domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

HC voando

de 14/3/2004 a 20/3/2004

"Consta que o presidente da Vasp, Wagner Canhedo, foi libertado da Superintendência da PF em Brasília às 4h. É essa celeridade e especialíssima atenção que o Judiciário confere a essas pessoas, que tanto corrói a imagem daquele Poder. Se ele foi liberado às 4h, em que horário Sua Excelência atendeu os prestimosos e competentíssimos advogados de Canhedo? "Dura Lex, Sed Latex""

Milton Córdova Junior - 15/3/2004

"Com todo respeito que o migalheiro Milton Córdova Jr. merece (Migalhas 881), HC obtém-se a qualquer hora, a qualquer instante ou momento. Pouco importa seja o paciente Canhedo ou José, Dirceu ou Mané, compete ao advogado ir à luta, brigar, guerrear... Nem sei quem são os advogados do controlador da Vasp, sei apenas que advogaram e, hoje, advogar parece ser crime... Sou da velha-nova guarda, ou seja, o prendo-arrebento tem de ceder aos preceitos maiores, isto é, penhora do faturamento, sob pena de clausura, significa prisão por dívida o que parece ser defeso à luz da Constituição dita Cidadã ! E viva o marketing governamental, e viva o abuso de direitos...."

Alexandre Thiollier, escritório Thiollier Advogados - 16/3/2004

"Não vejo nada demais na soltura do Sr. Canhedo de madrugada. O Poder Judiciário não pode sofrer crise de existência e deixar que a opinião pública ou a imprensa interfiram no julgamento. E nós devemos respeitar a decisão. Contra ela os interessados interponham o recurso cabível."

Emerson José do Couto - escritório Fernando Corrêa da Silva e Advogados Associados - 16/3/2004

"Sabemos que o HC pode ser obtido a qualquer hora, instante ou momento, e que pouco importa quem seja o paciente. E que, em princípio, "não tem nada de mais" a soltura do Sr. Canhedo de madrugada; que o Poder Judiciário não pode deixar que a opinião pública ou imprensa interfiram no julgamento (isso seria voltar aos tempos da Inquisição). O problema é que não se vê "Josés" ou "Manés" obtendo HC's de madrugada corriqueiramente - com raríssimas exceções - ao contrário do que ocorre com Canhedos ou Dirceus. Foi exatamente isso que quis dizer (Migalhas 881) e ninguém pode "fazer de conta" que esse fato não ocorre, tão evidente que é."

Milton Córdova Júnior - 17/3/2004

"Concordo plenamente com os ilustres Alexandre Thiollier e Emerson José do Couto sobre o HC em benefício do Sr. Canhedo (Migalhas 882), pois não é outra a missão do advogado senão a de não transigir em defesa dos direitos do seu cliente, guerreando, brigando, envidando todos os esforços legais em prol do cliente, tudo em absoluta sintonia com a lição de RUI BARBOSA, quando ao falar sobre a missão do Advogado ensinou "Não se subtrair à defesa das causas impopulares, nem à das perigosas, quando justas. Onde apurável um grão [ou uma migalha], que seja, de verdadeiro direito, não regatear ao atribulado o consolo do amparo judicial" (Oração ao Moços)-"

Henio Josué Mattos - Advogado - 17/3/2004

"Com todo respeito que o advogado Alexandre Thiollier merece questiono e comento: Que penhora do faturamento? Ele comprometeu 10% do faturamento para quitar dívida do INSS, uma espécie de concordata fiscal homologada em campo de execução fiscal, acordo formalizado pelos patronos do Sr. Canhedo, que diga-se, não tinha competência e capacidade de ter empresa de aviação comercial, comprada com moedas podres e muita corrupção nos anos dourados de Fernando Collor & PC Farias, o equivalente ao Waldobingo do Dirceu. Ele se livrou com esse acordo de pai para filho, de ser preso não por dívida mas apropriação indébita, pois deve a previdência o que descontou dos salários dos funcionários e não recolheu, e provavelmente embolsou. Queria ver um empresário falido por essa política econômica submissa ao FMI espoliador, conseguir tal benefício para quitar dívidas fiscais com o esse Estado Sangue Suga. Olha o Sérgio Naya aí gente! Com as minhas homenagens,"

Gilberto Seródio - 17/3/2004

"Milton Córdova Jr. está corretíssimo, essa balela de que o advogado deve ser incansável e, no meio da noite ou madrugada buscar libertar seu cliente, todo mundo sabe que só ocorre se o cliente tiver muito dinheiro. Da mesma forma, o juiz não vai dar um despacho de madrugada, se for para o Zé, certamente ele acaba constrangido se o réu for alguém que vive na mídia, que é famoso por algum motivo, da mesma forma o oficial de Justiça não vai realizar a diligência antes das 7h da manhã, pois para ele, o Zé pode muito bem completar a noite na cadeia... mas o 'bambambam' já é outra coisa. Nenhum advogado vai peticionar de madrugada para atender um pobre coitado que pode pagar R$ 200 pelo serviço. Sejamos honestos!"

Waldineia Ladislau, de Goiânia - 18/3/2004

"Com todo o respeito ao advogado Alexandre Thiollier e outros que com ele concordam acerca do tema "HC de madrugada", duvido que um ministro se dê ao trabalho compulsório de apreciar um HC de madrugada para um qualquer do povo, salvo se este possuir um advogado estelar para representá-lo. Do contrário, como aconteceu comigo, terá negado o seu prosseguimento sob o argumento de que não cabe liminar contra decisão de Tribunal inferior que não a concedeu, conforme "exemplar" decisão de lavra do ilustre Ministro Edson Vidigal, proferida nos autos do HC 7.152-SP. Observo que o caso acima assemelha-se em muito com o caso VASP e BANCO NACIONAL, cujos seus dirigentes somente foram beneficiados por serem o que são (ou foram) e não só por questão de competência dos seus patronos. Cordialmente,"

Jose M. de Freitas França - Advogado - 18/3/2004

"Os migalheiros Jose M. de Freitas França e Waldineia Ladislau (Migalhas 884 - 17/3/04) têm razão, em parte, quando discordam da minha afirmação de que HC se obtém a qualquer hora, ao concluírem que o paciente só terá sucesso se tiverem um patrono estelar. Absolutamente de acordo, até porque advogado estelar é aquele que resolve, se possível, o problema do cliente a qualquer hora ou lugar, independentemente de perceber cem ou duzentos patacões de honorária. Que saudade do saudoso estelar Raimundo Pascoal Barbosa... Que saudade ... !"

Alexandre Thiollier - escritório Thiollier Advogados - 19/3/2004

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