sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Governo Lula

de 8/4/2007 a 14/4/2007

"Governo quer brecar greves. Esse é o noticiário dos jornais. Governo de quem? De FHC? Do PFL? Ou Democratas, como queiram? Não. Do sindicalista agora no Poder. Seu ministro do planejamento já informou que ao menos alguns pontos já estão definidos: quem estiver em greve não receberá salário, servidor armado não poderá fazer greve e a negociação coletiva só será permitida desde que certas regras básicas sejam respeitadas. Nada de bagunça, portanto. Devem ser estudados 'os termos e os limites legais'. Limites legais. Interessante não? Qual a consideração básica? A de que ‘o direito de algumas categorias não podem estar acima do direito da sociedade como um todo a determinados serviços’. Bom isso, não? Será que estão falando dos serviços essenciais, aqueles que não podiam fazer greve antes da 'constituição cidadã'? Categorias paradas por 50 dias, ou até 90 dias, como ocorreu na educação, com as pessoas recebendo salário. 'Aí vira férias', disse o ministro. 'Velhinhos no sereno, crianças sem aula, jovens sem universidade e continuar recebendo salário, não dá', percebeu o ministro. 'É um absurdo o cidadão pagar por um serviço que não tem', concluiu Paulo Bernardo. Puxa vida, que discernimento, que descortínio. Afinal, é bom ter Lula no Poder. Até ele percebeu que no dos outros é colírio, como diz a sabedoria popular."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 11/4/2007

"Será que os deputados recém eleitos conseguirão nos envergonhar mais que os que já passaram no último mandato? Os deputados conseguiram tornar Lei uma prática já conhecida do nosso Congresso. Não trabalhar nas sextas-feiras e, agora, nas segundas-feiras. Isso há muito tempo já ocorria, mas ainda não havia uma Lei regulamentando esse disparate. Como já era de se esperar eles fizeram vingar a máxima 'menos trabalho, mais salários'. Com a nova Lei, os deputados Federais só precisam estar em Brasília três dias na semana, e duvido que trabalhem todos os três dias que estarão em BSB. Como diria nosso ilustre jornalista Boris Casoy: - 'Isto é uma vergonha!'."

Rafael Furtado - escritório Cortiano, Furtado, Sordi & Paranaguá Cunha Advogados - 12/4/2007

"Sr. Diretor de Migalhas. Leio em Terra-internet:

'A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados reuniu-se nesta quarta-feira e defendeu a paridade do salário do presidente da República com os valores recebidos pelos parlamentares, o que representa um aumento de cerca de 82%. "Parece-me razoável que o presidente da República ganhe o mesmo que deputados e senadores", defendeu Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da Casa.'

Acho injusto. Por que não idêntico aos Ministros do STF? Por que a diferença? Até hoje não compreendi o porquê de os Ministros do STF terem salários tão altos, superiores, ao do Presidente e dos demais Ministros: do Exército, Justiça etc. etc. Não que eu ache que todos salários devam ser tão elevados; mas sim que até fossem bem rebaixados por uma nova Constituinte; mas que ganhassem iguais por paridade. Incompreensível certos salários serem tão altos, num País em que o salário mínimo é ridículo; e em que a Educação está indo para o caos, pois  o que oferecem a professores com nível universitário, no 1º e 2º graus, de início, ou sejam R$ 800,00 ridículos mensais. Depois querem que a Educação se redima: como? Quando ingressei em 1973, os salários eram pelo menos compatíveis com o custo de vida. Hoje, os professores têm de morar em favelas, pois, os salários nem sequer pagam um aluguel decente. Um povo que abandona a Educação, abandona o seu futuro. Leio concursos de carreiras várias, de estatais, sem a responsabilidade de lecionar, oferecendo salários bem mais altos, incompreensivelmente. Por quê? Quem vai querer, pois, ser professor, por exemplo em São Paulo, Capital? Só se quiser passar fome. Atenciosamente"

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 12/4/2007

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