quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Caos aéreo

de 25/3/2007 a 31/3/2007

"Enfim ... haverá um fim ? O Presidente exigiu dia e hora para o apagão aéreo apagar. Resta saber se o poderoso chefão combinou com a zaga russa. Esta pergunta, o Mané, aquele mesmo das pernas tortas, o nosso Mané Garrincha, fez ao mais dorminhoco dos técnicos que a seleção brasileira já teve. Feola chamou-o um pouco antes do jogo e lhe disse que era muito simples vencer a Rússia (eu sempre achei que a Rússia acabaria sozinha, por seus próprios defeitos ... úi, um cocô).  Mané, bata os seus três marcadores com seu gingado. Rompa até a linha de fundo e, em cima da risca, cruze, de efeito contrário, na cabeça de Vavá. Tenha certeza que ele acabará com a brincadeira ... Ao que eu saiba, a Ministra Dilma Rousseff não sabe cabecear e o novíssimo Ministro Mares Guia, das Relações Institucionais, ainda não chegou sequer à praia, o que dirá ter um guia. Sugestão ao chefão (eco proposital, adoro a rima pobre) : assim que o mar acalmar, troque o pires por uma travessa. Que tal uma travessa militar ? Essa história de que Ministro da Defesa tem que ser civil, é a mesma que Ministro do Turismo tinha que entender da pasta. Qual pasta, porque turismo para pobre, na gíria de boteco, significa pré-campanha com dinheiro público, que é, ao menos em tese, crime eleitoral (úi, outro cocô)."

Alexandre Thiollier - escritório Thiollier e Advogados - 28/3/2007

"É isso aí. O importante é saber o dia e a hora (Migalhas 1.623 – 28/3/07 – "Migalhas dos leitores - Caos aéreo"). Mas o ano..."

Daniel Silva - 29/3/2007

"Lula tem o péssimo hábito de se esquecer de que é o dirigente máximo da nação. Discursando acerca do problema do apagão aéreo instalado no país, cobra dia e hora para a resolução do caso que, segundo ele, iniciou-se em março de 2006 com o episódio da Varig. O presidente se coloca mais uma vez como se estivesse fora do conflito, exigindo prontas soluções; é bom lembrá-lo de que ele fora eleito e reeleito para colocar 'ordem na casa' e não para discursar como se estivesse num palanque, na porta de uma fábrica qualquer, fazendo reivindicações. Para fechar com chave de ouro seu pronunciamento, disse que a questão tem 'prioridade zero' para a resolução. Talvez nisso ele tenha acertado, porque até o momento muito pouco se fez, ou quase zero. Que o digam os usuários do transporte aéreo!"

Armando Bergo Neto – advogado, OAB/SP 132.034 - 29/3/2007

"'Eu quero prazo, dia e hora para a gente anunciar ao Brasil que não vai ter mais problemas nos aeroportos brasileiros', disse o presidente. E é isso aí! Ao que parece, tudo vai terminar, como em um passe de mágica, porque o presidente quer, quer e quer. Mas, se era tão fácil, por que então ele não quis antes? Por que deixar tudo se arrastar há um ano, assistindo sem querer fazer nada, se podia? E, como vai manter no cargo o inefável Waldir Pires, isso não significa que também ele, Ministro da Defesa que já era, deveria já ter acabado com a bagunça, se era tão fácil? Ou o presidente ainda não tinha dito a ele que queria o fim dos problemas nos aeroportos e agora, como disse o que quer, ele já sabe e vai fazer a vontade do chefe? Agora sim? Não! Agora não! Agora, a Polícia Federal entra faz uma paralisação e ameaça entrar em greve em 15 Estados. É que o governo, esse mesmo governo que quer acabar com os problemas nos aeroportos, deixou de cumprir o acordo fechado pelo seu Ministro da Justiça com a Polícia Federal, deixando de pagar o que devia, desde Dezembro/2006. E, com isso, pararão de novo os aeroportos? Que bagunça, não?"

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 29/3/2007

"A exigência prioridade zero indica que dá sim. A determinação presidencial para resolver a crise aérea, cuja resolução deverá ser encontrada – sob prazo dia e hora – pelos responsáveis pela aviação civil, indica que dá sim para encontrar a solução para a crise aérea, que, na verdade, é uma crise terrestre. Ora, sendo o Presidente Luiz Inácio primoroso em suas receitas, por que ele próprio não indica e explica como solucionar a crise? Reuniões e consultas, parece, ainda não chegaram a bom termo. Porém, com os elementos e dados fornecidos por seus assessores, o Sr. Luiz Inácio já deverá ter conhecimentos suficientes para indicar à Nação como será, ou deverá ser, resolvida essa crise. Nestas condições será fácil para ele, o Sr. Luiz Inácio, indicar o que deve ser feito. Afinal, é ele useiro e vezeiro em dar uma palavra definitiva de quem conhece tudo e sabe de tudo sobre os cruciantes problemas do país. Basta coragem e explicitar o que fazer."

Pedro Luís de Campos Vergueiro - 30/3/2007

"Folha Online: 'Chinaglia diz que não instala CPI do Apagão até decisão do plenário do STF'. Para mim, não há lógica nessa intervenção do Colendo STF, principalmente porque o plenário do Congresso, por maioria absoluta, não acolheu a CPI, como tantas outras no passado, não foram acolhidas, representadas pelos próprios Partidos e políticos, que agora querem-na. Ademais, querer que uma liminar enfrente centenas de assinaturas é incongruência. Meu posicionamento quanto ao Judiciário, é que ele deve limitar-se a ser cumpridor de Leis, não legislador, e para mim  estão mais uma vez legislando, imiscuindo-se num assunto que não deve ser dele, absolutamente. Mais uma vez, eu sugiro que o Legislativo tenha um órgão de juristas-filólogos hermeneutas, que analise suas Leis para que não venham a sofrer intervenções, após editadas... O Congresso pode, por emenda, determinar isso. In casu, ainda, eu fico pensando se a oposição não está cometendo um erro. Vamos supor que o Colendo STF acolha o que pedem. Aí haverá o que se chama de ex tunc, isto é, tudo que se deu até agora passa A não ter validade, e então a situação poderá querer que, por exemplo, os atos de FHC sejam averiguados por CPI; o do sr. Alckmin, idem. Eles tinham maioria e evitaram inúmeras CPIs em tudo que quiseram. Como se diz,  o feitiço virar-se-á contra o feiticeiro. Atenciosamente."

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 30/3/2007

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