quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Migalhas acadêmicas

de 28/3/2004 a 3/4/2004

"Gostaria de manifestar meu integral apoio ao acadêmico Paulo Duarte da UFRN, que no Migalhas 891 enfatiza a importância da participação do estudante no informativo Migalhas e a criação de "Migalhas Acadêmicas". Dessa forma, mostra que, tão logo se faz necessário o ingresso do aluno ao mundo jurídico, econômico e social do país, contribuindo sempre por um Brasil mais justo. Ficam as palavras (já publicadas em outra oportunidade no Migalhas) do nosso majestoso Rui Barbosa: 'Creio e sempre acreditei que, em matéria de justiça e brio, não há categorias. Entendo, e sempre entendi que nos primeiros anos da vida é que se há de cultivar com mais mimo a flor da sensibilidade moral. Penso, e nunca deixei de pensar que de moço é que o homem se habitua pelo exemplo dos seus mestres e superiores, a ser reto e zeloso da sua dignidade'."

Rafaela Bianca Buonavita - acadêmica de Direito pela Faculdade Padre Anchieta de Jundiaí - SP - 29/3/2004

"Venho participando direta ou indiretamente de 'Migalhas'. Em certas ocasiões enviando minhas opiniões sobre certos assuntos (mesmo sendo um iniciante nas ciências jurídicas), seja com sugestões sobre mudanças, seja indicando o informativo para as amigas e amigos (aqui de Natal-RN e de outros Estados da Federação) que considero formadores de opinião e pessoas bem informadas que labutam por um país melhor... Por hoje, gostaria de louvar, aplaudir e endossar a iniciativa do advogado Eliezer Pereira Martins (Migalhas 887) sobre a criação, elaboração de uma campo de "Migalhas acadêmicas". Já está mais do que na hora de se pôr à disposição dos estudantes um espaço próprio, até por uma razão de incentivo ao nosso amadurecimento intelectual, pois que nós acadêmicos estamos ávidos por colaborar, contestar, renovar e fazer brotar novas idéias no informativo jurídico virtual diário mais importante e de maior repercussão neste nosso Brasil!"

Paulo Duarte - acadêmico de Direito da UFRN / Aluno da Fundação do MP/ RN - 29/3/2004

"Academus: (no frontispício da 'academus' grega de Platão, lia-se: 'Quem não conhecer geometria não passe por aqui'. Com essa introdução, reporto-me à migalha da Acadêmica Rafaela Bianca Buonavita, para em homenagem e humilde contribuição à edificação das suas "arcadas científico/intelectuais", e também, para dividir com os seus colegas da Faculdade batizada com o nome o Padre que ensinava escrevendo na areia, a seguinte mensagem: "AO JOVEM LEITOR Meu filho: junto à minha escrivaninha, muitas vezes, têm sentado estudantes. Ao começar o curso, chegam as visitas dos rapazes. Os novos chegam à minha porta com receio; os antigos conhecidos, com alegria mais confiada. Se sentam junto a minha mesa e, diante das paredes nuas de meu escritório silencioso, se abre o reino, pleno de riquezas, de uma alma jovem, guardado antes por mil ferrolhos. Ao expor-me suas pequenas penas, que para eles parecem terrivelmente aflitivas, ao ouvir eu as queixas de suas inumeráveis e pequenas dores, que para eles resultam em extremo sérias, ao colocar na palma de minha mão sua alma jovem com suas tempestades, com seus profundos problemas e ao dizer-me eles depois, com ávida sede em seus olhos abertos: dá-me um conselho, que hei de fazer? pois então, nestes momentos inspirados, tenho aprendido eu, que a alma de cada jovem é uma mina de diamantes inesgotável, é uma promessa onde está latente um desenvolvimento impossível de medir; e ajudar-lhes em sua formação resulta para os homens já maduros, não só um santo dever, senão uma honra excelsa. Quem não tem contato com a juventude, não suspeita sequer quantas dúvidas, quantos tormentos, quantos tropeços - quiçá até a queda definitiva - pode levar consigo o fervor de suas almas, e quanto necessita sua frágil navezinha sentir nas tempestades que levanta a primavera da vida, a direção de uma mão poderosa que empunhe o timão. E quando nestas ocasiões tenho querido infundir-lhes força para a luta, apaziguar suas almas alvorotadas, dar-lhes conselho na dúvida, e estender-lhes uma mão forte que ajude a sair do doloroso transe, me tem parecido que não só estava sentado ante mim um dos meus estudantes, senão que buscava minha alma os olhos de milhares e milhares de jovens, de todos aqueles que lutam com idênticos problemas sérios; porém não têm, quem sabe, ninguém a quem pedir resposta, consolo, conselho e direção, e, desta sorte, hão de travar sós os duros combates dos anos de juventude. Assim nasceram estes livros. Assim é como me veio sua idéia. Sei muito bem que a letra impressa, a letra morta, mingua muito a eficácia da palavra falada; porém não será quiçá completamente inútil compor alguns livros para teu uso, reunindo os pensamentos que costumo tratar com meus estudantes. Não sei como te chamas. Não sei que escola freqüentas: instituto, escola de comércio, escola normal, escola de artes e ofícios..., ou, quem sabe, já a Universidade. Tão só sei uma coisa: que és estudante, que levas em tua alma o porvir de tua nação, e que tens problemas sérios; e resolver tuas dúvidas é o dever mais santo que nos incumbe. Porque não há na vida obrigação tão sublime como dar de beber da fonte eterna da verdade às almas sedentas. Não existe mérito maior ante a humanidade, nem há nada mais grato a Deus como preservar da perdição uma só alma jovem, que é a maior esperança da pátria e o "templo vivo" de Deus. Todas as linhas do livro foram-me ditadas pelo amor que professo a tua alma e pela convicção de que é um dever de valor perene encher uma alma jovem de nobres ideais. Este amor também merece que tu medites, com seriedade, o que lês nestes livros; e se houver algo que não compreendas, se necessitas acaso ulteriores explicações, se tens algumas observações a fazer, e, principalmente, se meus pensamentos têm te ajudado a pisar a senda do bem, escreve-me. Porque o maior galardão de minhas fadigas será o que, mediante estas linhas, haja conseguido encaminhar a um só jovem e haja prestado forças a uma só alma, para que permaneça, durante seu desenvolvimento, no caminho do reto viver. Te saúda, ainda sem conhecer-te e é teu. O AUTOR." P.s.: se quiserem o livro inteiro, já traduzido do espanhol, enviem-me o correio eletrônico para recebê-lo. Trata-se de obra de importante apelo à formação dos Jovens de Caráter, que terão a missão de governar o país, para tentar melhorar a condição e qualidade de vida da nossa gente."

Cleanto Farina Weidlich - advogado e professor em Carazinho / RS - 30/3/2004

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