Língua portuguesa

22/11/2007
Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP

"Sr. Diretor de Migalhas. Há palavras com que nos defrontamos e que nunca havíamos visto. Fui professor de língua portuguesa durante mais de duas décadas, e nunca deparei com escurra. Encontrei-a hoje, ao elaborar meu dicionário de palavras portuguesas, nº 3.611,  advindas diretamente do latim. Indo ao dicionário latino-português do Santos Saraiva, li que escurra queria dizer bobo, chucareiro (o caturra de  Attica, pessoa teimosa, agarrada a velhos hábitos, sempre a achar defeitos a discutir) que Zenon, outro filósofo grego chamou Sócrates dela. É isso aí, até naqueles tempos eles também não se entendiam, parecendo com os políticos de hoje. Bem, cada cabeça uma sentença, diz o brocardo, o difícil é entendê-los, principalmente no que mudam de opiniões, conforme as circunstâncias. Vejam o caso  do imposto sobre o  cheque, que eles criaram acumpliciados com o PSDB; como exemplo; ou o caso de Chávez ingressar no mercado: os democratas defendem hipocritamente a democracia, dizendo que lá não é, após mais de duas décadas de aliança descarada com os militares. Durmam com um barulho desses, ou acreditem neles: difícil não?"

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