticiada. Até quando suportaremos conviver sem transparência, ética e seriedade? À cidadania caberá uma pronta resposta a mais essa manobra, nos moldes do que fizera em 2006 quando repudiou semelhante artimanha."

Armando Bergo Neto – advogado, OAB/SP 132.034 - 26/3/2007

"Data venia a Geraldo Hernandes, lembremos o justo e emocionado discurso de Oliver Cromwell quando, em meados do sec. XVII, dissolveu o parlamento inglês. No Brasil atual a 'república dos perdedores' e sua obra-prima, a Cidadã 1988, está a exigir um Cromwell. Infelizmente parece que o processo de desfibração do país torna isso impossível. Cromwell chamou os nobres parlamentares de 'um bando de miseráveis mercenários' acusando-os de terem desonrado o Parlamento 'pelos seus desacatos a todas as virtudes', profanando-o pelas 'práticas de todos os vícios'. 'Vocês não têm mais religião que o meu cavalo', 'seu Deus é o ouro'. Chamou os 'nobres parlamentares de "sórdidas prostitutas" e de terem transformado a Câmara em ‘um antro de ladrões'. 'Vocês se tornaram intoleravelmente odiados por toda a nação. Vocês, que foram enviados para cá  pelo povo para redimi-o de seus agravos, transformaram-se no maior dos agravos'. 'Sob perigo de vossas vidas, partam imediatamente deste lugar. Apressem-se! sumam escravos venais...' Seria tal discurso, aos nossos nobres parlamentares, injusto?"

Alexandre de Macedo Marques - 26/3/2007

"Maris Guia sai errando e Marta entra acertando (Migalhas 1.618 – 21/3/07 – "Porandubas políticas" – clique aqui). Parece que a lógica só empresarial não será mais hegemônica dentro da Política Nacional de Turismo, surge agora outra perspectiva preocupada com o turismo doméstico esse imenso mercado interno que pode na verdade ser o dinamismo do turismo brasileiro. Pelo menos, foi assim que a ministra Marta Suplicy deixou claro no seu discurso de posse. O Ministro Walfrido dos Maris Guia sai do ministério errando, sim, pois quis dar sua última cartada, recolocando o assunto da flexibilização dos vistos para os turistas que querem viajar para o Brasil, ou melhor, quer tornar a Lei de reciprocidade mais maleável. Assunto este, que deve ser discutido com o competente Ministério das Relações Exteriores, pois envolve questões profundas de soberania e segurança nacional. Cara Ministra, por acreditar em sua sensibilidade política e para que o Brasil retome o turismo doméstico em sua dimensão econômica e social ousamos sugerir às seguintes reflexões. Essa minha impertinência já é bastante conhecida pelo Ministério, Embratur e Convention Visitors Bureau, por isso, não poderia deixar de ser justo em afirmar que assumiste a pasta do Turismo acertando. Por isso, tomo a liberdade de sugerir as seguintes ações na certeza de ser ouvido: 1. Estudar a situação do transporte rodoviário não legalizado que movimenta uma quantidade de passageiros igual ou superior ao transporte legalizado. A lógica me parece não ser pela repressão, mas sim orientação. Quem sabe por meio de um processo educativo ir integrando-os ao transporte legal. 2. Desenvolver uma linha de financiamento para a ampliação, transformação e reforma de pequenas pousadas em casas de família, com regras e normas feitas pelo Ministério. (Para isso, há necessidade de se criar um Departamento ou coisa parecida para coordenar essas ações, que seria responsável pelo cadastramento do interessado por esse investimento. E poderia ser acompanhado pelos órgãos dos municípios ou pelos conselhos municipais de turismo). 3. Desenvolver e estimular o turismo estudantil, tanto rodoviário como aéreo. Medidas poderiam ser pensadas em parceria com o Sesc e Senac em períodos e o uso de suas colônias de férias. 4. Fazer um esforço, quem sabe seja a primeira tentativa de alterar parte das férias escolares, aos poucos, com muita conversa e parcimônia, seria possível ter um uso das colônias na baixa estação; 5. Criar um tipo de fila de espera cadastral junto às empresas rodoviárias e aéreas, permitindo saber quantos assentos vazios àquele meio de transporte (rodoviário ou aéreo) que irá partir possui. Para cruzar com a lista previa de interessados para poder usar o direito de pagar a metade do valor da passagem. 6. Estimular o turismo de famílias de baixa renda para os principais pontos turísticos do Brasil, utilizando o aproveitamento das escolas públicas que estão em período de férias escolares como forma de alojamento, coordenado pelas secretárias de esporte e turismo local; 7. Apoiar junto às prefeituras a reestruturação das secretarias, diretorias, divisão e setores de turismo público, para que volte suas ações para o turismo social; 8. De imediato, refazer a exposição da Embratur 40 anos, com pesquisa séria junto a setores da academia, pois o Estado Democrático Brasileiro não pode ser fazedor da história oficial segundo interesses políticos, não nesse governo. 9. Pedimos para a Ministra ter cuidado com os dados apresentados sobre o desenvolvimento do turismo, por dois motivos: Há um crescimento natural do turismo que queira ou não o mesmo expande-se, pois a lógica da mobilidade dos grandes fluxos turísticos tende a trocar destinos já conhecidos; Mudar o discurso economicista de alcance empirista que afronta o turismo como pura mercadoria esquecendo-se do turista. 10. Rever todos os programas destinados ao turismo interno, percebendo que eles, muitas vezes não passam de golpe publicitários, como exemplo o VAIBRASIL que usou da diarista Marinete. Ministra solicite para um de seus técnicos acessarem o programa mencionado, primeiro lugar as Marinetes deste país não possuem computador e muito menos telefone. 11. Converse com seus Conselheiros Nacionais que representam as universidades para saber por que o programa não saiu do papel. 12. Há escritórios internacionais, que comprometem a dignidade pública do governo brasileiro, verdadeiros cabides, e ocupam a chefia sem concurso de seleção pública ou privada. E o que é pior acaba muitas vezes respondendo pelo governo brasileiro. Qual o papel do Itamaraty nesse caso? Fato que já deixou constrangimentos entre instâncias de poder. 13. Disciplinar a federação dos Conventions Visitours Bureau, no que diz respeito a prestar contas ao Ministério, reavaliar a criação de tantos Conventions em cidades sem infra-estrutura básica e ficar alerta para a invasão do privado no espaço público. O processo de criação de Conventions acabou favorecendo o fechamento das secretárias ou qualquer outro setor trabalha-se com o turismo junto às prefeituras; 14. Apoiar a regulamentação profissional do turismólogo e ler o parecer contrário que foi dado pela Coordenação-Geral de Segmentação Mara Flora Lottici Krahl; E como última coisa rediscutir o Empreendetur, lendo o trabalho que três professores fizeram sobre esse programa. Acessando espacoacademico (clique aqui) clique em turismo em debate e leia; Empreendetur e a lógica do empresariamento da máquina estatal: usos e abusos do 'bem público'. Cara Marta, confiando em sua sensibilidade para com o trato do 'Bem Público', esperamos os rumos adequados para que tenhamos de fato uma Política Nacional de Turismo."

João dos Santos Filho - 28/3/2007

"O jornal informa: 'Nova metodologia aumenta cálculo do PIB, superando as expectativas'. Realmente... Ninguém 'esperava' que o governo fosse dar um golpe tão baixo."

Daniel Silva - 29/3/2007

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