domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Artigo - Poluição sonora e inércia estatal

de 8/4/2007 a 14/4/2007

"Este artigo é simplesmente formidável pela clareza (Migalhas 1.632 – 11/4/07 – "Festa no apê", Francisco César Pinheiro Rodrigues – clique aqui). Desculpe-me o tamanho do texto, mas acho que vale a pena contar nosso caso: Temos um problema crônico um pessoal que se reúne em um posto de gasolina em frente ao nosso prédio. Nas primeiras vezes que tentei algum tipo de ajuda, logo que mudamos para o apartamento, fui sendo empurrado de um órgão para outro durante a madrugada até desistir (ou a fonte do barulho resolver ir embora no meio tempo). Depois de duas ou três vezes, fui ficando escolado e já tinha os contra-argumentos de bate-pronto. Desta forma, acabei chegando exatamente à Polícia Militar e a essa argumentação - definitiva - do policial: comparecer junto com os infratores na delegacia. Pelo que me lembro, deveríamos ir todos. Como minha mulher e as crianças ficariam sozinhas em casa e com receio de retaliações, fiquei com medo e desisti da queixa. Ocorreu que pouco tempo depois a mesma situação se repetiu e, desta vez, senti que havia passado do limite da tolerância, e não conseguia pensar mais em nada a não ser dar queixa. Diante da mesma argumentação, visto que parte do treinamento policial deve incorporar estágio em centrais de televendas, eu concordei com o policial e falei que iria, sim, à delegacia, da forma que ele achasse melhor, que iria aguardá-los em frente ao prédio e que eles convocassem além dos infratores também o dono do posto ou o gerente da loja de conveniência, que é o principal fator que leva à aglomeração daquele pessoal de madrugada no local. Mesmo estando extremamente possesso, percebi que o policial não esperava por esta minha resposta e meio que tentado por panos quentes, disse que enviaria a viatura. Não me lembro quais informações que passei, mas certamente eles já sabiam o endereço e o local do problema, claro. Logo que desliguei o telefone, desci para esperá-los e assim fiquei por aproximadamente 30 ou 40 minutos. Acabei desistindo, voltei para casa e deixei os porteiros avisados para me chamarem. Um bom tempo depois, realmente veio uma viatura, mas direto ao posto, não vieram me buscar nem deram retorno. Os policiais conversaram com alguns daqueles ditos tipos e o barulho terminou, mas não antes de irem embora com estardalhaço. Com isso, já havia se passado mais de duas horas que estava acordado e a noite de sono já tinha ido para o brejo. Mais uma vez, parabéns senhor desembargador pelo artigo. Também vou rezar para que a divina providência nos ajude para que o sub-título se concretize ou alguém que faça parte deste público-alvo se mude para o meu prédio (e mais alguém para o do senhor, claro). Cordiais saudações,"

Ricardo de Camargo Zanini – Mercedes-Benz Brasil - 12/4/2007

"Desejo parabenizar o Desembargador Francisco Cesar Pinheiro Rodrigues por seu artigo contundente e corajoso sobre nossa 'civilização barulhenta' (Migalhas 1.632 – 11/4/07 – "Festa no apê" – clique aqui)e aproveitar para perguntar: os artigos 42 e 65 do decreto-lei 3.688, de 3/10/1941 (Lei das Contravenções Penais) não seria aplicável no caso dos vizinhos que transformam a residência em clube de pagode? Gostaria de sugerir a divulgação do artigo para outras autoridades e imprensa em geral. Muito obrigada,"

Cacilda Ferrante - 12/4/2007

"Adorei o texto (Migalhas 1.632 – 11/4/07 – "Festa no apê", Francisco César Pinheiro Rodrigues – clique aqui). Sua Exa. foi muito claro em suas colocações, retratou o que ocorre todos os dias em nossas cidades, sem que ninguém ou nenhuma autoridade tome as devidas providências. Só resta aos incautos e indefesos moradores vizinhos acostumarem com a situação ou esperar a falência do empresário ou a falência alcoólica dos transgressores."

Bento José de Morais - 12/4/2007

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