quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Promessas do Governo

de 25/4/2004 a 1/5/2004

"Presidente confirmou o que toda a Nação já sabia: ele não governa, cuida do país. O verbo cuidar tem sua origem no latim de "cogitare". Entre seus vários sentidos, com certeza o Presidente Lula preferiu aqueles relativos à meditação, pensar, cogitar etc. porque por mesmo os dez tentáculos na massa do dia-a-dia não parece ser mesmo a intenção do primeiro mandatário. O governo continua no palanque prometendo, prometendo... O Presidente fala agora que o primeiro ano de governo foi de adubagem e esses quarto meses de plantio. A promessa do mês será uma colheita farta a partir de junho. "Magavilha", vem aí mais um espetáculo do crescimento... Caso algum migalheiro consiga ingressos para o show, por favor adquiram um também para mim... Haja paciência!"

Alexandre Thiollier, escritório Thiollier Advogados - 27/4/2004

"Lula prometeu mundos e fundos aos funcionários públicos em geral, fazendo com que eles se tornassem seus principais eleitores e cabos eleitorais. E é este mesmo "seu" PT que mais ajudo-os contra o governo de FHC. Agora já eleito este mesmo partido com todo apoio do Presidente tornou-se o principal algoz deste grupo de trabalhadores, oferecendo aumentos diferentes para funcionários de categorias iguais, dividindo aposentados de ativos e de pensionistas , e outras barbaridades. Agindo dentro do lema dividir para governar. Não é um perfeito estelionato eleitoral?"

Abrão José Kechfi - 27/4/2004

"Migalheiros, uní-vos! Mais uma vez, ecoam maluquices do Planalto Central! Primeiro, anuncia-se o inédito "Espetáculo de Crescimento"... E então, como num "flash", o mui digníssimo Ministro José Dirrrrceu vai à imprensa dizer que não houve nenhum caso de corrupção desde a posse dos novos Comandantes da Terra Brasillis - falando nisso, cadê o Diniz, hein? Depois, o Comandante-mor diz aos "companheiros" que não adianta radicalizar, pois ele mesmo já radicalizou e não deu certo. Em seguida, o seu Co-Piloto, preocupado com sua empresa têxtil, e pela milésima vez, aparece na TV indignado com a "Dona Selic". Aí vem o Governo e diz que não vai mais negociar aumento para ninguém. Para dar mais ânimo, assume-se que o Plano "Primeiro Emprego" foi elaborado com "mente de sindicalista", que apenas um (isso mesmo, UM) emprego foi criado, e que, portanto, o Plano não presta para nada... E, como se não bastasse, ontem veio a derradeira promessa. Após reunião com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, defendeu o Comandante-mor: "Companheiros, vocês terão novidades sobre a correção da tabela do imposto de renda até sexta-feira". Parece piada, mas não é. Mais uma vez, a máxima de que "atirar pedra é fácil, ser vidraça é difícil" se faz presente! Devemos, sim, reconhecer que o trabalho desenvolvido pelo Governo não é dos mais fáceis. Mas será que o próprio Governo não pode ter uma voz única, sem criar oposição dentro da oposição? Será que não dá para ser um pouco realista? O atual Governo está apenas colhendo o que vem plantando há tempos. Só se esqueceram de que alianças se baseiam no "toma lá, dá cá". Os sindicatos (e no vácuo deles, os aventureiros e os aproveitadores de plantão) estão querendo o pagamento pelo apoio que tiveram no passado, e o resultado está, por exemplo, nas infindáveis filas do INSS e da Receita Federal. Não estão percebendo que isso está afetando a economia como um todo. Não estão percebendo que a indústria está deixando de produzir, de investir e de captar recursos, por conta dos obstáculos criados pela instituição chamada Governo. Não adianta clamar pela colaboração do empresariado, se a ajuda que é pedida é paga com "burrocracia". Com a devida permissão, repito as palavras Dr. Alexandre Thiollier: "haja paciência"!!!"

Samir Pires - Advogado - Cia. Suzano de Papel e Celulose - 27/4/2004

"Com relação ao comentário do colega Alexandre Thiollier Filho (Migalhas no. 910), gostaria de lembrar que o Presidente nunca poderá colocar os dez tentáculos na massa, porque só tem nove. Além disso, o plantio só virá quando o Presidente parar de adubar, uma vez que adubar nada mais é do que espalhar estrume. Com o devido respeito,"

Fernando B. Pinheiro - Fernando Pinheiro - Consultoria Legal - 29/4/2004

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