quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Circus

de 25/3/2007 a 31/3/2007

"A questão que se deve colocar é (Circus 35 – 23/3/07 – clique aqui): a quem se destina um hino nacional? Se o James Joyce fosse escrever o hino da Inglaterra ou da Irlanda, que  tipo de palavras ele escolheria para ser entendido pelo povo? Um estadunidense recém-nascido ouve 'God bless America' e sabe o que isso quer dizer. Um petit garçon français ouve um Allons, enfant de la patrie, (car) le jour de gloire est arrivé! e sabe o que isso significa, sem precisar ir toda hora consultar o dicionário ou estar a destrinçar os hipérbatos patrióticos bolados pelo Osório Duque Estrada. A propósito, quantas das pessoas com quem você convive sabe o que é um hipérbato?"

Sílvio Alonso - 26/3/2007

"Caro Sílvio Alonso: A propósito de suas considerações a respeito do texto rebuscado do Hino Nacional Brasileiro, vai um excerto do livro VENDO A VIDA COM BONS OLHOS, A HISTÓRIA DE UM CEARUCHO, que bem ilustra o assunto: 

'LÁBARO

"Lábaro" é uma palavra bem pouco usada. Muito provavelmente a maioria de nós só a tenha encontrado no hino nacional -  "O lábaro que ostentas estrelado".

Prova disso é o que vou lhes narrar agora, fato de que foram protagonistas VAVÁ (sujeito muito preguiçoso) e SANTINHO que, o que era mesmo era um baita gozador, conforme vocês verão ao fim da história.

Pois bem: era uma aula de português e, certamente, a professora analisava, com seus alunos, a letra do hino nacional.

Aí, encontraram a palavra lábaro.

E, como "tema de casa", a "sora", como os alunos gostam de dizer agora, pediu  para  que  fossem  feitas frases com diversas palavras difíceis, entre as quais, lábaro.

Foi então que VAVÁ, preguiçoso incorrigível, "alugou" o SANTINHO para ajudá-lo a fazer as frases solicitadas pela mestra.

- Vai, SANTINHO, diz aí uma frase com lábaro.

- Mas, o que é lábaro, VAVÁ?

- Sei lá!

- Como não sabe? A professora não falou ontem na aula?

- Deve ter falado, mas eu não me lembro. Vai, faz a frase, pra gente terminar logo com isso.

- Bem "lábaro" significa bandeira. Agora que já sabes o significado da palavra, podes fazer a frase.

- Não, "faz" tu.

- Olha a gramática, não é "faz".

- Não interessa. Faz logo a frase, que eu quero terminar esse "troço" de uma vez.

- Mas, VAVÁ, eu já te dei o significado da palavra, agora é só fazeres a frase. te ajuda, cara.

Mas, não teve jeito. O VAVÁ tanto "encheu", que o SANTINHO pensou:

- Vou dar uma lição nesse sujeito. Então, ditou pro VAVÁ:

"O LÁBARO do São José é um grande jogador".' 

Adendo do Cearucho - Bandeira foi jogador do São José e do Inter de Porto Alegre, na década de 60."

Francimar Torres Maia - o Cearucho, OAB/RS 21.132 - 29/3/2007

"Uma coisa posso afirmar, quando os franceses cantam o seu hino 'Marselhesa' deve sentir arrepio, a revolução francesa de 1789 marcou o fim do absolutismo, e não induzido por poder político, mas sim anseio popular (Circus 35 – 23/3/07 – clique aqui). Vejamos o hino brasileiro... Garanto que é um dos mais bonitos do mundo, mas em 1822, quando proclamada a independência, diz as línguas mais apurada, que: 1. Não foi no lago Ipiranga, com os cavaleiros retratado em um quadro famoso em São Paulo, dizem que Dom Pedro I estava com piriri (famosa caganeira) subindo a estrada de Santos para encontrar sua amante, em um burrico, e quando recebeu a notícia da independência que não para me alongar em parte histórica, esse praguejou e declarou a independência. Aqui em Mato Grosso a notícia chegou meses depois da independência, mas tudo bem, o que eu quero dizer com isso nobre migalheiros, e minha opinião pessoal: A independência do Brasil se deu em 1889 quando Marechal Deodoro expulsou os portugueses a base literalmente na 'porrada', isso sim vemos a vontade do povo, seja lá qual for o interesse para não me alongar, mas se quer perguntar minha opinião pessoal a independência do Brasil não se deu em 1822, mas sim em 1899, quando colocamos os portugueses para correr, e o Brasil foi proclamada a República, a república e a independência estão interligadas no anseio Brasileiro que não sei diferenciar, mas em 1822, independência ou morte... Cascata. Mas para quem gosta de fatos e não apenas fontes históricas, cronologicamente podemos datar a independência da proclamação da república 'addncia'."

Iuri Seror Cuiabano - OAB/MT 10.838 - 30/3/2007

"Sinto muito... A pátria amada idolatrada salve, salve... Mas quem vai te salvar? A vida não é fácil, bem eu sei, não sou Mestre ou Dr., nem muito menos ladrão, e não coloquei uma penca de filho no mundo só para ganhar benefício do INSS, segundo a política governamental de nosso presidente. O sentimento que nutro pelo Brasil, reflete na propaganda da 'Parmalat', fomos descobertos em 1500, sendo que em 1789 na França (fim do absolutismo) já estava ocorrendo uma revolução requerendo melhores condições de vida. Porque a Parmalat... Um bando de criançada vestido de animais dizendo do 'Brasil menino', no fundo eu acho que o Brasil é isso, menino, mas em termo de democracia. O povo ainda não se deu conta que a democracia é justamente o poder deles, digo, do povo! Ai qual a solução, ignorante, o povo de sua própria força, senta em uma roda e xinga..., fulano é ladrão, beltrano não presta..., etc. Meus olhos se perde no vazio... Pensando (o alma ignorante estas pessoas estão no poder porque vocês assim as elegeram). Será que terá que acontecer aqui no Brasil como na França a 'queda da Bastilha' decapitar autoridades, exigindo probidade administrativa... Não creio, pois vivemos no Brasil menino, como a propaganda da Parmalat, todos ingênuos, sem saber o poder que carrega consigo, ou fingindo não saber. Mas há um ditado que meu pai me dizia que até hoje eu reflito, quem sabe vocês leitores possam me ajudar: 'O morro um dia vai descer, e não vai ser para cantar samba'. Deixo vocês amigos, na mesma dúvida do que eu... O que quer dizer essas palavras reflitam um pouco e cada um chega a conclusão que lhe convir. Abraço"

Iuri Seror Cuiabano - OAB/MT 10.838 - 30/3/2007

"Ilustre migalheiro Adauto Suannes (Circus 35 – 23/3/07 – clique aqui): Tendo somente hoje lido sua Crônica do Desembargador (como a intitulo ao redistribuí-la entre meus amigos não leitores de Migalhas, divulgo, para os não-gaúchos, o porquê do início da letra do hino do Grêmio Futebol Porto-Alegrense

('Até a pé nós iremos

Para o que der e vier;

Mas o certo é que nós estaremos

Com o Grêmio onde o Grêmio estiver').

Haveria um Grenal (o clássico dos gaúchos) e os empregados do transporte coletivo estavam em greve. Então, ia-se ao jogo? Como? O autor se inspirou e está aí o hino do tricolor."

Francimar Torres Maia - o Cearucho, OAB/RS 21.132 - 30/3/2007

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