quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

"Caso Zeca Pagodinho"

de 4/4/2004 a 10/4/2004

"Li o artigo de Dra. Judith Martins-Costa (Migalhas 894) e a manifestação de Dr. Ricardo Aprigliano (Migalhas 895), sendo certo que o foco da questão não pode ser desviado. A liminar obtida por Zeca Pagodinho não gera qualquer efeito prático, tendo em vista que o anúncio já havia sido retirado do ar. Tanto não gera qualquer efeito prático que a Schincariol não vai recorrer da decisão. A Schincariol obteve vitória no TJ/SP por 3 votos a 0, sendo mantida a liminar que obriga Zeca Pagodinho a cumprir o contrato e Ambev a respeitá-lo. Esses são os fatos, que por si só demonstram que razão assiste a Dra. Judith. Eu li o contrato, assim como certamente o fizeram o magistrado de 1° grau e os Desembargadores do TJ/SP, que em linha única decidiram de modo a podar o ilícito perpetrado em face da Schincariol, apenando os igualmente os ofensores com R$ 500 mil diários por descumprimento, tal o grau de reprovabilidade de suas condutas e a intensidade das lesões perpetradas."

Vinicius Camargo Silva - escritório Camargo Silva, Dias de Souza Advogados - 5/4/2004

"O ilustre advogado do cantor Zeca Pagodinho tem todo o direito de não gostar do artigo (Migalhas 895 - 1/4/03). Deveria, porém, ter percebido que não foram feitas "afirmações sobre um contrato ao qual não se teve acesso", muito menos foi "detalhado" caso em trâmite judicial, não sendo o caso, tampouco, de patrocinar ou "defender" quem patrocina ou participa de ação judicial em curso, caso em que haveria impedimento ético e legal de emitir opinião: trata-se apenas do direito, a todos democraticamente assegurado, de opinar, em tese, sobre caso de conhecimento público, reiteradamente noticiado na imprensa e com base em dados públicos (porque publicados, inclusive com imenso destaque, nas últimas semanas)."

Judith Martins-Costa - 5/4/2004

"Senhor Redator, Sobre a missiva de Ricardo Aprigliano (Migalhas 895), criticando o artigo da Profa. Judith (Migalhas 894), parece-me que se a análise fosse feita por algum dos bacharéis que representam as partes, a isenção estaria comprometida e passaria a ser propaganda em causa própria. Por outro lado, para quem foi formado à luz de preceitos éticos, é dispensável a leitura qualquer contrato para considerar contrária à ética a conduta do contratado como garoto-propaganda de uma empresa, que passa para anunciar o produto concorrente. Tenho a impressão que esta posição deve ser compartilhada pela maioria das pessoas, especialmente pelos operadores do direito. Cordiais saudações,"

Ricardo Martins - 5/4/2004

"Lendo sobre os recentes acontecimentos comentados nas Migalhas dos Leitores (Migalhas 896), especialmente aqueles relacionados com o cantor Zeca Pagodinho ("a ética de Xerém") e com o subprocurador Santoro ("a ética do cafofo") foi inevitável a lembrança da receita para a resolução dos problemas nacionais proclamada por Capistrano de Abreu. Uma Constituição de dois únicos e singelos artigos: 'Art. 1º. Todo brasileiro precisa ter vergonha na cara. Art. 2º Revogam-se as disposições em contrário.'"

José Roberto Manesco - escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques, Advocacia - 7/4/2004

"Li o comentário do Ilustre Dr. Ricardo Aprigliano (Migalhas 895), sobre o artigo realizado pela também Ilustre Dr.ª Profa. Judith (Migalhas 894) em relação ao caso "Zeca Pagodinho". Concordo com o Dr. Ricardo nos aspectos levantados em sua observação, contudo, oro toda noite para que nossos problemas jurídico não sejam resolvidos com a "ética do Xerem". Atenciosamente,"

Danilo Fortunato - escritório Zulzke, Mascaro de Tella Advogados Associados - 7/4/2004

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram