Migalheiros

21/12/2007
Armando Bergo Neto – advogado, OAB/SP 132.034

"Vivemos no século 21, época repleta de grandes transformações e de extraordinárias conquistas produzidas pelo homem ao longo de sua árdua jornada evolutiva. Gradativamente, através modificações sucessivas, de um processo lento e contínuo desenvolvidos inúmeros avanços em todos os setores, dentre os quais na medicina, na eletroeletrônica, nos meios de transporte etc., culminando com o espantoso adiantamento da informática que vem encurtando distâncias entre as pessoas, facilitando suas vidas cotidianamente, tornando-se uma ferramenta indispensável na atualidade. Uma pequena parte da população pode desfrutar de todo o conforto proporcionado em razão da evolução material da humanidade. Todavia e, infelizmente, a grande maioria dos indivíduos vive com menos de um dólar por dia, dado alarmante que, por si só, nos remete à dimensão da pobreza, da desigualdade sócio-econômica que grassa a humanidade. Estas duas facetas da realidade presente, somadas à falta de posturas ética e moral, à falta de maior denodo à espiritualidade têm causado um sem-número de mazelas sociais, às quais assistimos diariamente nos telejornais, impotentes, e a pior constatação: acomodados, muito embora não estejamos de acordo com este panorama. Vem-me, então, a pergunta que não quer calar: até quando a sociedade civil organizada quedará inerte ? Até que momento nossos representantes eleitos tratarão ainda de forma displicente, desleixada, questões tão relevantes como a educação, a saúde, a habitação, a segurança, fatores estes comezinhos a uma vida digna, ao desenvolvimento efetivo da essência do homem como um ser único, criado à imagem e semelhança de Deus ? Fica a indignação ante o atual quadro, deixando uma mensagem para meditarmos, refletirmos: Será que este 'mundo novo' será digno de permanecer na memória das novas gerações ?"

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