segunda-feira, 26 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Negócios da China

de 23/5/2004 a 29/5/2004

"Tal qual o "migalheiro" Milton Córdova Junior, eu, mero cidadão brasileiro, a cada notícia vinda do Oriente me sinto mais indignado (ou revoltado, acho melhor) com a viagem do "Marco Pólo tupiniquim" e sua comitiva! Justifico: na proporção inversa em que cresce a economia dos chineses, cai a já caótica situação sócio-econômica da classe média que leva nosso amado Brasil "nas costas", fruto do descaso de um governo que faz tudo "nas coxas"! Sem falar nos pobres... Aliás, e o "F(C)ome Zero"? Trocando em miúdos (para não dizer "migalhas"), estão querendo exportar tanta coisa para lá que, logo, logo, ficaremos sem o que comer aqui! Enquanto mandam suco de laranja e soja para engordar milhões de chineses, aqui milhares morrem de fome e comida e saúde!!! E, se a concorrência fará com que o preço dos produtos a serem vendidos (cotados em US$, é claro) naquele país, no nosso a escassez de produtos, dada a exportação, fará com que sofram irrefreáveis aumentos. Exemplo: subida do preço do álcool em torno de 30% na entre-safra! Será que não exportaram toda a produção? Brasil: Ame-o ou deixe-o, li há alguns dias no Migalhas!!! Mas acho melhor ainda a frase adesivada no pára-brisa de um "fusca": BASTA DE SER BESTA!!!"

Fábio Fernandes Costa Pereira Lopes - Pereira Lopes Advogados - 27/5/2004

"Sempre é bom lembrar que boa parte dos produtos chineses chegam ao Brasil com preços ridiculamente pequenos em razão da mão de obra praticamente escrava, devidos os baixíssimos salários, afrontando as normas da OIT - Organização Internacional do Trabalho. E ninguém se importa com isso. Penso que nesse processo de incremento das relações comerciais entre Brasil e China - em que pese a importância indiscutível para o nosso País em face das grandes perspectivas de exportação - este é um aspecto que deve ser levado em consideração e colocado em pauta. Vamos exportar mais para a China, mas na contrapartida teremos que importar mais. Se nada for feito, estaremos incentivando a mão-de-obra "quase escrava" chinesa, com violação aos direitos humanos."

Milton Córdova Junior - 27/5/2004

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