segunda-feira, 26 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Protesto

de 25/4/2004 a 1/5/2004

"Quero lançar meu veemente protesto contra a forma tendenciosa e irônica com que têm sido formuladas as notas relativas ao PT e ao Governo Federal. Migalhas tem estado tão próximo da realidade nestes assuntos quanto as novelas brasileiras quando tratam de assuntos jurídicos. Erram flagrantemente e propositadamente. Apenas como exemplo estão as notas relativas à suposta sociedade de Gushiken, mantendo a mesma redação maliciosa com que foi veiculada pelo periódico que a publicou originalmente e, mais recentemente, no Migalhas 912, de 28/4/2004, onde lançam informação inverídica, dizendo que "parte (25%) do salário dos petistas no governo vai para a agremiação". Desafio Vossas Senhorias a provarem a veracidade do percentual maliciosamente divulgado. De fato, lhes é impossível, pois os petistas em cargo de confiança, contribuem com o partido em percentuais que variam de 2 a 10%, dependendo da faixa salarial. De outro lado, todo o petista, regulamente filiado, tem por obrigação contribuir com o partido, independentemente de compor os quadros do governo, conforme o art. 170 do Estatuto. Posso assegurar a Vossas Senhorias que tal irresponsabilidade compromete a credibilidade do informativo e inicia segmentação de leitores, contemplando pequeno grupo de pessoas que preferem rir de anedotas mal contadas a conhecer a realidade dos fatos. Solicito a publicação desta manifestação."

Maurício Ricardo Pinheiro da Costa - 29/4/2004

"O sr. Mauricio Ricardo Pinho da Costa não questiona a imoralidade do TREM DA ALEGRIA, apenas o percentual de contribuição para o PT. MIGALHAS - continuem assim. É incrível mais ainda existem muitos cegos."

Vanderlei R Silva - 29/4/2004

"Os amigos Migalheiros já imaginaram o PT fora do governo e diante de uma MP criando 2.793 cargos de confiança, sabendo que 25% dos salários seriam destinados ao próprio partido do governo? Como é que chamariam a essa farra? Fraude? Abuso? Corrupção? Apropriação indébita? É... o poder não corrompe, apenas desnuda o caráter de quem o exerce."

Emerson José do Couto - Advogado - 30/4/2004

"Ciente de que este periódico priva a fidelidade das informações para com a verdade e a contribuição social de sua veiculação, venho por meio deste, respeitosamente tecer algumas correções a linha editorial tomada pelo Migalhas 912. Inicialmente informo que não sou filiado ao partido dos trabalhadores, porém, por ter trabalhado como Procurador Municipal por alguns anos tive acesso a informações que podem esclarecer melhor o informe passado.

1. Seria de muita ingenuidade política, ou pura demagogia maldosa, se imaginar que os cargos em comissão criados seriam absolutamente todos preenchidos por petistas e não por todos os partidos que compõe a base de sustentação do governo, como já se faz naturalmente.

2. Como bons advogados sabemos que os cargos em comissão são bem mais baratos para a máquina pública do que os efetivos, pois além da possibilidade de exoneração imediata nos casos de corrupção, estes cargos nunca irão onerar os cofres públicos com milionárias aposentadorias.

3. Considerando que a média de funcionários comissionados em uma prefeitura de uma cidade de 200
mil habitantes é de 250 funcionários, o n° de funcionários para atender toda a demanda nacional neste caso é de 10 cidades deste porte, então tal soma é no mínimo coerente.

4. A contribuição que os funcionários públicos filiados ao partido dos trabalhadores devem fazem é de 10% de seus salários e não de 25% como foi veiculado.

Isto posto, como "migalheiro de carteirinha" e  assíduo fomentador e divulgador deste periódico de  ilibado conteúdo, registro meu desgosto de ter sentido que nesta edição, o humor inteligente e a
boa informação, deu lugar ao sensacionalismo com pitadas de demagogia, câncer que assola nossos meios de informação, e que faço votos para que não se alastre neste "oásis" da boa informação. Grato."

Edson Guedes Filho - Guedes & Medeiros Associados - 30/4/2004

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